Inaceitável

Não passarão: Coletivo de Mulheres Petroleiras repudia misoginia na Revap e presta solidariedade total à companheira Cidiana Masini

Em nota, Coletivo de Mulheres Petroleiras repudia misoginia na Revap e presta solidariedade total à companheira Cidiana Masini; confira na íntegra

O Coletivo de Mulheres Petroleiras da Federação Única dos Petroleiros (FUP) vem a público manifestar seu mais profundo repúdio ao episódio de misoginia ocorrido na Refinaria do Vale do Paraíba (Revap) nesta terça-feira (13), durante um espaço de diálogo sobre as medidas sanitárias necessárias diante da exposição ao Benzeno.

Em primeiro lugar, manifestamos nosso apoio irrestrito e nossa plena solidariedade com a vítima dos ataques, nossa companheira e vice-presidente da CIPA e do Sindipetro-SJC, Cidiana Masini. O higienista da Recap (Refinaria de Capuava), refinaria da Petrobrás localizada em Mauá, palestrante da atividade, destilou todo seu machismo e misoginia contra nossa companheira e tentou silenciá-la, de forma exaltada e agressiva, interrompendo ela de forma permanente.

A coordenadora do coletivo, Bárbara Bezerra, afirma: “Não estamos diante de um caso isolado. Infelizmente, é permanente dentro da Petrobrás a tentativa de desqualificar, intimidar e afastar mulheres dos espaços de liderança. É revoltante que, em pleno 2026, ainda precisemos denunciar situações em que mulheres são atacadas não por sua capacidade técnica, compromisso profissional ou atuação sindical, mas simplesmente por serem mulheres que ousam ocupar espaços historicamente dominados por homens. O machismo estrutural se manifesta justamente nessas tentativas de silenciamento, desmoralização e isolamento de companheiras que se posicionam, denunciam e resistem”.

Durante a última semana, realizamos em Minas Gerais nosso Encontro Nacional de Mulheres petroleiras da FUP, espaço onde justamente debatemos sobre os desafios das mulheres na Petrobrás e no Brasil, a luta pela vida e a luta por direitos. É difícil aceitar que poucos dias depois a gente esteja frente a tamanho ataque misógino na Petrobrás.

Porém, infelizmente não é nenhuma novidade e não vai nos intimidar. Muito pelo contrário. Seguiremos denunciando, organizando e lutando por um ambiente de trabalho seguro, respeitoso e livre de qualquer forma de opressão, misoginia ou assédio. Qualquer ataque misógino contra qualquer mulher no Sistema Petrobrás é um ataque a todas as mulheres da categoria petroleira.

A mensagem com a qual saímos do Encontro é muito clara: Nenhuma petroleira estará sozinha diante da violência de gênero e do machismo.

Nossa voz não será calada. Nossa luta continua.

Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP, 13 de maio de 2026.