Negociação da PLR avança com pendências. FUP cobra melhorias para 2026 e a definição para o segundo ano do acordo sobre remunerações variáveis de 2027, que atendam a todas as empresas do Sistema Petrobrás.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) se reuniu hoje, 21/09, com o RH da Petrobrás e das Subsidiarias para dar continuidade à negociação das remunerações variáveis. Na mesa, as empresas Petrobrás, Transpetro e Termobahia trouxeram propostas equivalentes, com acordo para duração de dois anos, mas sem melhora alguma para o segundo ano, sequer reajuste no valor do piso de um ano para o outro. Também permanece pendente a apresentação dos demais programas de remunerações variáveis.
A FUP cobrou, das empresas, informações e avanços concretos para os dois anos de vigência do acordo. Não há possibilidade de fechar um acordo sem que estejam definidos os parâmetros da remuneração variável para o período completo.
Durante a reunião a FUP também cobrou situações específicas das subsidiárias, entre elas PBio, TBG e Fafen-PR.
Na Petrobrás Biocombustível (PBio), a proposta apresentada repete a formulação da rodada anterior. O modelo sequer estabelece um valor de piso para o pagamento e fica abaixo dos valores que vêm sendo praticados na empresa.
Na TBG, houve avanço nas negociações, mas a proposta continua estabelecendo um valor para PRD de dentro do que seria destinado a PLR. A FUP também apontou que, com a queda do lucro, mesmo que o montante seja 6,25% haverá queda e diminuição nos recebidos. Portanto é necessário que seja revisto a forma de distribuição, de maneira que mostre o esforço máximo da empresa.
A ANSA apresentou uma proposta, com valor muito inferior ao que foi distribuído esse ano. A FUP entende que este é um ano atípico para a empresa, já que a partida da unidade ainda não ocorreu. Porém, a previsão é de que essa operação aconteça em breve, o que terá impacto sobre os resultados futuros. A sinalização de manter a mesma regra de 2026 para 2027 na ANSA, pode dar a impressão de que a empresa não acredita no retorno dessa unidade.
Para a FUP, principalmente a Fafen-PR e a TBG estão passando por um ano atípico e isso tem que ser reconhecido nas propostas de dois anos. Lidar com o ano de 2026 dentro de um esforço máximo de ambas as partes e com propostas de retorno à normalidade em 2027.
Foi reforçado que as discrepâncias entre as propostas apresentadas seriam resolvidas definitivamente com a incorporação dos trabalhadores à Holding e a realização de um concurso público único para o sistema.
A Federação considerou em mesa que as propostas apresentadas cumprem o pré-requisito aprovado no Conselho Deliberativo da FUP e sindicato, em que as entidades sindicais só levariam às assembleias as propostas quando todas as subsidiárias apresentassem seus respectivos modelos. Porém, sinalizou que diante do que foi apresentado não seria possível atender ao calendário proposto em mesa. O de assinar o acordo em outubro, uma vez que ainda persistiram pontos que precisariam ser resolvidos. Pontos esses que já foram apontados na rodada de negociação anterior e reforçados na mesa de hoje.
Após as cobranças feitas pela FUP na mesa, a Petrobrás e as empresas do Sistema solicitaram um recesso na negociação. A expectativa é que, as empresas aprofundem as discussões e retornem à mesa, antes da reunião do Conselho Deliberativo da FUP, que está prevista para esta quarta-feira, dia 23.
A FUP divulgará novo comunicado à categoria assim que houver definição sobre a próxima reunião.