O Conselho Deliberativo da FUP se reúne nesta quinta para avaliar os resultados das últimas reuniões de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho e discutir os próximos passos a serem tomados pela categoria, inclusive em relação aos desimplantes forçados e injustificados de trabalhadores offshore. Confira os principais pontos tratados com a empresa, buscando o afunilamento da pauta de reivindicações, com base nos eixos aprovados nas assembleias
[Da comunicação da FUP]
As direções sindicais participam nesta quinta-feira, 27, do Conselho Deliberativo da FUP para avaliar o resultado da segunda rodada de negociação com a Petrobrás e subsidiárias, após duas semanas de intensas reuniões, que esgarçaram os principais pontos da pauta de reivindicações da categoria. O Conselho discutirá os próximos passos a serem tomados, inclusive em relação aos desimplantes forçados e injustificados de trabalhadores offshore, uma das medidas unilaterais da gestão que coloca em xeque o diálogo e o próprio processo de negociação do novo Acordo Coletivo de Trabalho.
As reuniões realizadas nas últimas semanas tiveram por objetivo afunilar a negociação com a empresa, buscando o atendimento dos eixos de reivindicações deliberados pelos trabalhadores e trabalhadoras nas assembleias. A FUP enfatizou que não admitirá política de austeridade financeira em cima daqueles que constroem os resultados do Sistema Petrobrás e reforçou as cobranças por uma solução ainda este ano para os planos de equacionamentos da Petros (PEDs) e um Acordo Coletivo que avance em relação ao atual, com cláusulas que reflitam a distribuição justa da riqueza gerada pela categoria petroleira.
Além das reuniões de negociação com os gestores da estatal, a direção da FUP também teve agendas importantes nas últimas semanas, tanto na COP30 e na Cúpula dos Povos, em Belém, quanto em Brasília, onde reforçou as reivindicações dos petroleiros e petroleiras em encontros no último dia 19 com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e com o deputado federal Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara dos Deputados. Saiba mais aqui.
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A FUP ainda acompanhou esta semana a apresentação da Petrobrás sobre a pesquisa de ambiência, que foi retomada em junho de 2025, após um hiato de sete anos. Os resultados apresentados comprovam o anseio dos trabalhadores e trabalhadoras com a melhoria das condições de trabalho, salários e benefícios. Isso reforça a importância da gestão valorizar aqueles que são responsáveis pelas conquistas da empresa, garantindo um ACT forte, sem arrochos e sem retrocessos.
Confira os principais temas tratados nas últimas reuniões de negociação com a Petrobrás e subsidiárias:
Relações sindicais
Na primeira reunião desta segunda rodada de negociação, a FUP tornou a cobrar o retorno das comissões de anistia e de prestação de serviço no ACT, reuniões presenciais das comissões locais de negociação, garantia do direito de voto dos trabalhadores de turno nas eleições, liberações para dedicação sindical e participação em atividades de representação coletiva, valorização da negociação coletiva com o fim dos acordos individuais e das mudanças unilaterais de padrões internos que afetem a relação laboral, regramento no ACT da realização de assembleias e do livre acesso dos dirigentes sindicais às unidades, regramento da liberação de trabalhadores para atividades de representatividade coletiva, garantia da negociação coletiva de qualquer forma de remuneração variável e do novo plano de cargos e salários.
Prestação de serviços
As representações sindicais reforçaram a necessidade de atendimento de reivindicações como o retorno da comissão permanente sobre prestação de serviços no ACT, o restabelecimento de um fundo garantidor contra calotes e para cumprimento do pagamento das verbas rescisórias, novo modelo de contratação com foco na melhoria das condições de trabalho e segurança, primeirização da fiscalização dos contratos, garantia de piso salarial e plano de saúde para dependentes em todos os contratos e aditivos, implementação de um pacto global com diretrizes básicas de trabalho, responsabilidade social e transição energética justa.

AMS e Petros
A FUP reforçou a cobrança por uma solução nesta campanha reivindicatória para os equacionamentos dos planos da Petros PPSPs (repactuados e não repactuados) e as principais reivindicações relativas aos planos de previdência complementar e de saúde, como os empréstimos da Petros, o fim do saldo devedor da AMS, ampliação e melhoria dos procedimentos, retorno dos beneficiários que foram excluídos, criação de um plano de saúde especial para pais e mães dos empregados, formação de um fundo de sustentabilidade financeira para a AMS, realização de auditoria externa, melhorias para o Benefício farmácia, entre outras reivindicações. Confira o resumo dos diretores da FUP, Cibele Vieira e Paulo César Martin:
E&P e trabalhadores offshore
Os ataques sistemáticos sofridos pelos trabalhadores das áreas de Exploração e Produção foram veementemente criticados pela FUP em reunião temática que tratou da pauta do pessoal offshore. Foi cobrada a suspensão imediata dos desimplantes, assim como uma solução para o impasse das ações do RSR, garantia do teletrabalho para os empregados de regime especial deslocados para o adm, garantia do dia de desembarque, fim da folga suprimida, cobertura dos custos de deslocamento e hospedagem (logística de embarque e desembarque), regime adequado para os trabalhadores de unidades em descomissionamento, garantia de técnicos de enfermagem e enfermeiros próprios nas plataformas, manutenção dos investimentos e postos de trabalho do Polo Bahia Terra. Confira a fala do diretor da FUP e do Sindipetro NF, Tezeu Bezerra:
Parada de manutenção
A reunião deu sequência a busca por um Acordo Nacional de Paradas Programadas de Manutenção que garanta a segurança operacional, o planejamento minucioso dos processos, condições adequadas para todos os empregados envolvidos e reconhecimento tanto dos trabalhadores do regime administrativo, quanto do turno. Confira abaixo o resumo feito pelos diretores da FUP, Pedro Augusto, e Nalva Faleiro. Saiba mais aqui sobre o que foi tratado na reunião.
Frequência
As direções sindicais tornaram a cobrar fim do saldo AF, fim do banco de horas, revisão da HETT, tabelas de turno, redução de jornada sem redução de salário, HRA para os trabalhadores da logística do E&P (LOEP), implantação do turno de revezamento para a manutenção e a inspeção, adicional de sobreaviso para os trabalhadores do Terminal de Coari, fim dos desvios de função, revogação dos desimplantes forçados, garantia de retorno para os transferidos compulsoriamente, regramento do teletrabalho no ACT, tratamento adequado para o retorno de férias dos trabalhadores offshore, cinco faltas justificadas sem descontos e sem reflexos, abono/compensação das vésperas de Natal, Ano Novo e quarta-feira de Cinzas para os trabalhadores do administrativo. Confira o resumo feito pelos diretores da FUP, Tezeu Bezerra e Nalva Faleiro:
Benefícios
Temas tratados na mesa: ampliação do auxílio creche, benefícios educacionais com reembolso de 90% e tabela única, auxílio ensino com valor fixo de material para alunos de escolas públicas, volta do programa Jovem Universitário, garantia da manutenção dos benefícios educacionais dos dependentes em caso de falecimento do titular, cursos técnicos e de nível superior para os empregados, vale cultura, assistência alimentar fora da jornada de trabalho, opção dos trabalhadores de turno escolherem entre alimentação in natura e VA/VR, retirada do impeditivo de pagamento do VR junto com o adicional de campo terrestre. Confira a fala do Coordenador-Geral da FUP, Deyvid Bacelar:
SMS e combate à violência no trabalho
Principais reivindicações reforçadas pela FUP: recomposição dos efetivos próprios, fortalecimentos das CIPAs, reunião anual para integração dos cipistas eleitos incluindo prestadores de serviços, treinamentos presenciais dentro do horário de trabalho, garantia do Direito de Recusa sem necessidade de avaliação do supervisor, acesso de assessorias técnicas dos sindicatos aos locais de trabalho, inclusão de incidentes nas estatísticas, ampliação das comissões de análises de acidentes para incidentes e casos de assedio, melhoria dos exames de saúde e periódicos tanto para trabalhadores próprios quanto prestadores de serviço, considerar a presença qualitativa da exposição ao benzeno nos ASOs, garantia da aposentadoria especial (PP2), acompanhamento dos sindicatos dos programas de alimentação saudável e inclusiva, cumprimento das normas sobre saúde mental, atendimento presencial de profissionais próprios de saúde nas unidades, garantia de estrutura feminina (banheiro, vestiário, camarotes, EPIs, EPCs, etc) em todas as unidades, acessibilidade para os trabalhadores PCDs, preservação da saúde e segurança das mulheres de áreas operacionais durante a gravidez e aleitamento, melhoria e ampliação das salas de apoio para amamentação, equipe própria de combate a incêndios com treinamento adequado, melhoria da política de saúde ocupacional e do programa de qualidade de vida (próprios e contratados), retorno da ginástica laboral, programas de prevenção de saúde com vacinação para todos os empregados durante o expediente, combate ao assédio moral e sexual, aperfeiçoamento dos programas de combate à violência no trabalho e contra todas as formas de discriminações, ampliação da cláusula de proteção às trabalhadoras vítimas de violência doméstica, garantia de proteção e apoio aos trabalhadores afetados por catástrofes climáticas.
O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, explica a importância desse tema para os trabalhadores e a empresa: