Em atos realizados em frente às sedes administrativas da Petrobrás em várias regiões do país, aposentados, pensionistas e trabalhadores da ativa cobram que a direção da empresa apresente proposta financeira que viabilize o fim dos PEDs
[Da comunicação da FUP, com informações dos sindicatos]
Dois meses após a realização do ato nacional unificado de agosto, que reuniu centenas de aposentados, pensionistas e trabalhadores da ativa em frente ao Edifício Sede da Petrobrás no Rio de Janeiro, o Edisen, a categoria petroleira voltou a se mobilizar nesta quarta-feira, 29, pelo fim dos equacionamentos dos Planos de Previdência do Sistema Petrobrás (PPSP-R e PPSP-NR). Desta vez os atos foram descentralizados e realizados nas sedes regionais da empresa.
Em São Paulo, a mobilização foi feita de forma conjunta pelos sindicatos do Litoral Paulista, de São José dos Campos e pelo Unificado, reunindo centenas de participantes em frente à sede administrativa da Petrobrás em Santos (Edisa).

Na Bahia, o ato foi realizado em frente à Torre Pituba, sede administrativa da Petrobrás, em Salvador. No Rio Grande do Norte, o ato central reuniu diversos petroleiros e petroleiras em frente à sede da empresa em Natal (EDIRN).

No Espírito Santo, a mobilização foi realizada em frente ao Edivit, em Vitória, e no Norte Fluminense, em frente à sede da Petrobrás na Praia Campista.
Ato do Rio foi cancelado após carnificina do governo Cláudio Castro
No Rio de Janeiro, o ato convocado para o Edisen foi suspendido, após a operação de segurança mais letal da história do país, realizada ontem (28) pelo governo de Claudio Castro nos Complexos do Alemão e da Penha, cujo saldo até o início da tarde de hoje era de pelo menos 121 mortos. Devido à situação de insegurança que afeta a população carioca, a Petrobrás reduziu o trabalho presencial na unidade e os sindipetros Duque de Caxias e Rio de Janeiro cancelaram o ato.

O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, criticou o banho de sangue realizado pelas polícias Civil e Militar. “O que aconteceu ontem no Rio de Janeiro não foi uma operação de segurança pública, mas uma carnificina de um governo que entregou o Estado à criminalidade. Nada justifica a carnificina. É inaceitável acreditar que, entre mais de 120 corpos contabilizados até o momento, todos sejam de ‘suspeitos’. Certamente, entre os mortos dessa operação desastrosa, estão moradores inocentes dessas comunidades e também policiais”, lamentou.
“O que se chamou de ‘operação policial’ foi, na verdade, mais um capítulo da política do extermínio da população negra – uma prática que não enfrenta o crime, mas o alimenta. A criminalidade não nasce no morro; ela é financiada, planejada e protegida por estruturas que habitam os espaços mais ricos e poderosos da cidade. O Rio não precisa de operações midiáticas que colecionam corpos, mas de políticas públicas consistentes, investimento social e segurança cidadã. Segurança de verdade se constrói com planejamento estratégico, investigação séria, dignidade, justiça e cidadania”, afirmou.
Categoria exige proposta robusta para acabar com os PEDs
Os atos desta quarta realizados pelos sindicatos faz parte da jornada nacional de lutas que a FUP e demais entidades que integram o Forum em Defesa dos Participantes da Petros vêm realizando para pressionar a diretoria da Petrobrás a disponibilizar os valores necessários para acabar com os equacionamentos. Para garantir um acordo judicial robusto, a gestão precisa apresentar um valor financeira que viabilize a proposta de um novo plano de previdência equivalente ao atual, mas sem os pesados descontos dos PEDs, que hoje chegam a consumir um terço dos benefícios dos aposentados e pensionistas.

A proposta foi construída ao longo dos últimos dois anos, tanto no GT Petros, quanto na Comissão Quadripartite – formada pelos representantes dos participantes e assistidos (FUP, FNP, Conttmaff, Fenaspe e Ambep), da patrocinadora (Petrobrás), da Petros e dos órgãos governamentais (Sest e Previc).
Tire aqui suas dúvidas sobre a proposta construída na Comissão Quadripartite
Em todas as reuniões de negociação com as empresas do Sistema Petrobrás, a direção da FUP tem cobrado da empresa que apresente o quanto antes sua proposta financeira para acabar com os PEDs, reforçando que esse é um tema central da campanha reivindicatória da categoria. Durante os atos desta quarta, as lideranças sindicais reafirmaram que os petroleiros e as petroleiras seguirão mobilizados, pressionando a diretoria da Petrobrás, até conquistarem os valores necessários para garantir o fim dos equacionamentos.
Ver essa foto no Instagram
Uma publicação compartilhada por Sergio Borges Cordeiro (@serginhopetroleiro)





















