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Nota do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras sobre os ataques à Cibele Vieira

No dia 23/12 circulou um áudio nos grupos da categoria petroleira de todo o Brasil, com ofensas à companheira Cibele Vieira, diretora da FUP e futura Coordenadora da FUP em substituição ao companheiro Deyvid Bacelar.

O Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras foi criado em 2012 com o objetivo de fortalecer as pautas das mulheres na negociação coletiva, mas também a participação das mulheres no movimento sindical e como uma instância de solidariedade para enfrentarmos coletivamente os ataques machistas e misóginos para que, assim, as mulheres não desistissem da luta sindical.

Treze anos depois da criação do coletivo, a FUP tem 25% de mulheres na sua direção, 3 coordenadoras de sindicato e a escolha da Primeira Coordenadora da FUP, Cibele Vieira.

A escolha de Cibele Vieira para coordenadora da FUP passou por processo democrático da Federação, com o amplo apoio dos sindicatos que a compõe. A história de Cibele no movimento sindical é de compromisso com a categoria, classe trabalhadora e movimentos sociais. Assim, no “currículo” da Cibele, não há nada que a desabone para ser a primeira Coordenadora da FUP.

Muitos ficaram chocados com o áudio que circulou, com as ofensas misóginas proferidas à Cibele. Mas isso não foi o mais grave no áudio. O mais grave é a explícita tentativa de golpear a primeira Coordenadora da FUP. A retórica misógina é o meio, tal qual foi feito com Dilma, para atacar uma mulher íntegra no qual seu trabalho não deixa nenhum flanco para o ataque.

Deste modo, o Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras, REPUDIA não só os ataques misóginos contra Cibele, mas a tentativa de impedir que Cibele seja a Primeira COORDENADORA Geral da FUP.

Não permitiremos que democracia operária da Federação seja atacada, muito menos que uma mulher seja deposta de seu posto conquistado por seu compromisso, qualificação e acima de tudo, sororidade das demais mulheres que compõem esse coletivo.

Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras