Defesa da soberania

FUP e sindicatos apoiam engenheiro Luduvice para presidente do Confea

Luduvice com o petroleiro Francisco Gonçalves, secretário-geral do Movimento Engenharia pela Democracia (Enged) e diretor do Sindipetro Unificado

As propostas defendidas por sua candidatura dialogam diretamente com a luta da categoria petroleira pela reconstrução do Sistema Petrobrás como empresa pública, integrada e fortalecida, com uma engenharia a serviço do desenvolvimento e da soberania nacional

[Da comunicação da FUP, com informações do Enged e do Sindipetro Unificado]

A FUP e seus sindicatos aprovaram apoiar o engenheiro Henrique Luduvice para a Presidência do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), cuja eleição será realizada no dia 3 de julho. Com o mote de campanha “Mais Engenharia, Mais Soberania”, seu compromisso é de resgatar e valorizar a função social dos profissionais da engenharia, agronomia e geociências com o desenvolvimento do Brasil e os interesses nacionais.

Luduvice é ex-presidente do Confea (1994-1996 e 1998-1999) e já passou por funções estratégicas na engenharia, atuando por 34 anos na Eletrobras Eletronorte, além de ter sido Diretor-Geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) entre 1995 e 1997 e de 2015 a 2018.

Defesa da soberania, do Estado e da indústria nacional

As propostas defendidas por Luduvice dialogam diretamente com a luta da categoria petroleira pela reconstrução do Sistema Petrobrás como empresa pública, integrada e fortalecida. Um dos eixos centrais de sua plataforma política é a “Defesa da Soberania Nacional e das Funções de Estado”, com posicionamento contrário à privatização de setores estratégicos, defesa do controle estatal em áreas essenciais e valorização dos profissionais concursados.

Outro compromisso de sua candidatura é com a “Defesa da Indústria e das Empresas Nacionais”. Nesse sentido, Luduvice defende a priorização de empresas brasileiras na execução de estudos, projetos e obras, além do fortalecimento das políticas de conteúdo local nos setores de infraestrutura, energia, saneamento, mobilidade e demais áreas ligadas à engenharia. Além disso, defende o resgate de iniciativas importantes para o setor petrolífero, como o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás (Prominp), responsável pela qualificação de dezenas de milhares de trabalhadores em todo o país.

O petroleiro Francisco Gonçalves, secretário-geral do Movimento Engenharia pela Democracia (Enged) e diretor do Sindipetro Unificado, reforça a importância do apoio e engajamento da FUP e de seus sindicatos na campanha de Luduvice. “Essa deliberação acontece em momento muito importante, poucas semanas depois da grande demonstração de força dos petroleiros nas eleições para os Conselhos Regionais dos Técnicos (CRTs), tendo sido o fiel da balança que garantiu a vitória de diversos companheiros apoiados em vários estados”, destaca.

“Por não existir vácuo político, a eleição para os Conselhos de Classe, em particular para o Confea, possui um significado especial, uma vez que o engenheiro Vinícius Marchetti, candidato à reeleição, está identificado com um projeto neoliberal associado à extrema direita”, afirma o petroleiro.

Leia também: Em eleição histórica, petroleiros pintam de laranja conselhos dos técnicos em diversos estados

Confira a íntegra dos eixos de campanha de Luduvice para a Presidência do Confea, no mandato 2026-2029, em que defende os pilares da engenharia para o desenvolvimento nacional:

  1. Defesa da Soberania Nacional e das funções do Estado

Defender a soberania nacional e a democracia, com forte oposição à privatização de setores estratégicos e ao autoritarismo, priorizando o controle estatal e a reversão de privatizações e demissões de profissionais concursados já realizadas. Trabalhar para colocar o Sistema CONFEA/CREAs como protagonista em um projeto de desenvolvimento soberano do País.

  1. Valorização das Engenharias, Agronomia e Geociências

Promover o protagonismo das engenharias, agronomia e geociências no desenvolvimento sustentável, democrático, inclusivo e resiliente, reconhecendo seus papéis essenciais na construção de políticas públicas e projetos nacionais.

  1. Formação Profissional de Excelência

Fortalecer o ensino presencial e de qualidade, limitando o ensino à distância a conveniências pedagógicas e incluindo conteúdos humanísticos, ambientais e de empreendedorismo com o objetivo de garantir adequada formação técnica, ética e inovadora dos profissionais. Tornar o Sistema CONFEA/CREAs parte da análise, aprovação e fiscalização de cursos técnicos, de graduação e PG.

  1. Assistência Técnica Pública e Inclusão Social

Ampliar o acesso da população aos serviços de engenharia, agronomia e geociências, com subsídios para baixa renda e implementação da Lei 11.888/2008, promovendo assistência técnica gratuita em habitações de interesse social.

  1. Valorização Profissional e Carreiras de Estado

Atuar pela valorização dos profissionais, defender o cumprimento do salário mínimo profissional e viabilizar a criação de carreiras de Estado com remuneração diferenciada. Facilitar a inclusão de autônomos e profissionais afastados do mercado, com formação continuada, políticas de reinclusão e descontos progressivos.

  1. Modernização e Revisão da Legislação Profissional

Atuar de forma sistemática junto às instâncias governamentais e convocar um Congresso Nacional de Profissionais para debater e atualizar a Lei 5.194/66 e outras normas, modernizando o Sistema CONFEA/CREAs e fortalecendo seu papel público, ético e representativo.

  1. Fortalecimento das Entidades de Classe e Governança

Instituir a ART Nacional, restabelecer o repasse de 15% das ARTs às entidades de classe, ampliar a representatividade federativa no Plenário do CONFEA e garantir transparência, ética e controle social nas eleições, contas e decisões do Sistema.

  1. Criação do Programa “Mais Engenharia”

Disseminar engenheiros, agrônomos e geocientistas nas diferentes regiões do Brasil e países parceiros, com foco no planejamento urbano e regional, identificação de oportunidades de desenvolvimento, elaboração de projetos e orçamentos, captação de recursos, condução e fiscalização de obras e demais atividades, com geração de emprego, renda e melhoria da qualidade de vida.

  1. Defesa da Indústria e Empresas Nacionais

Priorizar empresas nacionais na execução de estudos, projetos e obras, fomentar a indústria nacional e defender políticas de conteúdo local em infraestrutura, energia, saneamento, mobilidade e demais áreas de atuação da engenharia, agronomia e geociências.

  1. Sustentabilidade, Resiliência Climática e Regeneração

Promover a agricultura regenerativa, o planejamento urbano verde, a diversificação e a ampliação energética, com foco na mitigação de impactos e adaptação climática, na restauração ambiental, no uso adequado e na democratização do acesso a recursos e potencialidades locais e regionais.

  1. Fiscalização Inteligente e Desburocratização

Aprimorar a fiscalização das atividades profissionais, desburocratizar processos, democratizar o acesso e promover inclusão, com revisão de procedimentos para maior eficiência e transparência.

  1. Promoção da Equidade e Redução das Desigualdades

Incentivar a equidade social, regional, de gênero, étnica e racial, promovendo políticas e ações que reduzam as desigualdades e ampliem a inclusão dos profissionais em iniciativas governamentais e sociais.

  1. Integração Internacional e Projeção Global

Reforçar a atuação do Sistema CONFEA/CREAs em organismos internacionais (ONU, UNESCO, WFEO, UPADI), ampliar parcerias com conselhos e ordens estrangeiras e posicionar o Brasil como referência técnica e ética no cenário global.