[Com informações do Sindipetro-NF]

Já está no ar o primeiro episódio do documentário Lava Jato Entre Quatro Paredes, realizado pelo canal Normose, em parceria com o Sindipetro-NF [veja no final do texto].

O documentário, que mistura vídeo-ensaio e análise histórica, será exibido em quatro partes de 1 hora cada. Além dessa série, irão ao ar também no canal da Normose no Youtube entrevistas com jornalista e diretor do The Intercept, Leandro Demori  e o advogado Thiago Anástácio, que hoje integra “O grande debate” da CNN, além de alguns podcasts extras.

A ideia inicial de produzir vídeos curtos sobre a Lava Jato partiu da diretoria do Sindipetro-NF há cerca de um ano. O diretor do sindicato e da FUP, Tadeu Porto, foi o responsável por entrar em contato com o canal Normose, que possui uma linguagem nova e a pessoa responsável é historiadora e pesquisadora, que acreditou na ideia e aceitou desenvolver o projeto.

Com o passar do tempo, o andamento das pesquisas e levantamentos chegaram à conclusão de que havia muito material e por isso valia a pena produzir um documentário.

“Para estudar a fundo um fato político no Brasil é preciso retornar a macro-história do nosso país para enxergar as páginas mais lamentáveis do nosso passado e só assim entender o contexto e os desastres jurídicos da operação Lava Jato. Esta é a missão de “Lava Jato entre Quatro Paredes”, a série documental dirigido por NORMOSE.

Como a Lava Jato extrapolou os tribunais e virou série de TV, os casos mais confusos da operação foram jogados para debaixo do tapete, assim como as influências internacionais na operação até o temido “Lavajatismo”.

Acompanhando a evolução histórica da operação e a formação do poder paralelo da força tarefa de Curitiba, o documentário quer resgatar e colocar a Lava Jato enquanto consequência da nossa história e não um ponto fora da curva que pode salvar o país” – diz a sinopse.

Em uma breve entrevista ao site do Sindipetro-NF, o responsável pelo canal, que prefere manter o anonimato fala como aconteceu o processo produtivo do documentário:

 Queria saber como foi o processo produtivo do documentário?

O processo produtivo da série documental foi complexo. Isso por que, não começou para ser uma série, tampouco um documentário. Mas apenas um vídeo histórico sobre a Operação Lava Jato, como sempre costumo para meu canal. Porém, ao me debruçar na pesquisa de rotina, percebi que havia muito mais a ser trabalhado.

Seria impossível para alguém com formação em História tratar da Lava Jato sem a responsabilidade de traçar um paralelo histórico entre Petróleo, interesses nacionais e estrangeiros, corrupção e enfim Lava Jato.

Deste modo, a pesquisa que tinha como intuito durar 1 ou 2 meses, tomou um trabalho de 10 meses e o vídeo curto, se transformou em série documental com quatro episódios, entrevistas e alguns podcasts extras.

Deste modo, consegui abordar a Lava Jato não apenas do ponto de vista da operação – mas da geopolítica internacional do petróleo – início as buscas nos anos de 1920 e as jazidas dos EUA, caminhos pelos escândalos da Petrobrás desde os anos 50 até finalmente a operação Lava Jato. É a partir daí que começam as discussões sobre a operação e todos seus casos mais emblemáticos como a delação de Paulo Roberto Costa, o vazamento de áudios no impeachment, o caso Tacla Duran, a Vaza Jato e as recentes revelações das parcerias entre lava Jato e FBI. 

 Qual a linguagem adotada no documentário?

A série documental segue o estilo de montagem de meu canal – ou seja – vídeo-colagens audiovisuais sustentada por pesquisa histórica narrada – a diferença, desta vez, são as entrevistas, típicas do formato documentário.

A ideia é aproximar o espectador do “Universo da Operação Lava Jato” uma vez que apesar de ser bastante conhecido por todos, seus detalhes, aprofundamentos e sobretudo desvios jurídicos nunca são abordados de maneira didática. Essa é a intenção de minha série. 

Vocês tiveram alguma dificuldade na produção?

A grande dificuldade de produção que enfrentei ao longo do processo é a mesma que enfrento com o canal: sou uma equipe de uma pessoa só. Claro que neste projeto em específico, dado seu tamanho e complexidade, pude contar com ajudas essenciais para produção deste documentário que não aconteceria exatamente sozinho.

Tanto na elaboração das artes, quanto na revisão de conteúdos também os entrevistados, porém, em linhas gerais, o processo de “mão na massa” é limitado a minha equipe formada hoje apenas por mim.

Isso dificulta bastante o tempo do processo, uma vez que desde a concepção da pesquisa, elaboração do texto, narração, captação de entrevistas, edição e o que gira em torno de um lançamento é feito de maneira quase artesanal e diante

O que também me permite por outro lado maior cuidado com processo e um grande aprofundamento na pesquisa e nas etapas do processo – mas, esta é a realidade do criador de conteúdo no Brasil – o que espero – possa ser transformado em ações como essa parceria com o Sindipetro-NF.

Assista ao primeiro episódio da série aqui: 

Publicado em Petróleo

Nesta terça-feira, 15, no programa Encontro com a categoria, a FUP debaterá os próximos passos na luta contra a implantação da associação privada para gerir a AMS e pela derrubada das resoluções 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que alteraram as regras dos planos de saúde de empresas estatais. 

Uma das convidadas do debate é a deputada federal Érika Kokay (PT/DF), autora do Projeto de Decreto Legislativo (PDC 956/2018), que susta os efeitos da Resolução 23. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados Federais e aguarda análise do plenário.

O Encontro com a categoria também discutirá estratégias de fortalecimento da campanha Petrobrás Fica e outras formas de resistência contra as privatizações no Sistema Petrobrás. O programa contará com a participação do senador Jean Paul Prates (PT/RN), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás

O Encontro vai ao ar nesta terça, às 18h30, ao vivo, pelo canal da FUP no youtube, com transmissão também pelo facebook

Assista e compartilhe o link: 

Publicado em APOSENTADOS

De um catálogo de 9.800 itens que a estatal se desfez desde junho, 980 já possuem pedidos de compra emitidos e 1162 estão em análise para serem adquiridos novamente, afirma reportagem do Sindipetro Unificado SP, que teve acesso exclusivo a dados internos da Petrobrás por meio de uma fonte que preferiu não ser identificada.

[Por Guilherme Weimann, da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

No início do mês de setembro, um caminhão saiu carregado da Usina Termelétrica (UTE) Luiz Carlos Prestes, em Três Lagoas (MS). Por R$ 9 mil, quem estava na sua boleia comprou como sucata uma série de materiais que até então faziam parte do estoque da unidade, pertencente à Petrobrás.

Apenas uma das peças, entretanto, possuía valor aproximado superior ao que foi pago por todos os produtos. Pedro*, trabalhador da UTE, conta à reportagem que flagrou uma válvula de controle pneumática nova, embalada na caixa, também dispensada como reciclável. O equipamento custa entre R$ 12 mil e R$ 15 mil e possui aplicabilidade industrial.

Apesar da falta de sentido econômico à primeira vista, essa é uma cena recorrente e faz parte de uma política deliberada da petroleira em relação aos seus estoques de materiais – consumíveis, sobressalentes e direcionados à manutenção e engenharia.

De acordo José*, trabalhador atuante nos processos de alienação, existe um histórico de ineficiência na aquisição e na venda de materiais. Ele afirma que o mau planejamento, a lentidão, a gestão de estoques centralizada e as mudanças abruptas de projetos são alguns dos fatores que elevam os estoques da companhia.

“O escopo de trabalho muitas vezes é volátil, variando subjetivamente de acordo com as mudanças gerenciais. Os processos de compra são lentos, mal executados e os materiais demoram para chegar. A alienação é o final da cadeia, o gargalo do ciclo, mas não é ela que origina o problema”, explica.

Mesmo não sendo responsável pelo início desse ciclo vicioso, o processo de alienação de bens evidencia o descaso e a má gestão. “Toda empresa faz alienação de materiais. Mas o que elas costumam vender? Coisas que não usam mais, que estão deterioradas. Já na Petrobrás, praticamente o único critério que está sendo levado em conta é o preço”, afirma.

A maioria das empresas mantém uma estratégia redução de estoque, já que ele se traduz em capital imobilizado e sem liquidez, ou seja, em recursos financeiros sem possibilidade de uso imediato para investimentos, aquisições ou transações financeiras com rentabilidade. Por isso, é preferível, do ponto de vista econômico, minimizar os estoques – mesmo que, muitas vezes, isso seja feito em detrimento da segurança operacional.

Mas esse processo não se dá de forma conectada e planejada na Petrobrás. Para alcançar as metas estabelecidas, a gerência orienta a alienação dos materiais com o maior custo unitário, sem uma avaliação precisa de quando poderiam ser utilizados e de seus níveis de deterioração. Fatores como o potencial de uso, a atratividade de mercado e a obsolescência acabam sendo desprezados na formulação da lista de materiais a serem vendidos.

“Se a meta é vender R$ 1 milhão, ao invés de venderem mil produtos de R$ 1 mil, eles escolhem dois de R$ 500 mil para não terem o trabalho de análise e, com isso, baterem a meta de alienação no período estipulado”, exemplifica.

Dados internos da companhia, que a reportagem teve acesso exclusivo por meio de uma fonte que preferiu não ser identificada, mostram que foram alienados 9.800 tipos de materiais desde o dia 1º de junho – todos novos ou em condições de utilização –, já descontados os itens deteriorados ou com prazo de validade excedidos.

Dos 9.800 diferentes materiais alienados desde junho, os relatórios apontam que 980 já possuem pedidos de compra emitidos e outros 1162 estão em processo de aquisição. “Isso comprova que a Petrobrás não aplica o critério de potencial de utilização e está recomprando por preços atualizados os mesmos materiais que vendeu por preços simbólicos, o que tem gerado prejuízo sistêmico bilionário para a companhia”, indigna-se José.

Sucateamento e desnacionalização

Esse desperdício não ocorre apenas pela falta de diálogo e controle entre os vários setores e unidades produtivas. Nos últimos anos, mudanças abruptas de projetos em curso levaram a companhia a perder bilhões de reais em sucatas, literalmente.

O caso mais emblemático ocorreu no Estaleiro Rio Grande, localizado no Sul gaúcho. Em 2010, a Petrobrás encomendou oito cascos de plataformas para a Ecovix, dona do estaleiro, pela quantia de R$ 10 bilhões.

Em 2016, entretanto, a Petrobrás decidiu transferir para a Ásia a construção de nove plataformas, que já estavam em construção ou que haviam sido encomendadas de estaleiros envolvidos na operação Lava Jato, incluindo a Ecovix. Todas as plataformas eram destinadas ao Campo de Lula, no pré-sal.

Com isso, o Estaleiro Rio Grande, que chegou a ter 24 mil trabalhadores no seu pico de produção, transformou-se em um deserto de ferragens. Além da demissão em massa, a medida fez com que fossem vendidas como sucata cerca de 80 mil toneladas de estruturas de aço, que seriam utilizadas na construção das plataformas P-71 e P-72.

O abandono desses projetos em território nacional fez com que a indústria naval fechasse milhares de postos de trabalho. Apenas no Rio de Janeiro, um dos líderes do setor, foram demitidos 55 mil trabalhadores entre 2014 e 2018.

Essa política vai de encontro à política de conteúdo local existente no Brasil desde 1999. O mecanismo obriga que todo equipamento destinado à exploração de petróleo no país tenha uma porcentagem mínima de materiais produzidos pela indústria nacional. Ele foi feito para evitar a chamada “doença holandesa”, que se caracteriza pela extração e exportação de óleo bruto, sem o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional.

O atual presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, já fez duras críticas ao conteúdo local. Em 2019, ele afirmou que essa regra foi responsável por uma “história desastrosa, perda de produtividade e corrupção” e, ainda, “trouxe enorme prejuízo, não somente para a Petrobrás, mas para todo o país”.

*Os nomes das fontes foram modificados para garantir o sigilo. 

Publicado em Sistema Petrobrás

Desde 2016, a gestão da Petrobras vem alerando o perfil de produção das refinarias. A companhia pretende se desfazer de cerca de 50% de sua capacidade de refino, vendendo unidades no Sul, Norte e Nordeste. A venda de ativos e a desativação de unidades existentes têm contribuído para a redução do papel da Petrobras na área de lubrificantes básicos.

Por Rodrigo Leão coordenador-técnico do Ineep

Com foco na produção do pré-sal e no desinvestimento em uma série de outros segmentos da cadeia produtiva de petróleo e gás natural, a Petrobras está alterando sua estratégia para a área de lubrificantes. A venda de ativos e a desativação de unidades existentes têm contribuído para a redução do papel da Petrobras na área de lubrificantes básicos. A sinalização do redirecionamento da sua atuação nesse mercado para o Gaslub (o antigo Comperj) indica a abertura do mercado à concorrência, sobretudo de rerrefinadores, potenciais compradores das refinarias do Nordeste, e importadores.

Nos últimos anos, a Petrobras já vinha demonstrando um interesse menor em participar da indústria de refino. A companhia pretende se desfazer de cerca de 50% de sua capacidade de refino, vendendo unidades no Sul, Norte e Nordeste. A companhia tem alterado, desde 2016, o perfil de produção das suas refinarias. Nesse contexto, chama a atenção o atual processo de paralisação de unidades de produção de lubrificantes da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), bem como a interrupção da produção deste derivado na Refinaria Landuplho Alves-Mataripe (Rlam).

As unidades U-1520, U-1530 e U-1540 da Reduc foram paralisadas no primeiro semestre de 2020. São elas as responsáveis pelo ciclo de produção de lubrificantes básicos da Reduc. Além da interrupção dessas unidades, a Petrobras também interrompeu sua produção de lubrificantes básicos na Rlam, desde fevereiro de 2020. Com efeito, a produção deste derivado pela petrolífera brasileira passou de 59,5 mil metros cúbicos em janeiro de 2020 para 22,2 mil metros cúbicos em junho de 2020. No caso da Reduc, a redução foi, no mesmo período, de 51,1 mil metros cúbicos para 17,7 mil metros cúbicos.

Com essa redução, a produção agregada de lubrificantes básicos dos cinco maiores rerrefinadores do país (Lwart lubrificantes, Petrolub, Proluminas, Lubrificantes Fenix e Indústria Petroquímica do Sul) superaram a produção das três refinarias da Petrobras (Reduc, Rlam e Lubnor). Em junho de 2020, segundo dados da ANP, os cinco rerrefinadores produziram 23,6 mil metros cúbicos de óleo lubrificante básico, enquanto a produção da Petrobras foi de 22,2 mil metros cúbicos.

A menor produção de lubrificantes poderia ser explicada pela redução do consumo no auge dos efeitos do coronavírus. Todavia, a demanda por esse combustível recuperou o nível pré-pandemia em junho de 2020. Em janeiro deste ano, o consumo foi de 107,7 mil metros cúbicos e, em junho, de 109,7 mil metros cúbicos. Não é por outra razão que as importações de lubrificantes cresceram cerca de 20 mil metros cúbicos neste mesmo período. Além das importações, ocorreu também uma expansão da produção de lubrificantes básicos pelos rerrefinadores. A Lwart Lubrificantes, por exemplo, viu sua fabricação deste combustível saltar de 9,9 mil metros cúbicos para 13,7 mil metros cúbicos de janeiro a junho de 2020.

A Petrobras afirma que, até o fim de 2020, as unidades U-1520, U-1530 e U-1540 retomarão seu nível de produção, normalizando a fabricação dos lubrificantes. Todavia, a previsão de retorno já foi adiada, uma vez que inicialmente isso deveria ocorrer em setembro. O atraso, somado às vendas da Rlam e da Lubnor, localizada no Ceará, pode indicar o desinteresse da companhia nesse mercado.

Uma outra estratégia que pode estar sendo adotada pela empresa brasileira é a concentração da produção de lubrificantes no Gaslub. Segundo a Petrobras, uma das opções para o antigo Comperj é a instalação de uma fábrica de lubrificantes. Caso o empreendimento vá adiante, a capacidade de produção de lubrificantes básicos da Petrobras pode ser até quatro vezes maior que a existente hoje em dia, de acordo com a diretora-executiva de Refino e Gás Natural, Anelise Lara, em entrevista concedida à Reuters.

Segundo a Anelise, os investimentos associados a essa fábrica devem ter um custo de aproximadamente US$ 400 milhões para uma planta com capacidade de produção de até 225 mil metros cúbicos ao mês de lubrificantes. “Se os resultados forem positivos como a gente está esperando, é algo para começar em 2022 e faremos sozinhos”, disse Lara, ressaltando que o Comperj vai se tornar um polo industrial, incluindo uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), já em construção e prevista para 2021.

Segundo a mesma matéria da Reuters, para a efetivação do projeto em estudo, “está prevista a construção de um duto, que levaria a matéria-prima para a fabricação de lubrificantes, produzida na Reduc, para o Comperj. Com isso, a unidade de produção de lubrificantes em Duque de Caixas seria encerrada”.

Seja qual opção for seguida pela Petrobras, haverá uma reorganização da produção de lubrificantes básicos da companhia. A paralisação das unidades da Reduc associada à venda da Rlam e da Lubnor representam uma redução de market share da Petrobras para os importadores e os rerrefinadores. A construção da fábrica de lubrificantes no Gaslub exigirá da Petrobras estratégias para reocupar esse espaço, num segmento que não apresenta grandes perspectivas de crescimento no curto prazo.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Após duas semanas de intensos debates com os trabalhadores, os sindicatos da FUP concluíram neste domingo, 13, as assembleias, que deliberaram pela aprovação da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho que preserva por dois anos os direitos históricos da categoria petroleira, com uma cláusula de garantia de emprego em todo o Sistema Petrobrás. O ACT será assinado na quarta-feira, 16.

Para a direção da FUP, ter um Acordo Coletivo pactuado por dois anos em meio à complexa conjuntura política e econômica que impacta profundamente o povo brasileiro é uma conquista, principalmente diante dos graves ataques que sofrem os trabalhadores do setor público e das empresas estatais.

A greve de fevereiro e a veemente rejeição dos petroleiros à proposta inical de desmonte do ACT fortaleceram as direções sindicais para que buscassem no processo de negociação o atendimento dos principais eixos definidos na pauta de reivindicações construída nos congressos da categoria.  

Com garantia de emprego e um ACT por dois anos, os petroleiros terão fôlego para enfrentar a maior das batalhas, que é a defesa do Sistema Petrobrás.

Próximos passos

Na terça-feira, 15, no programa Encontro com a categoria, a FUP debaterá os próximos passos na luta contra a implantação da associação privada para gerir a AMS e a derrubada das resoluções 22 e 23 da CGPAR. Também serão discutidas estratégias de fortalecimento da campanha Petrobrás Fica e outras formas de resistência contra as privatizações no Sistema Petrobrás. O programa vai ao ar às 18h30, ao vivo, pelo canal da FUP no youtube, com transmissão também pelo facebook. 

Quadro final das assembleias: 

Sindipetro Amazonas – ACT aprovado por 100% dos votantes

Sindipetro Ceará/Piauí - ACT aprovado por 68% dos votantes

Sindipetro Rio Grande do Norte – ACT aprovado por 78,35% dos votantes

Sindipetro Pernambuco/Paraíba –  ACT aprovado por 91,5% dos votantes

Sindipetro Bahia - ACT aprovado por 67% dos votantes

Sindipetro Espírito Santo –  ACT aprovado por 85% dos votantes

Sindipetro Minas Gerais – ACT aprovado  por 60% dos votantes

Sindipetro Norte Fluminense -  ACT aprovado por 65% dos votantes

Sindipetro Duque de Caxias –  ACT aprovado por 54% dos votantes

Sindipetro Unificado de São Paulo –  ACT aprovado por 78,68% dos votos válidos

Sindipetro Paraná/Santa Catarina – ACT aprovado por 80,4% dos votantes

Sindipetro Rio Grande do Sul – ACT aprovado por 68,5% dos votantes

[FUP com informações dos sindicatos filiados]

Publicado em Sistema Petrobrás

[Última atualização às 22h20]

A proposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás já foi aprovado em 11 dos 12 sindicatos da FUP. O ACT preserva por dois anos a essência dos direitos históricos dos petroleiros e petroleiras, com uma cláusula de garantia de emprego, que dará fôlego à categoria para enfrentar a maior das batalhas, que é a defesa do Sistema Petrobrás.

Este foi o ponto decisivo para a definição do indicativo do Conselho Deliberativo da FUP de aceitação da última contraproposta feita pela empresa [saiba mais aqui].

As assembleias já foram concluídas no Espírito Santo, Pernambuco/Paraíba, Norte Fluminense, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Unificado de São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraná/Santa Catarina, Ceará/Piauí e Amazonas.

A última consulta à categoria nas bases da FUP será realizada este domingo, 13, em Duque de Caxias.  

Na Bahia, cujas parciais com trabalhadores da ativa já apontavam a aprovação do ACT, a consulta foi encerrada hoje, em assembleia virtual só com aposentados e pensionistas, cujo resultado também foi favorável ao indicativo da FUP de aceitação da proposta. 

Neste sábado, foram também concluídas as assembleias nos sindicatos do Paraná/Santa Catarina, Ceará/Piauí e Amazonas, onde o ACT foi aprovado por unanimidade. Veja o quadro abaixo.

Próximos passos

Na terça-feira, 15, no programa Encontro com a categoria, a FUP debaterá os próximos passos na luta contra a implantação da associação privada para gerir a AMS e a derrubada das resoluções 22 e 23 da CGPAR. Também serão discutidas estratégias de fortalecimento da campanha Petrobrás Fica e outras formas de resistência contra as privatizações no Sistema Petrobrás. O programa vai ao ar às 18h30, ao vivo, pelo canal da FUP no youtube, com transmissão também pelo facebook. 

Assembleias concluídas: 

Sindipetro Amazonas – ACT aprovado por 100% dos votantes

Sindipetro Ceará/Piauí - ACT aprovado por 68% dos votantes

Sindipetro Rio Grande do Norte – ACT aprovado por 78,35% dos votantes

Sindipetro Pernambuco/Paraíba –  ACT aprovado por 91,5% dos votantes

Sindipetro Bahia - ACT aprovado por 67% dos votantes

Sindipetro Espírito Santo –  ACT aprovado por 85% dos votantes

Sindipetro Minas Gerais – ACT aprovado  por 60% dos votantes

Sindipetro Norte Fluminense -  ACT aprovado por 65% dos votantes

Sindipetro Unificado de São Paulo –  ACT aprovado por 78,68% dos votos válidos

Sindipetro Paraná/Santa Catarina – ACT aprovado por 80,4% dos votantes

Sindipetro Rio Grande do Sul – ACT aprovado por 68,5% dos votantes

Assembleias em finalização:

Sindipetro Duque de Caxias – assembleias terminam domingo, 13. Resultado parcial é de que o ACT está sendo aprovado

[FUP com informações dos sindicatos filiados]

Publicado em Sistema Petrobrás

Até a noite desta sexta-feira, 11, as assembleias para deliberar sobre a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela gestão da Petrobrás e das subsidiárias já haviam sido concluídas em sete sindicatos da FUP: Espírito Santo, Pernambuco/Paraíba, Norte Fluminense, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Unificado de São Paulo e Rio Grande do Sul. Todas as bases referendaram o indicativo de aceitação do ACT.

As assembleias foram concluidas nesta sexta no Rio Grande do Norte, em Minas Gerais, no Unificado de SP e no Rio Grande do Sul. Veja o quadro abaixo.

Na Bahia, todas as assembleias com trabalhadores da ativa já foram concluídas, faltando apenas uma neste sábado, com aposentados e pensionistas. O resultado parcial é de aprovação do ACT.

No sábado, serão concluídas também as assembleias no Amazonas, Ceará/Piauí e Paraná/Santa Catarina.

Em Duque de Caxias, a consulta aos trabalhadores prossegue até domingo. 


> A proposta de ACT apresentada pela gestão da Petrobrás preserva por dois anos os principais direitos da categoria petroleira, com uma cláusula de garantia de emprego em todo o Sistema até 31 de agosto de 2022. Saiba mais sobre a proposta e o indicativo da FUP aqui.


Quadro nacional das assembleias

Sindipetro Amazonas – assembleias prosseguem até sábado, 12. Resultado parcial é de que o ACT está sendo aprovado

Sindipetro Ceará/Piauí - assembleias prosseguem até sábado, 12. Resultado parcial é de que o ACT está sendo aprovado

Sindipetro Rio Grande do Norte – ACT aprovado por 78,35% dos votantes

Sindipetro Pernambuco/Paraíba –  ACT aprovado por 91,5% dos votantes

Sindipetro Bahia - última assembleia acontece neste sábado, 12. Resultado parcial é de que o ACT está sendo aprovado

Sindipetro Espírito Santo –  ACT aprovado por 85% dos votantes

Sindipetro Minas Gerais – ACT aprovado  por 60% dos votantes

Sindipetro Duque de Caxias – assembleias prosseguem até domingo, 13. Resultado parcial é de que o ACT está sendo aprovado

Sindipetro Norte Fluminense -  ACT aprovado por 65% dos votantes

Sindipetro Unificado de São Paulo –  ACT aprovado 

Sindipetro Paraná/Santa Catarina – assembleias prosseguem até sábado, 12.  Resultado parcial é de que o ACT está sendo aprovado

Sindipetro Rio Grande do Sul – ACT aprovado por 68,5% dos votantes

[FUP com informações dos sindicatos filiados | Foto: Terminal de Suape]

Publicado em Sistema Petrobrás

Das assembleias previstas para deliberar sobre a terceira contraproposta da gestão do Sistema Petrobrás, já foram realizadas 20. Portanto, falta apenas uma assembleia, a dos aposentados, aposentadas e pensionistas, que acontece nesse sábado (12) às 9h, via plataforma de videoconferência zoom.

O resultado parcial – A favor – 75,2% / Contra – 6,7% / Abstenções – 18,1% – aponta para a aprovação do indicativo da FUP, que é o de aceitação dessa última contraproposta da estatal.

Nacionalmente, a categoria também vem optando pela aceitação da contraproposta. Três sindicatos já concluíram as assembleias: Sindipetro-ES, com aprovação de 85%, Sindipetro-PE/PB, onde 91,5% dos trabalhadores aprovaram o ACT, seguindo o indicativo da FUP e o Sindipetro-NF, com aprovação do ACT por 65% dos votantes.

Nesta sexta, 11, mais quatro sindicatos da FUP encerram a consulta aos trabalhadores: RN, MG, Unificado SP e RS. As parciais também apontam a aprovação do indicativo de aceitação do ACT. Veja o quadro abaixo.

Na Bahia, Já foram realizadas assembleias com os trabalhadores e trabalhadoras da Rlam (turmas A, B, C, D, E e Adm), das unidades de Santiago, Miranga, Bálsamo, Buracica, PBIO, Termelétricas, Fafen, Temadre, Taquipe, Transpetros (Camaçari, Jequié, Salvador, Catu e Itabuna), EDIBA e Araças. Apesar das inúmeras tentativas feitas pela direção do Sindipetro, a assembleia da OP-CAN não pôde ser realizada, pois os ônibus chegaram vazios ao local de trabalho.

Após rejeitar as duas primeiras contrapropostas da gestão do Sistema Petrobrás, a categoria petroleira resolveu aprovar a terceira contraproposta seguindo o indicativo do Conselho Deliberativo (CD) da FUP, que após análise cuidadosa resolveu recomendar a aceitação da contraproposta. O CD levou em conta a conjuntura política e econômica atual, entendendo que houve alguns avanços importantes como a manutenção por mais dois anos das conquistas históricas da categoria petroleira no Acordo Coletivo de Trabalho, com garantia de emprego até 31 de agosto de 2022, o que significa que por dois anos não haverá demissão sem justa causa. Além de ter conseguido reduzir o aumento que a Petrobrás iria aplicar nas tabelas do grande risco da AMS, mantendo o regramento do plano de saúde no ACT.

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Segundo levantamento do INEEP, mais da metade das 29 operações já concluídas de venda de ativos no Brasil foram com grupos estrangeiros. Dos mais de 40 ativos atuais que estão em negociação, a tendência é que pelo menos metade seja arrematada por multinacionais.

[Do Ineep]

Desde 2015, quando a Petrobras acelerou seu programa de desinvestimentos a fim de reduzir sua alavancagem financeira, cerca de 40 processos de venda nos segmentos de upstreammid/downstream e biocombustíveis tiveram contrato assinado ou foram concluídos. Segundo levantamento do Ineep, mais da metade das 29¹ operações envolvendo ativos no Brasil foram fechadas com grupos estrangeiros. 

Companhias de fora são maioria nas aquisições de campos e blocos offshore e de ativos de transporte de gás, enquanto as brasileiras – algumas delas, com aportes de fundos internacionais – dominam as compras de ativos terrestres da Petrobras. A tendência é que essa configuração se mantenha nas compras dos mais de 40 ativos atualmente em desinvestimento, com as estrangeiras avançando ainda sobre as refinarias da estatal. 

No upstream, a transação de maior monta foi a venda de 25% da participação da Petrobras no campo de Roncador, na Bacia de Campos, para a Equinor, por US$ 2,9 bilhões. A norueguesa ainda pagou US$ 2,5 bilhões pelo bloco BM-S-8, onde está campo de Bacalhau (antiga descoberta de Carcará), em Santos. 

Sua compatriota BW Offshore comprou 70% da participação da Petrobras no campo de Maromba, também na Bacia de Santos, por US$ 90 milhões. 

Já a inglesa Trident Energy adquiriu, por US$ 1,5 bilhão, os campos de Pampo e Enchova, em Campos, enquanto a franco-saxã Perenco comprou o Polo Pargo, na mesma bacia, por US$ 398 milhões. 

A francesa Total comprou o campo de Lapa, se tornando a primeira operadora estrangeira de um campo no pré-sal da Bacia de Santos, por US$ 1,1 bilhão. A transação incluiu a aquisição da área de Iara, onde está o campo de Atapu, que começou a produzir este ano. 

A malaia Petronas, por sua vez, levou 50% do campo de Tartaruga e do Módulo III de Espadarte, na Bacia de Campos, por US$ 1,3 bilhão. 

A PetroRio e a Ouro Preto Óleo e Gás foram as únicas brasileiras a comprar ativos offshore da Petrobras, adquirindo, respectivamente, a parcela da estatal nos campos de Frade (US$ 100 milhões), em Campos, e dos campos de Pescada, Arabaiana e Dentão (US$ 1,5 milhão), na Bacia Potiguar. 

Empresas nacionais constituíram, por outro lado, a quase totalidade dos compradores de ativos terrestres. 

A PetroRecôncavo comprou 34 campos no Rio Grande do Norte por US$ 384 milhões; a Karavan Oil, 27 concessões no Espírito Santo (Polo Cricaré), por US$ 155 milhões; a Eneva, o campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, por US$ 54 milhões; a Imetame Energia, o Polo Lagoa Parda (ES), por US$ 9,3 milhões; a Centro Oeste Óleo e Gás, 50% da participação não operada da Petrobras no campo de Dó-Ré-Mi, em Sergipe-Alagoas, por US$ 37,6 mil; a Eagle Exploração Óleo e Gás, o Polo Tucano Sul, por US$ 3 milhões; e a 3R Petroleum, os polos Macau (RN), Rio Ventura (BA) e Fazenda Belém (RN), por US$ 191 milhões, US$ 94,2 milhões e US$ 35,2 milhões, respectivamente. 

Um detalhe: tanto a Karavan Oil como a 3R Petroleum contam com private equity de origem estrangeira por parte da Seacrest Capital Group Limited e da Starboard Restructuring Partners, respectivamente. No início de setembro, a 3R pediu autorização para realizar uma oferta inicial de ações (IPO) para levantar recursos a fim de comprar mais campos da Petrobras. 

A exceção no onshore ficou por conta da norte-americana Central Resources, que arrematou os campos Ponta do Mel e Mesa Redonda, na Bacia Potiguar, por US$ 7,2 milhões. 

No mid e downstream, o consórcio formado pela francesa Engie e o fundo de pensão canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) comprou, por US$ 8,6 bilhões, 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG), que detém malha de gasodutos com extensão de cerca de 4,5 mil km. 

O gestor de fundos canadense Brookfield adquiriu, por US$ 5,2 bilhões, 90% da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), que opera 2 mil km de gasodutos. 

A japonesa Mitsui levou 49% da Gaspetro, por US$ 593 milhões. A subsidiária da Petrobras detém participação em 19 distribuidoras de gás natural em diversos estados do país. 

Já a mexicana Alpek adquiriu 100% da Petroquímica Suape e a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), por US$ 435 milhões. 

As únicas brasileiras a figurarem no mid/downstream são a Copagaz e Nacional Gás Butano, que assinaram contrato para comprar a Liquigás, por US$ 925 milhões – em operação ainda pendente de aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

Na área de biocombustíveis, a francesa Tereos comprou a usina de açúcar e álcool Guarani, por US$ 202,8 milhões, e a portuguesa Galp, a produtora de óleo vegetal Belém Bioenergia Brasil, por US$ 24,7 milhões. 

Os grupos brasileiros São Martinho e Turdus Participações, por seu turno, adquiriram as produtoras de etanol Nova Fronteira e Bambuí Bioenergia, respectivamente, por US$ 133 milhões e pelo valor simbólico de R$ 1 – segundo a Petrobras, devido ao patrimônio líquido negativo da Bambuí. 

Perspectivas

A Petrobras conduz, hoje, aproximadamente 40 processos de desinvestimento de ativos no Brasil, sendo 29 no upstream, cinco no mid/downstream, cinco em energia elétrica e dois em biocombustíveis. 

A maioria dos ativos à venda no upstream consiste em campos ou blocos nas regiões Nordeste e Norte, nas bacias do Recôncavo, Camamu, Sergipe-Alagoas, Ceará, Potiguar, Pará-Maranhão e Solimões. No Sudeste, há ativos em desinvestimento nas bacias do Espírito Santo, Campos e Santos, enquanto, e, no Sul, a Petrobras tenta vender uma concessão na Bacia de Pelotas. 

Empresas norueguesas, como a BW Energy e a DBO Energy, estão de olho nos processos em curso. A última tem interesse em ativos offshore e onshore, com a ideia, inclusive, de implantar projetos de geração de energia eólica em concessões terrestres. 

As australianas Karoon e Rockhopper também estão entre as estrangeiras interessadas em empreendimentos marítimos, ao lado da Perenco e, possivelmente, a alemã Wintershall. 

Operadora dos campos de Tiê e de seis blocos de exploração no Recôncavo, além do campo de Tartaruga, em Sergipe-Alagoas, a canadense Maha Energy é outra que analisa os desinvestimentos da Petrobras. 

Os grupos Seacrest e Starboard buscam novas compras no onshore e offshore. No caso da última, a tendência é que siga utilizando a marca 3R Petroleum em projetos terrestres e Ouro Preto, em marítimos. 

A russa Rosneft, que opera blocos exploratórios na Bacia do Solimões, estaria interessada na compra do Polo Urucu, assim como a brasileira Eneva. 

Sediada no Brasil, a Pindorama Energy também estuda aquisições de ativos onshore da Petrobras no país. 

Presidida por Márcio Félix, ex-secretário de Petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, a Energy Platform (EnP) volta suas atenções a ativos na Bacia do Espírito Santo, onde pretende construir uma refinaria em parceria com o Oil Group. 

No caso dos ativos exploratórios à venda, como Sergipe-Águas Profundas e os blocos no Pará-Maranhão e Pelotas, a avaliação é que as empresas, no momento, têm pouco fôlego para entrar em projetos de mais alto risco. 

No mid/downstream, os ativos de transporte (NTS e TAG) têm sido muito olhados por fundos de pensão, como o próprio CDPQ, pois representam a segurança de fluxo de caixa durante um período extenso. 

Em relação à Gaspetro, reportagem publicada pelo jornal O Globo, em julho, mostrou que empresas como a Cosan, Naturgy (controladora da Ceg e Ceg Rio), Ultrapar e a Mitsui estariam entre as interessadas. 

No caso das refinarias, destaque para o Mubadala Investment Company, dos Emirados Árabes Unidos, que negocia a compra da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) com a Petrobras. Entre outros postulantes à compra das oito plantas à venda estão a Raízen (joint venture entre a Shell e a Cosan), a Total, traders de combustíveis como a holandesa Vitol e a japonesa Marubeni (como consorciadas), a malaia Petronas, as chinesas CNPC e Sinopec e o grupo brasileiro Ultrapar.

Nos biocombustíveis, a expectativa é que grandes grupos do segmento, como o JBS Biodiesel e a própria BSBios, tentem arrematar a PBio e a parcela de 50% da Petrobras na BSBios. 

Quanto às eólicas Mangue Seco 1, 2 3 e 4, empresas controladas por fundos de investimento, como Ômega e Echoenergia, estão entre as potenciais interessadas nos empreendimentos. 

Finalmente, no que tange às termelétricas, a Petrobras deve encontrar dificuldade para vender as plantas a óleo combustível em um mundo com restrição de financiamento, sobretudo para empreendimentos de combustíveis fósseis. Um caminho possível é o surgimento de sinergias com projetos industriais, com grupos menores da área de energia com atuação regional e/ou empresas interessadas na autoprodução de energia. No caso das térmicas a gás, podem aparecer interessados para fornecer energia a sistemas isolados (não conectados ao Sistema Interligado Nacional – SIN). 


 1 – Não se considerou a venda da participação da Petrobras na BR Distribuidora, via oferta pública de ações.

2 – A análise excluiu a BR Distribuidora, cuja parcela remanescente da Petrobras será vendida via oferta pública de
ações.

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Em reunião realizada no dia 9 de setembro, a Fup pressionou mais uma vez os representantes do grupo de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) da Petrobrás sobre a situação dos trabalhadores e trabalhadores contaminados pela COVID-19, mas sem atestado,  que estão com problemas em suas escalas.

O grupo de EOR não soube responder e chamou um representante do Recursos Humanos, que também não apresentou solução.

Por conta disso, o Departamento de Saúde pretende elaborar um relatório com a situação da categoria e apresentar na próxima reunião que acontece semanalmente. O objetivo do departamento é passar um pente fino nos apontamentos e nas possíveis irregularidades que devem ser corrigidas.

Para montar esse relatório é importante que os trabalhadores encaminhem evidências para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. São exemplos de evidências,  o trabalhador ser afastado com código referente a doença, sem ter o devido atestado médico ou o trabalhador afastado do trabalho receber um código como se estivesse trabalhando.

O trabalhador também pode mandar como evidência:

  • Um relato do acontecido com o STIF (apontamento dos dias), indicando se há alguma divergência entre o que aconteceu com a pessoa e o apontado na escala;
  • Atestados ou se foi afastado sem ter recebido atestado;
  • Um resumo desde que foi identificado como suspeito até a confirmação, informando se a pessoa ficou em isolamento ou foi para a casa, que tipo de  transporte fez uso e se foi por conta própria ou fornecido pela empresa.

“Por essa situação e outras, que se faz essencial que os trabalhadores enviem as evidencias para que possamos pedir a correção” – explica o Coordenador do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira.

O prazo para envio desse material é até o dia 14 de setembro, para que a direção tenha tempo de montar esse relatório. Vale lembrar que a identificação dos envolvidos será resguardada.

[Via Sindipetro-NF]

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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