Com atos nacionais nas usinas da PBio, em Minas Gerais e na Bahia, e mobilizações em várias bases do Sistema Petrobrás, categoria reage aos retrocessos que ameaçam o futuro do Sistema Petrobrás e impactam diretamente a vida dos trabalhadores e a soberania nacional
[Da comunicação da FUP / Atualizada em 03/10]
Nesta sexta-feira, 03 de outubro, a Petrobrás completa 72 anos de existência, com um legado de conquistas que é orgulho para o povo brasileiro e, principalmente, para as várias gerações de trabalhadores e trabalhadoras que estão por trás de cada resultado da empresa. Os petroleiros e petroleiras trazem em seu DNA a luta popular da campanha “O petróleo é nosso” e a resistência contra os ataques permanentes que marcam a história da Petrobrás.
A luta da categoria ao longo dessa última década salvou a estatal do projeto de privatização, que teve início com a operação Lava Jato e se intensificou nos governos Temer e Bolsonaro, com a venda de subsidiárias, de refinarias, de campos de petróleo e de outros ativos estratégicos. Os trabalhadores e as trabalhadoras resistiram e conseguiram, com a eleição de Lula, reverter parte desse projeto.
A Petrobrás está sendo reconstruída, uma nova geração de petroleiros e petroleiras ingressou na empresa, com a retomada dos concursos públicos, mas a luta contra os retrocessos é permanente. Por isso, nesse 03 de outubro de 2025, a categoria está mobilizada nas bases, resistindo, mais uma vez, às ameaças de privatizações e de precarização das condições de trabalho que estão no centro do novo modelo de negócios de parcerias que a atual gestão vem implementando à revelia dos sindicatos. Veja abaixo onde estão sendo realizados atos e mobilizações.
Defender a PBio é defender a Petrobrás
Em plena campanha reivindicatória, a diretoria da Petrobrás Biocombustível informou aos empregados que está em curso um projeto que pode significar, na prática, a privatização das usinas, por meio de um modelo de parceria com o setor privado, similar ao da Brasken. Segundo declarações feitas por um diretor da subsidiária, os trabalhadores seriam todos transferidos para a Petrobrás holding, via cessão, o que não garante a estabilidade, ao contrário da reivindicação histórica da FUP de incorporação desses empregados.
Outro projeto de parceria já foi implementado pela diretoria da Petrobrás nos contratos de operação e manutenção das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe, terceirizando os postos de atividades-fim, o que tem sido questionado pela FUP e seus sindicatos. Além de precarizar as relações de trabalho, esse modelo de negócio fragiliza o Sistema Petrobrás, na contramão da soberania nacional e do que os trabalhadores e as trabalhadoras defendem para a transição energética justa. Ou seja, é um ataque frontal ao processo de negociação coletiva e ao projeto político que foi eleito nas urnas e é defendido pelo acionista majoritário da estatal.
Pauta pelo Brasil Soberano
Desde 2023, a FUP e seus sindicatos têm debatido com os gestores propostas para reconstrução da empresa, cujas reivindicações foram ampliadas nos fóruns recentes da categoria por meio da Pauta pelo Brasil Soberano, com propostas para fortalecer as subsidiárias e garantir uma transição energética justa, inclusiva e participativa. Essa pauta integra as negociações coletivas da campanha reivindicatória e será formalizada para a Petrobrás nesta sexta. Veja abaixo a íntegra do documento:
Pauta pelo Brasil Soberano - Outubro de 2025Atos e mobilizações nas bases
Atendendo à convocação da FUP e de seus sindicatos, os petroleiros e petroleiras realizam nesta sexta, 03, atos e mobilizações em várias bases do Sistema Petrobrás, em reação aos retrocessos que ameaçam o futuro da empresa e impactam diretamente a vida dos trabalhadores e a soberania nacional.
Os atos tiveram início com esquenta nas bases do Sindipetro Unificado. Houve mobilizações na terça (30/09), no Terminal da Transpetro, em São Caetano do Sul; na quarta (01/10), na Recap e ontem (02), na Replan (fotos acima).
Nesta sexta, as mobilizações prosseguem no Terminal de Barueri (SP), no Farol de São Tomé (Campos/NF) e nas refinarias Lubnor (CE), Abreu e Lima (PE), Revap (São José dos Campos/SP), Reduc (Duque de Caxias/RJ) e Repar (PR). Na Refap (RS), o ato foi cancelado em função do temporal que atinge a região de Canoas.
Os atos nacionais estão concentrados nas duas usinas da PBio: Candeias (Bahia) e Montes Claros (Minas Gerais).




















