Sistema Petrobrás

Categoria petroleira encerra semana de luta cobrando cumprimento do acordo e reforço à campanha ‘Reestatiza Brasil’

Mobilizações foram realizadas nas refinarias da Petrobrás, nos terminais da Transpetro, nas bases administrativas (Edivit e Edisp) e de embarque para as plataformas (Vitória e Campos dos Goytacazes), além da Fafen Paraná e da UTE Termorio

[Da comunicação da FUP]

Após mobilizações em diversas unidades do Sistema Petrobrás, a categoria petroleira encerrou nesta sexta, 26, o calendário de luta que foi aprovado nas últimas assembleias para pressionar a gestão da Petrobrás a cumprir os compromissos assumidos no encerramento da greve de dezembro.

Os sindicatos realizaram atos e mobilizações nas refinarias, dando sequência às atividades setoriais que começaram na segunda e prosseguiram ao longo da semana, envolvendo terminais da Transpetro, bases administrativas (Edivit e Edisp) e de embarque dos trabalhadores das plataformas (Vitória e Campos dos Goytacazes), além da Fafen Paraná e da UTE Termorio.

As mobilizações desta sexta ocorreram pela manhã na Reduc, na Regap, na Recap, na Revap, na Repar e na Refap. Na Replan, a atividade foi antecipada para ontem (25), quando foi realizado um ato unificado com outros sindicatos e movimentos sociais em defesa do direito de greve dos prestadores de serviço, que estão sofrendo uma série de retaliações e violências por parte das empresas contratadas. Em Pernambuco, a mobilização na Refinaria Abreu e Lima foi na segunda (22).

regap geral Regap Regap 2 reestatiza RS refap 3 reestatiza brasil Refap2 Repar Repar2 Reparrr Pedro reestatia brasil recap cibele reestatiza Revap Revap campanha reestatiza brasil Revap - Replan-ato contra violência NF ato NF ato farol 2 NF - Farol UTE Termorio Fafen PR2 Fafen PR Tecam2 terminal de saoa caetano3 terminal de são caetano2 terminal de são caetano terminal de paranagua terminal de guararema terminal de barueri2 terminal de barueri terig -rs terminal de guarulhos2 aeroporto de vitoria reestatiza PE2 reestatiza PE Pernambuco22-06-d Pernambuco22-06
<
>
Terminal de São Caetano

Os trabalhadores e as trabalhadoras exigem um posicionamento da empresa sobre o desfecho das negociações do novo plano de cargos e salários, cujo compromisso era de que ocorreria no primeiro semestre de 2026; a discussão do regramento das próximas PLRs, que o último acordo definiu que se daria no primeiro trimestre deste ano; e a mediação no TCU com apresentação da proposta econômica para viabilizar a transação judicial que visa resolver os equacionamentos da Petros.

Em sua participação no ato da Recap, a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, fez um alerta sobre a gravidade do descumprimento dos acordos assumidos pela gestão da Petrobrás e reforçou a importância das mobilizações para pressionar a empresa. “O problema é que a Petrobrás sequer aceita sentar para negociar. Quando um acordo assinado deixa de ser cumprido, fica cada vez mais frágil a interlocução. Como confiar em quem negocia com você se aquilo que foi acordado não é respeitado?”, questionou.

Na terça-feira, 30, o Conselho Deliberativo da FUP volta a se reunir para discutir e definir os próximos encaminhamentos. “A gente espera que a Petrobrás mude sua postura e nos chame para negociar. Mas, independentemente disso acontecer ou não, vamos voltar a conversar com os trabalhadores para definir, coletivamente, os próximos passos dessa campanha”, afirmou Cibele.

Campanha Reestatiza Brasil

Durante as mobilizações desta semana, os sindicatos apresentaram à categoria a campanha “Reestatiza Brasil”, iniciativa da FUP junto com outras entidades e movimentos sociais para ampliar a luta em defesa da reconstrução do Sistema Petrobrás, buscando trazer de volta as distribuidoras, as refinarias e outros ativos estratégicos que foram privatizados nos governos Temer e Bolsonaro.

A campanha, que ganha força nas redes sociais, foi abraçada também nas bases pelos trabalhadores e trabalhadoras, cientes da importância do engajamento na luta em defesa da reconstrução do Sistema Petrobrás. As direções sindicais lembraram que a estatal está permanentemente em disputa na sociedade e alertaram sobre os riscos de retrocessos e retorno das privatizações, caso as eleições deste ano fortaleçam a direita e a ultradireita.

A coordenadora da FUP, Cibele Vieira, destacou que as mobilizações da categoria ocorrem paralelamente à defesa da continuidade do projeto político representado pelo presidente Lula e que a reconstrução da Petrobrás, iniciada nos últimos anos, não elimina os conflitos trabalhistas, mas representa um cenário diferente daquele vivido durante o processo de privatizações. “Antes, a gente lutava para impedir que vendessem mais unidades. Agora estamos lutando para reestatizar o que foi privatizado. A Petrobrás voltou a crescer, voltou a investir. A gente pode estar tendo problemas com essa atual gestão da empresa na relação trabalhista, mas sabe muito bem o momento político que o país vive”, afirmou.

Nas assembleias realizadas nas bases da FUP, a categoria petroleira aprovou massivamente o apoio à reeleição do presidente Lula, reforçando a importância estratégica das eleições deste ano para o futuro do Sistema Petrobrás e o destino do país e da casse trabalhadora.