Setor privado

Trabalhadores da Engie podem entrar em greve se não houver nova proposta de ACT até semana que vem

Com o Acordo Coletivo vencido desde abril, a empresa recusa-se a avançar no processo de negociação, mesmo após os trabalhadores e as trabalhadoras terem rejeitado as três contrapropostas apresentadas

[Da comunicação da FUP]

Após reunião nesta terça-feira, 18, para discutir os próximos encaminhamentos em relação ao Acordo Coletivo de Trabalho da Engie Soluções (ESON), a FUP e seus sindicatos deliberaram sobre a necessidade de intensificação das mobilizações para pressionar a empresa a apresentar uma proposta que atenda às principais reivindicações da categoria.

Com o ACT vencido desde abril, a Engie recusa-se a avançar no processo de negociação, mesmo após os trabalhadores e as trabalhadoras terem rejeitado três contrapropostas da empresa em todas as bases: Norte Fluminense, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Amazonas.

A categoria está em estado de greve e em assembleia permanente, além de já ter realizado seminários de greve em várias regiões do país. Após meses de negociações frustradas, os trabalhadores ameaçam entrar em greve, ainda este mês, se a Engie não apresentar uma proposta digna de Acordo Coletivo na próxima semana.

“Caso a empresa não apresente uma nova proposta até a próxima semana, será convocada uma assembleia para deflagrar o movimento paredista, medida considerada indispensável para assegurar a celebração do acordo coletivo dentro dos parâmetros legais”, afirmou Reinaldo Guriri, diretor da Secretaria de Setor Privado da FUP.