Categoria volta a se mobilizar nesta terça, pelo fim dos PEDs e por um ACT sem arrocho e sem retrocessos

Com foco nas refinarias, atos serão realizados pela manhã, quando a FUP volta a se reunir com a Petrobrás para retomar as negociações do ACT, após a rejeição unânime da primeira contraproposta da empresa

 [Da comunicação da FUP]

Nesta terça-feira, 11, a categoria petroleira volta a se mobilizar pelo fim dos equacionamentos dos planos PPSPs da Petros e por um Acordo Coletivo de Trabalho digno para todos os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema. As mobilizações fazem parte da Caravana Nacional de Luta convocada pela FUP e seus sindicatos para aumentar a pressão sobre os gestores da empresa, cobrando avanços no processo de negociação coletiva e o atendimento das principais reivindicações da categoria.

Os atos serão realizados nas refinarias, dando continuidade à mobilização do último dia 29, que foi realizada nas sedes administrativas. Haverá paralisações e atrasos nas refinarias de Minas Gerais (Regap), de Duque de Caxias/RJ (Reduc), de Campinas/SP (Replan) e de Pernambuco (Refinaria Abreu e Lima/Rnest), que receberão lideranças petroleiras de várias bases do país.

Os atos serão realizados pela manhã, quando a FUP volta a se reunir com a Petrobrás para retomar as negociações do ACT, após a rejeição unânime da primeira contraproposta da empresa. Também nesta terça, outras duas pautas serão tratadas pelas lideranças sindicais: o PDV que a Petrobrás apresentou de forma unilateral, sem discutir recomposição dos efetivos com os sindicatos, e as mudanças arbitrárias na jornada de trabalho dos profissionais médicos e odontologistas.

É importante que a categoria petroleira participe ativamente das mobilizações, reforçando os eixos centrais de luta desta campanha reivindicatória, conforme deliberado pelas assembleias. Os petroleiros e petroleiras querem que a Petrobrás apresente uma proposta financeira robusta, que resolva de uma vez por todas os equacionamentos da Petros (PEDs), e uma proposta de Acordo Coletivo que reflita a distribuição justa da riqueza gerada pela categoria, sem ajuste fiscal sobre salários e carreiras e com condições dignas de trabalho, saúde e segurança.

Além disso, os trabalhadores exigem um basta aos retrocessos, às privatizações e ao novo modelo de negócios que está sendo implementado pela diretoria da Petrobrás. A categoria referendou nas assembleias a Pauta pelo Brasil Soberano, com propostas para o fortalecimento e integração do Sistema Petrobrás e uma transição energética justa, soberana e popular.

Vamos à luta por um ACT forte, pelo fim dos PEDs e por uma Petrobrás que sirva ao povo brasileiro e não aos acionistas, que continuam sendo privilegiados, com pagamento de dividendos exorbitantes, enquanto a gestão da empresa aperta os cintos sobre os trabalhadores, que geraram essa riqueza.

Basta de arrocho! Basta de retrocessos! Todos e todas às mobilizações desta terça, por um ACT que reflita a distribuição justa da riqueza gerada pela categoria petroleira.