Soberania Nacional

Ato em defesa da Indústria Naval exige fim dos afretamentos da Petrobrás

Trabalhadores de diversos setores se reuniram para exigir que a Petrobrás lidere o processo de retomada da Indústria Naval Brasileira

[Da Comunicação da FUP]

Nesta sexta-feira (15), os petroleiros e petroleiras tiveram mais um compromisso de luta. Dessa vez, em defesa da Indústria Naval brasileira. Junto a outras categorias de trabalhadores, como os marítimos e os metalúrgicos, realizaram um ato frente ao Edifício Senado (Edisen) da Petrobrás, onde cobraram a recuperação do setor e se manifestaram contra os afretamentos ilimitados de navios estrangeiros que a Petrobrás vem fazendo há anos.

O ato foi organizado pelas entidades que compõem o Fórum em Defesa da Retomada da Construção Naval e contou com a participação das entidades sindicais, e contou com a participação de parlamentares, como a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e da presidenta da Frente Parlamentar de Acompanhamento do Polo Gaslub, a deputada estadual do Rio de Janeiro, Verônica Lima, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Presente no ato, o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, questionou o papel de gestores que, na visão dos trabalhadores, atrapalham os planos de soberania nacional da Petrobrás: “Infelizmente ainda temos na estrutura da companhia algumas pessoas que não concordam com o programa de governo do presidente Lula, não concordam com o novo plano estratégico da Petrobrás e atrapalham a execução desses grandes programas”.

Ao fim do ato, o coordenador geral do Sindipetro NF e diretor da FUP, Tezeu Bezerra, deu um recado a esses gestores: “Estamos com um ano e três meses de governo Lula, e ainda tem gestores lá dentro achando que o projeto é brincadeira. Não é brincadeira. Vamos lutar para que nossos navios, as nossas plataformas, as nossas sondas e todas as embarcações sejam feitas aqui no Brasil”.

A mudança dessas pessoas, que ainda estão na alta administração da empresa, foi um dos objetivos do ato. Para Bacelar, é um passo importantíssimo “para que a Petrobrás volte a fazer grandes encomendas aqui no país e não somente diminua mas acabe com os afretamentos que nós temos no país, é inadmissível que tenhamos apenas 25 navios operados pela Transpetro, estamos voltando a 1950”. Atualmente, mais de 96% do transporte marítimo e do cabotagem de combustíveis é feito por navios de outros países.

Carlos Müller, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (SINDMAR) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos (Conttmaf), afirmou que esses gestores estão torcendo o rumo da Petrobrás: “É muito importante que a Petrobrás mude o rumo atual, a empresa não está navegando num caminho que possibilite desenvolver o Brasil. O nosso comandante, presidente Lula, já deu a orientação, falta agora as gerências executivas e os diretores da Petrobrás seguirem o rumo correto, que é construir navios no Brasil e tripular navios com brasileiros. Navio da Petrobrás tem que ter bandeira brasileira para aumentar a presença dos trabalhadores do nosso país”. Para Müller, “são decisões muito importantes para ficarem concentradas num escalão tão baixo de decisão”.

Os trabalhadores e trabalhadoras vinculados ao Setor da Indústria Naval, Petróleo e Gás, deram um claro recado à gestão da Petrobrás e aos setores que ainda se negam a aceitar a aplicação do projeto vencedor nas urnas. Com a força e a luta da classe trabalhadora, a Petrobrás deve voltar a ser indutora do desenvolvimento do Brasil e trabalhar em prol da Soberania Nacional.

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