Com a maior participação de mulheres da história, 20º Confup aprova pauta para fortalecimento do Sistema Petrobrás, com propostas que serão apresentadas à gestão da empresa e à campanha de Lula. Deliberações também incluem ações em defesa da Petros e da AMS
[Da comunicação da FUP]
Com deliberações históricas, terminou nesta sexta-feira, 24, em Salvador, o 20º Congresso Nacional da FUP, que reuniu cerca de 400 participantes no CEPE Stella Maris, entre delegações eleitas e convidados. Iniciado na segunda-feira, 20, o Confup debateu ao longo da semana o fortalecimento do Sistema Petrobrás, o futuro do trabalho petroleiro, a soberania nacional e os desafios da categoria diante das transformações do setor energético.
Já no primeiro dia, as petroleiras e os petroleiros fizeram história ao elegerem Cibele Vieira a primeira mulher a coordenar a FUP, desde a fundação da entidade, há 32 anos. A chapa única, eleita por unanimidade, teve também cinco mulheres na Executiva da Federação, o que representa 33% da composição, a maior da história.

Este também foi o Confup com maior presença de mulheres nas delegações: 71 petroleiras do total de 324 participantes, o que representou 22% de todas as delegações. No congresso anterior, realizado em 2023, a participação das mulheres foi de 19%, com a presença de 60 petroleiras.
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Outros destaques foram o aumento da participação dos trabalhadores do setor privado, com delegações de todos os sindicatos, e a presença do Sindipetro São José dos Campos, que voltou a fazer parte de um congresso da FUP com 18 delegados e delegadas eleitos, após a refiliação à entidade. A busca pela reconstrução da unidade nacional continua sendo um compromisso da FUP e foi novamente reforçada no 20º Confup, com a presença de convidados dos Sindipetros Litoral Paulista e Sergipe/Alagoas.
Reeleger Lula e fortalecer o Sistema Petrobrás
O foco central do 20º Congresso Nacional da FUP foi o debate sobre o projeto que a FUP defenderá nas eleições deste ano, que serão decisivas para o futuro do Sistema Petrobrás e da categoria petroleira. A plenária final aprovou por unanimidade que a prioridade da classe trabalhadora é a reeleição do presidente Lula, cujo apoio já foi endossado recentemente nas assembleias de base. Neste sentido, é fundamental o fortalecimento de candidaturas diretas da categoria petroleira para o Congresso Nacional e as assembleias estaduais.
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O Confup aprofundou o debate em torno da Pauta Brasil Soberano, que já vem sendo discutida com a gestão do Sistema Petrobrás no Forum conquistado na última campanha reivindicatória. As delegações reforçaram as principais propostas que serão apresentadas à empresa e também encaminhadas às campanhas eleitorais de Lula e das candidaturas de parlamentares apoiadas pela classe trabalhadora.
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Entre as principais deliberações para fortalecimento do Sistema Petrobrás estão a reestatização das unidades estratégicas que foram privatizadas nos governos Temer e Bolsonaro, como as refinarias e a distribuição; fortalecimento do setor de fertilizantes e biodiesel, com a incorporação das subsidiárias; que a estatal lidere a transição energética justa e soberana, com participação dos trabalhadores e das trabalhadoras; que o Estado brasileiro, por meio da Petrobrás, garanta a exploração soberana e sustentável das novas fronteiras petrolíferas (Margem Equatorial e Bacia de Pelotas), com foco no desenvolvimento socioeconômico e social das regiões e o compromisso de que as riquezas geradas sejam utilizadas em políticas públicas que erradiquem a pobreza energética e beneficiem e protejam as comunidades locais.
O 20º Confup também aprovou a indicação do petroleiro Pedro Lúcio Goes, diretor do Sindipetro RN, para disputar a vaga dos trabalhadores e das trabalhadoras na próxima eleição do Conselho de Administração da Petrobrás.
Petros e AMS

Temas relacionados ao pós-emprego também foram debatidos, com a aprovação de propostas para fortalecer e proteger os benefícios históricos dos trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás: a Petros e a AMS. Foram deliberadas diversas ações para fortalecer a luta pelo fim dos PEDs, fortalecer o plano de saúde da categoria e democratizar o estatuto da APS, reforçando a posição histórica da categoria contrária à criação unilateral da associação.
Setor privado

Também foram aprovadas mudanças no modelo de contratação do Sistema Petrobrás, com melhoria dos empregos e ampliação dos direitos dos prestadores de serviço, bem como o fortalecimento da organização dos trabalhadores do setor privado.





