Nesta quinta-feira, 03, a live semanal da FUP teve novamente como tema a AMS e o Acordo Coletivo de Trabalho. O diretor da FUP, Paulo César Martin, conduziu o debate, que teve como convidados o assessor econômico do Dieese, Cloviomar Cararine, a assessora jurídica da FUP, Jessica Caliman, e o diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (FENATECT), Emerson Marinho.

Eles explicaram todos os aspectos econômicos, jurídicos e políticos da última contraproposta de Acordo Coletivo da Petrobrás e suas subsidiárias. Também foi apresentado um simulador para orientar os trabalhadores e aposentados sobre como ficarão as suas contribuições com as novas tabelas da AMS.

 Assista a íntegra: 

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[Reportagem do Brasil de Fato]

O que o RS vai perder com a privatização da Petrobrás? Essa pergunta começa a ser respondida para o povo gaúcho no dia 3 de setembro, as 19h, em audiência pública virtual transmitida pela página do Sindipetro/RS no Facebook (e também pela Rede Soberania e Brasil de Fato/RS). A atividade é promovida pelas Frente Parlamentar Nacional em Defesa da Petrobrás, Frente Parlamentar Em Defesa da Petrobrás como Fomentadora de Desenvolvimento para o Rio Grande do Sul, com o apoio do Sindipe-tro-RS e da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Durante a audiência será lançada a campanha Petrobrás Fica, que tem abrangência nacional e recebe atenção especial nos estados – como o RS -, que correm o risco de ficar sem representação da estatal em seu território. A atual gestão da Petrobrás – comandada pelo privatista Castelo Branco – coloca entre as estruturas prioritárias a serem repassadas à iniciativa privada a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), localizada no município de Canoas, bem como toda infraestrutura de recebimento e transporte de petróleo que envolve outros municípios beneficiados no trajeto de litoral até a refinaria.

O Brasil de Fato/RS teve acesso às informações de prospecção repassadas pela Petrobrás aos possíveis interessados na compra da Refap, onde afirma tratar-se de um “sistema integrado com acesso direto a infraestrutura logística completa, crescimento de mercado estável e margens premium de refino”, atendendo a um mercado maduro e permitindo “o suprimento das regiões Sudeste e Centro-Oeste”, constando ainda “ativos bem posicionados para atender ao mercado do Cone Sul”. O mesmo material afirma que a Refap é uma “refinaria com superávit na geração de energia elétrica, oferecendo oportunidades na venda de energia” e que atualmente representa 9% da capacidade total de refino de petróleo do Brasil (cerca de 208 mil bbarris/dia). A estrutura conta ainda com dois terminais de armazenamento com capacidade de 3,2 bilhões de barris de Petróleo e 1,4 bilhões de barris de Derivados e Etanol, além de 256 quilômetros de oleodutos instalados e operacionais. O mix de produtos beneficiados compreende Óleo Diesel, Gasolina, GLP, Óleo Combustível, Querosene de Aviação, Solventes, Asfalto, Coque, Enxofre e Propeno, entre outros, destinados aos mercados do Rio Grande do Sul, parte de Santa Catarina e Paraná, além de atender a outros estados por cabotagem.

 “É urgente a tarefa de informar a população gaúcha sobre a perda de renda, de empregos e do risco de formação de um eventual monopólio privado dos combustíveis no Estado”, aponta Elvino Bohn Gass, coordenador da Frente Nacional na região Sul. No mesmo sentido se manifesta o deputado estadual Pepe Vargas, coordenador da Frente Estadual, que alerta: “Não teremos outra refinaria que nos abasteça. Na prática, é o desaparecimento da Petrobras do território gaúcho”.

O impacto sobre a vida de milhares de trabalhadores diretos e indiretos é uma das preocupações de Dary Beck Filho, diretor do Sindipetro. “O que se avizinha é uma demissão em massa. A direção da Petrobras neste governo Bolsonaro já vem fazendo isso em outros locais onde a empresa está instalada”. A audiência contará com painel de Eduardo Pinto, economista e pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo/Ineep. Entre os estudos, está o da PUC-Rio, que aponta alta possibilidade de formação de monopólios regionais, diminuindo a competitividade do setor e aumen-tando o custo aos consumidores finais. 

O futuro em risco

A campanha nacional “Petrobras Fica” começou a correr o país no dia 07 de agosto, com o objetivo de denunciar o acordo entre a empresa e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que prevê a privatização de oito das 13 refinarias da estatal. De um lado, Cade e a direção Petrobrás alegam que o acordo visa aumentar a competitividade do mercado. De outro, trabalhadores e parlamentares da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás denunciam que a decisão precisa ser investigada pelo Ministério Público Federal pela falta de transparência e por ameaçar o futuro do país.

O acordo foi fechado para encerrar uma investigação aberta junto ao Cade pela Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) por práticas anticompetitivas. No entanto, o processo não foi nem mesmo julgado. Após menos de dois meses de investigação, o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, assinou um acordo se comprometendo com a venda das empresas. Castello Branco, que está à frente da companhia desde janeiro do ano passado, é um entusiasta da privatização da empresa. Menos de um mês após o acordo para vender as refinarias, a Petrobrás assinou outro documento junto ao Cade, comprometendo-se a vender ativos do mercado de gás natural.

A empresa se comprometeu que até 2021 vai se desfazer de oito refinarias de petró-leo, entre elas a Refap, o equivalente a quase 50% da sua capacidade atual de refino. Estão na mira do governo, também, as refinarias Abreu e Lima (PE), Xisto (PR), Presi-dente Getúlio Vargas (PR), Landulpho Alves (BA), Gabriel Passos (MG), Isaac Sabbá (AM) e a Refinaria de Lubrificantes e Derivados (CE).

Um estudo divulgado pela BrasilCom – associação que reúne 43 distribuidoras regionais de combustível, mostrou que a venda das refinarias pode acarretar em risco de desabastecimento no caso do novo operador decidir exportar produtos; risco de redução da competitividade na etapa da distribuição, caso o novo operador seja uma empresa verticalizada para a distribuição e falta de definição de regras de transição que garantam a competitividade até a finalização da venda das refinarias. 

O que está em jogo

O BdF/RS conversou com o Diretor do Sindipetro-RS, Edison Vladimir Martins Tertero-la, buscando compreender os impactos sociais a que o estado estará sujeito em caso de ser efetivada a privatização proposta pelo governo Bolsonaro.

“Tendo como referência os processos de privatizações ocorridos no passado, podemos afirmar, com certeza, que a venda da venda da REFAP terá impacto imediato no nú-mero de funcionários próprios lotados nas refinarias e de contratados”, afirma o diri-gente, citando como exemplo o caso do Polo Petroquímico de Triunfo, onde, apenas a Copesul passou de 1.500 para 750 funcionários e o número total de terceirizados que era de 5.000 caiu para 2.000 trabalhadores, após a privatização. “Um estudo da UFRJ aponta que, para cada trabalhador da indústria do petróleo, são gerados 20 empregos nos demais setores de produção, desde fornecedores de peças e matérias primas, com os prestadores dos mais diversos tipos de serviços”, acrescentou.

“Para amenizar estes impactos imediatos da privatização, os gestores da Petrobrás vêm reduzindo progressivamente o seu efetivo utilizando sucessivos planos de demis-sões voluntárias e não realizando concursos para reposição das vagas deixadas. Além disso, segundo a receita do governo federal, vêm reduzindo os benefícios sociais e im-pondo um arrocho salarial à categoria do dos petroleiros. Desta forma vão deixando as unidades mais “enxutas” e atraentes aos interessados”, explica Terterola.

“A história da indústria do petróleo deixa claro que a redução do número de trabalha-dores está diretamente relacionada a grandes acidentes industriais”, alerta o dirigen-te, relembrando como exemplo o caso da Plataforma P-36, ocorrido no final do gover-no de Fernando Henrique Cardoso, “quando a Petrobrás ficou em torno de 10 anos sem admitir novos funcionários”. Desta forma, uma refinaria com alto grau de com-plexidade no seu processo industrial com um número muito reduzido de trabalhado-res, deixa a comunidade em seu entorno apreensiva quanto às questões de segurança.

Os petroleiros apontam ainda perdas gigantescas para o Estado e – de forma ainda mais agravada – para Canoas (município sede da Refap) e demais municípios por onde passam os oleodutos responsáveis pela condução do petróleo até a estrutura de refino. O governador Eduardo Leite e os prefeitos já foram alertados da situação. Aponta-se que a mudança de matriz operacional poderá gerar perdas de R$ 110 milhões a R$ 150 milhões por mês para o município sede.

Fonte: Brasil de Fato RS

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Uma etapa importante na defesa da permanência da Petrobrás no estado acontece na quinta-feira, 3 de setembro, às 10h. Trata-se da Audiência Pública Contra Privatização da Petrobrás. O encontro será via plataforma virtual e poderá ser acompanhado pela TV Assembleia, nas redes sociais oficiais da casa legislativa, além da page do Fórum de Defesa da Petrobrás e do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC).

 Essa audiência é uma ação suprapartidária. Tanto oposição como representantes do governo demonstram interesse em promover o debate. A iniciativa partiu do deputado Professor Lemos (PT), líder da oposição na Alep, que contou com apoio do parlamentar Hussein Bakri, líder governista, que apresentou a solicitação da reunião. 

Participam da audiência o Senador Jean Paul Prates, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, em Brasília, Alexandro Guilherme Jorge, presidente do Sindipetro PR e SC, além do corpo técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), parlamentares de oposição e governistas. 

Paraná em alerta 

O momento é crucial para o povo paranaense, já que o estado corre o risco de perder as três subsidiárias da Petrobrás: Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul; Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), ambas em Araucária. 

É um desmonte da estatal e pode decretar o fim das suas atividades. A consequência é a desindustrialização de toda uma cadeia econômica que distribui renda para diversos municípios, através das arrecadações de impostos e royalties, e emprega milhares de famílias. 

Serviço 

Audiência Pública Contra Privatização da Petrobrás

Data: 03 de setembro de 2020

Hora: 10h

Onde assistir:  

TV Assembleia => http://www.assembleia.pr.leg.br/comunicacao/tv-assembleia

Youtube => https://www.youtube.com/user/TVSinalAssembleiaPR

Facebook => https://www.facebook.com/assembleialegislativapr/

 Serão responsáveis pelas falas técnicas:

 :: RODRIGO LEAO => Economista e doutorando em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeira (UFRJ). Foi pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), gerente de planejamento da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros). Atualmente é coordenador de pesquisa do  Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e pesquisador-visitante da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

:: CARLA FERREIRA => Socióloga e mestre em Ciências sociais pela Universidade Estadual de Londrina. Foi pesquisadora do Dieese. Atualmente é pesquisadora do Ineep.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

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A manutenção da AMS, do jeito que é hoje, de forma solidária e mutualista, com todo o regramento que mantém os direitos históricos da categoria, depende do Acordo Coletivo de Trabalho. Sem o ACT, a gestão do Sistema Petrobrás poderá impor as regras que quiser e do jeito que quiser. Sem o ACT, a relação de custeio da AMS não seria 60x40, como a atual proposta prevê para 2021, nem de 50x50, como a Resolução 23 da CGPAR impõe para 2022. O custeio da AMS poderá ser 100% do beneficiário, seja ele da ativa ou aposentado.

O alerta é do assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues. Ele explica que, apesar do artigo 468 da CLT e a Súmula 51 do Tribunal Superior do Trabalho determinarem a incorporação ao contrato individual, isso não garante a AMS como ela é hoje se não estiver regrada no Acordo Coletivo de Trabalho.

“Em primeiro lugar, isso separaria aposentados e empregados da ativa da Petrobrás, que hoje estão juntos e são grupos que contribuem solidariamente para a AMS”, afirma Normando. “O aposentado, que mais demanda da AMS, não teria mais a contribuição solidária do empregado da ativa, para manter o equilíbrio do custeio”, alerta o assessor da FUP, ressaltando que a contrarreforma da CLT permitiu que a gestão da empresa pratique acordos individuais de trabalho.

“A gestão da Petrobrás já anunciou que usará os acordos individuais. Resistir individualmente, sem o Acordo Coletivo, significaria o trabalhador renunciar à proteção coletiva”, explica, citando o exemplo recente do PCR, ao qual a maioria dos trabalhadores aderiu individualmente, apesar do indicativo contrário da FUP e dos sindicatos.

“A AMS é parte do Acordo Coletivo. Não pode ser analisada em separado. E o próprio ACT não pode ser analisado fora da conjuntura, como se o golpe de 2016 não existisse e como se não vivêssemos sob um governo fascista, que conta com o apoio de 40% da população”, alerta Normando Rodrigues.

Neste vídeo, ele explica detalhadamente o que está em jogo na AMS:

[FUP]

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A lista inclui a totalidade ou parte das ações de 53 campos, 39 plataformas, 13 mil quilômetros de gasodutos, 124 postos de gasolina, 12 unidades de geração de eletricidade e oito unidades de processamento de gás natural

[Reportagem de Guilherme Weimann, da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

A pandemia do novo coronavírus e a queda histórica do barril de petróleo não foram suficientes para frear a estratégia de desinvestimento da atual gestão da Petrobrás. Nos seis primeiros meses da covid-19 no país, desde a confirmação do primeiro caso no dia 25 de fevereiro, a estatal colocou à venda ao menos 382 ativos – segundo levantamento exclusivo realizado pela reportagem. 

No setor de exploração e produção, estão na lista 41 campos terrestres, 12 campos de águas rasas, 39 plataformas e nove blocos exploratórios, concentrados principalmente na região Nordeste do país.

Já na área de geração de energia elétrica, encontram-se oito termelétricas, dois parques eólicos e duas hidrelétricas, que totalizam 1.311 MW de potência – a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo, tem 14 mil MW de capacidade instalada. Além disso, serão comercializadas outras quatro subestações elétricas, sem maiores especificações.

Também foram colocadas à venda  propriedades fora do território nacional. A estatal anunciou a venda de 100% das ações da Petrobras Colombia Combustibles (Pecoco), que possui 124 estações de serviços (postos de combustíveis), 14 lojas de conveniência e sete terminais de logística (armazenamento).

Da mesma forma, a estatal ofereceu toda sua infraestrutura de transporte de gás natural. O repertório compreende a Gaspetro, que tem participações em 19 distribuidoras locais, e a Nova Transportadora Sudeste (NTS), que, juntas, somam aproximadamente 12 mil quilômetros de gasodutos. Além disso, estão sendo vendidos cinco dutos interligados aos campos de petróleo e gás natural, totalizando 917,1 quilômetros, e oito Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN).

O restante do menu é composto pela Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), três usinas de biodiesel, dois portos, um terminal aquaviário, um aeroporto, um heliporto, um centro médico, duas bases de apoio logístico, quatro estações satélites, 32 estações coletoras, uma estação de coleta e compressora, três estações de injeção de água, duas bases administrativas, um poço de captação de água, 15 geradores de vapor fixos, seis geradores de vapor móveis, um vaporduto de 30 quilômetros, um estoque de materiais das plataformas, um laboratório de derivados, sete estações de tratamento de óleo e a Estação Geofísico Vandemir Ferreira.

Levantamento

O levantamento foi realizado pela reportagem com base em 19 teasers divulgados pela petroleira nesse período. Os teasers se constituem como catálogos endereçados aos potenciais compradores contendo as principais informações de um conjunto de operações.

A soma de 382 ativos engloba apenas o patrimônio à venda especificado nos documentos apresentados pela companhia. Além disso, a pesquisa inseriu indiscriminadamente tanto os ativos de posse integral da Petrobrás (100%), como também os que a estatal possui participações acionárias.

O mecânico da Refinaria de Paulínia (Replan), a maior do país, e diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), Gustavo Marsaioli, aponta que a quantidade total do patrimônio colocado à venda surpreende até mesmo as pessoas que têm acompanhado e denunciado essa política.

“Até para a gente que acompanha o dia a dia da Petrobrás, olhar esse número é chocante. Eu acredito que a frase do [ministro do Meio Ambiente, Ricardo] Salles, mesmo que seja de outra pasta, serve muito bem para este cenário: ‘aproveitaram para passar a boiada’. Contraditoriamente, um governo que foi eleito pautado no moralismo, aproveita-se de uma pandemia para impor todas essas privatizações e retiradas de direitos”, avalia.

Foco na exploração do pré-sal

Quando ainda integrava o gabinete de transição do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), em novembro de 2018, Roberto Castello Branco sintetizou o que viria a ser a tônica da sua gestão à frente da estatal petroleira: “O foco da Petrobrás deve ser na aceleração da exploração do pré-sal”.

Um mês e meio após a declaração, no dia 3 de janeiro de 2019, o economista tomava posse como presidente da empresa mais valiosa do Brasil na ocasião. No primeiro ano da sua administração, seguiu à risca sua profecia – as privatizações somaram R$ 67,1 bilhões ao mesmo tempo em que a produção atingiu pela primeira vez a média de 3 milhões de barris diários de óleo.

No cardápio de vendas, os principais ativos foram a totalidade da Transportadora Associada de Gás (TAG), por R$ 34,6 bilhões, e 30% da BR Distribuidora, por R$ 9,6 bilhões – operação que resultou na perda do controle acionário da maior distribuidora de combustíveis do país.

A divulgação do Plano Estratégico para o quinquênio 2020-2024, em novembro de 2019, mostrou que os desinvestimentos se tornariam o carro-chefe da empresa. Neste período, a Petrobrás pretende se desfazer de US$ 20 a US$ 30 bilhões (R$ 107,8 bilhões e R$ 161,7 bilhões, respectivamente) do seu patrimônio, concentrados principalmente no biênio 2020-2021.

Os principais argumentos da atual gestão para manter essa agenda de privatização é a necessidade de diminuir a dívida da Petrobrás, que no segundo trimestre de 2020 ficou em US$ 91,2 bilhões (equivalente a R$ 491,5 bilhões) e a “otimização de portfólio”.

“Eu entendo que essa é uma forma retórica para privatizar, sem afirmar que está privatizando. Ele utiliza essa expressão de ‘otimização de portfólio’ porque a maioria da população brasileira é contra a venda da Petrobrás. Com isso, a companhia vai na contramão mundial, que é exercer o controle verticalizado de toda a cadeia”, opina Marsaioli.

Apenas em 2020, as vendas concluídas da Petrobrás somam US$ 1 bilhão (equivalente a R$ 5,39 bilhões).

[Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil]

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[Da imprensa do Sindipetro-PE/PB]

Na manhã desta terça-feira (1), as assembleias deliberativas para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Sistema Petrobrás foram encerradas no estado da Paraíba, onde a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras aprovaram o indicativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), aceitando a última contraproposta apresentada pela empresa. Já em Pernambuco, as votações continuarão sendo realizadas até o dia 8 de setembro. Até o momento, o índice de aprovação da categoria, em ambos os estados, somam 87%.

As votações tiveram início na manhã da segunda-feira (31). Até o momento, sete das 17 assembleias gerais extraordinárias convocadas pelo Sindipetro já foram realizadas. Os encontros tem respeitado medidas de segurança, como: espaço mínimo de 1,5 m entre cada participante, uso de máscara obrigatório e higienização das mãos com álcool 70%.

Confira abaixo o calendário de assembleias:

1 de Setembro

  • Sede do Sindicato

    • ADM – 18h

2 de Setembro

  • Gasodutor BR 232

    • ADM – 7h

  • Refinaria Abreu e Lima

    • Grupo D – 19h

3 de Setembro

  • Terminal Aquaviário de Suape

    • Grupo B – 7h

  • Refinaria Abreu e Lima

    • ADM – 7h30

4 de Setembro

  • Refinaria Abreu e Lima

    • Grupo B – 7h

5 de Setembro

  • Terminal Aquaviário de Suape

    • Grupo A – 7h

  • Refinaria Abreu e Lima

    • Grupo A – 19h

7 de Setembro

  • Refinaria Abreu e Lima

    • Grupo E – 7h

8 de Setembro

  • Refinaria Abreu e Lima

    • Grupo C – 19h

Publicado em SINDIPETRO-PE/PB

A FUP realiza nesta terça-feira, 01/09, mais um Encontro com a categoria sobre a contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás, após negociação com as entidades sindicais.

Participam do programa os diretores da FUP, Cibele Vieira (Unificado-SP), Mário Dal Zot (Sindipetro-PR/SC), Fátima  Viana (Sindipetro-RN) e Tadeu Porto (Sindipetro-NF), além do assessor jurídico, Normando Rodrigues. 

A Live terá inicio às 18h30, com transmissão pelo canal FUP Brasil no YouTube e pelo perfil da FUP no facebook. 


> Youtube: https://youtu.be/-yhPfgDm20s

> Facebook: https://mla.bs/bad8eee8


Lives anteriores

Na última sexta-feira, 28, em outro Encontro com a categoria, a FUP esclareceu as principais dúvidas dos trabalhadores e aposentados do Sistema Petrobrás sobre a contraproposta negociada com as empresas do Sistema Petrobrás. Veja aqui a íntegra

No dia 26, antes de deliberar sobre o indicativo, a FUP explicou os principais pontos da contraproposta da gestão da empresa, ressaltando a importância de avanços na formalização de um Acordo Coletivo que preserva os direitos históricos dos petroleiros por dois anos, com uma cláusula que impede demissões sem justa causa até agosto de 2022.

No dia 27, os diretores da área de Seguridade da FUP, Paulo César Martin, e Marise Sansão, que também é diretora da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP), explicaram as mudanças na tabela do Grande Risco da AMS e a diferença entre a primeira e a última proposta arrancada na negociação. A live contou também com a participação do assessor econômico da FUP, Cloviomar Cararine, técnico do Dieese.

Após debates com a categoria e reuniões intensas de avaliação e ajustes na proposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás, o Conselho Deliberativo da FUP indicou na noite de ontem a aceitação da contraproposta. 

Se você não participou desses debates ao vivo, assista para entender o posicionamento da direção da FUP e esclarecer as dúvidas que tenha sobre a proposta de Acordo Coletivo. As assembleias começam na segunda-feira, 31/08, e prosseguem até o dia 13 de setembro.  Todas as lives podem ser acesadas no canal FUP Brasil no Youtube e na página da federação no Facebook.

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

As assembleias para avaliação da última contraproposta de Acordo Coletivo apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás começaram nesta segunda-feira (31/08) nos estados da Bahia, Pernambuco e Paraíba. Em todas as consultas realizadas pelos sindicatos, os trabalhadores aprovaram o indicativo da FUP de aceitação da proposta.

Na Bahia, a assembleia foi realizada em modo virtual com os trabalhadores da Petrobras Biocombustível, que aprovaram por unanimidade o indicativo da FUP.

Em Pernambuco, as duas primeiras assembleias foram no Terminal Aquaviário de Suape, com os grupos D e Adm, onde a contraproposta foi aprovada por 95% dos trabalhadores.

Na Paraíba, a consulta foi feita aos trabalhadores do administrativo da base de João Pessoa, que também disseram sim ao indicativo da FUP. 

As assembleias prosseguem até o 12 na Bahia e até o dia 08, nas bases do Sindipetro PE/PB. Os demais sindicatos da FUP estão ainda definindo o calendário de assembleias. 

Live da FUP nesta terça

A FUP realiza nesta terça-feira, 01/09, mais um Encontro com a categoria sobre a contraproposta de ACT apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás, após intenso processo de negociação com as entidades sindicais. Participam do programa o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar (Sindipetro-BA), os diretores Cibele Vieira (Unificado-SP), Mário Dal Zot (Sindipetro-PR/SC), Fátima  Viana (Sindipetro-RN) e Tadeu Porto (Sindipetro-NF), além do assessor jurídico, Normando Rodrigues. 

A Live terá inicio às 18h30, com transmissão pelo canal FUP Brasil no YouTube e pelo perfil da FUP no facebook:

Youtube: https://youtu.be/-yhPfgDm20s

Facebook: https://mla.bs/bad8eee8

Principais pontos da contraproposta: