O Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP exige que as autoridades do Ceará garantam integralmente o direito da família de Isabelle de acesso às investigações e que sejam responsabilizados todos os que estiverem envolvidos na morte da jovem. Nenhuma forma de violência contra a mulher deve ser naturalizada, silenciada ou minimizada
[Do Coletivo de Mulheres da FUP]
O Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP se solidariza com os familiares e os amigos da estudante cearense de direito, Isabelle Caracristi, de 22 anos, que perdeu a vida no dia 13 de setembro em condições suspeitas, segundo denúncias da mãe da jovem. A estudante foi encontrada morta no condomínio onde residia com o namorado de 33 anos e familiares dele, em Fortaleza.
Sua mãe, a professora universitária Isorlanda Caracristi, sequer foi comunicada sobre o ocorrido e só tomou conhecimento da morte da filha no dia seguinte, quando foi procurá-la. Ao chegar ao condomínio onde Isabelle morava, ela foi informada pela síndica de que a filha havia morrido na noite anterior e de que o corpo já havia sido levado para o IML local.
A família da estudante não teve acesso ao apartamento e nem aos pertences dela. O namorado de Isabelle bloqueou mensagens e ligações telefônicas da mãe da vítima e, segundo ela, nem ele, nem a família dele se manifestaram desde a morte da jovem, assim como também não compareceram ao velório e ao sepultamento.
O Coletivo de Mulheres Petroleiras exige que as autoridades do Ceará acelerem as investigações e apontem os motivos da morte de Isabelle o quanto antes. É dever do Estado investigar mortes violentas de mulheres com perspectiva de gênero desde as primeiras diligências.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Isorlanda levanta suspeitas sobre a morte da filha, informando que considerava o comportamento do namorado controlador. Segundo ela, o homem teria pedido o cartão de crédito da estudante e manifestado a intenção de abrir uma empresa em nome dela.
Nenhuma forma de violência contra a mulher deve ser naturalizada, silenciada ou minimizada. E nenhuma mãe deveria passar pela dor de perder uma filha nessa situação.
Nós mulheres petroleiras exigimos que o Estado do Ceará garanta integralmente o direito da família de Isabelle de acesso às investigações e que sejam responsabilizados todos os que estiverem envolvidos na morte da jovem.
Repudiamos qualquer forma de violência institucional, desinformação e tentativas de silenciamento de uma mãe que busca justiça e consolo para uma dor que jamais pode ser naturalizada.
Nenhuma vida a menos! Justiça para Isabelle!