Coordenador da FUP, presente

Greve em MG segue forte e continua neste sábado com churrasco na Regap

[Da comunicação do Sindipetro MG]

O quinto dia de greve da categoria em Minas foi marcado por um ato com ampla participação de trabalhadores, nesta sexta-feira (19), na grama da Regap. Em apoio à greve, participaram representantes de diversas entidades sindicais e movimentos sociais, como CUT,  CSP-Conlutas, MAB,  MST, MTD, Levante Popular da Juventude, Sindieletro, Sindagua, Sintect, SindSaude, APUHBH, ADUEMG, Marreta, Esquerda Diário, Movimento Brasil Popular, além de parlamentares.

O Sindicato está no aguardo da liberação de todos os grevistas que não desejam compor o grupo de contingência, já que ainda não há acordo com a Regap sobre o efetivo durante a greve. “A primeira reunião com a Regap aconteceu na terça. Diante da rejeição da proposta pela categoria em assembleia, uma nova reunião aconteceu ontem, quando colocamos as condições para um acordo pelo Sindicato. Estamos tomando todas as medidas previstas na Lei de Greve.”, esclareceu o coordenador-geral do Sindipetro/MG, Guilherme Alves.

A greve continua forte em Minas Gerais e em todo o país e, neste sábado (20/12), o Sindipetro/MG vai promover o “Churrasco com grevistas”, a partir das 9h30, na tenda da greve, portaria da Regap. Traga a família. Vai ter chopp e espaço para as crianças.

“Não vamos deixar os aposentados de fora”

O ato na Regap também contou com a presença do coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. “Não é justo que a riqueza gerada pela Petrobrás a partir da nossa força de trabalho não seja compartilhada também conosco. Precisamos garantir avanços no nosso acordo coletivo”, disse. Ele enfatizou o princípio de independência e autonomia sindical diante de governos e patrões. “Sindicato é sindicato, partido é partido e governo é governo”, afirmou.

Para Deyvid quem empurrou a categoria para a greve foi a gestão da Petrobrás. “A pauta foi entregue em setembro e quando disseram que seria a última proposta, a gente ia aceitar?”, questionou, ao reafirmar que a contraproposta da Petrobrás tem que atender os três eixos centrais definidos pela categoria. “Não vamos deixar que as aposentadas, aposentados e pensionistas fiquem de fora da negociação coletiva. Há um déficit de 42 bilhões de reais da Petros, que é o segundo maior fundo de pensão do país. Precisamos de um direcionamento sobre o que a patrocinadora vai fazer sobre esse tema”, afirmou.

Futuro da PBio e subsidiárias

O coordenador da FUP destacou que a categoria também quer a retomada de direitos perdidos nos governos anteriores. “A empresa teve lucro, só no terceiro trimestre, de 94 bilhões de reais e nós não temos avanço nas nossas questões. Oferecem 0,5% de ganho real para algumas empresas e zero para outras. Por isso estamos em greve”. Deyvid também cobra que a Petrobrás se manifeste sobre o terceiro eixo que é a Pauta Brasil Soberano. “Se a Petrobrás se diz líder na transição energética justa no Brasil, é justo o que ela faz com a PBio? Como pode num governo que suspendeu as privatizações na Petrobrás, ter a presidenta Magda abrindo o capital da PBio, tornando a Petrobrás minoritária numa parceria privada. O que será feito com as subsidiárias? ” .

Mais de 10 entidades participaram do ato

Presente na grama, a deputada estadual, Beatriz Cerqueira, saudou os trabalhadores. “Se a gente pode falar em soberania no nosso país é por causa da luta da categoria petroleira. Vocês já fizeram lutas em momentos muito difíceis e saíram vitoriosos”.

Entre várias falas importantes de representantes das diversas entidades presentes, o militante do Movimento de Atingidos e Barragens (MAB), Joceli Andrioli, definiu bem o espírito do ato. “A greve tem o caráter político da pressão popular”, resumiu.