Os trabalhadores do Sistema Petrobrás nas bases da FUP seguem aprovando a proposta de Acordo Coletivo apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho na última sexta-feira (25/10)

Na Araucária Nitrogenados, os petroquímicos concluíram na note desta terça (29) as assembleias, com apenas um voto contrário ao acordo conquistado pela FUP no processo de mediação com o TST.

Nas unidades dos Sindipetros Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco/Paraíba, Bahia, Espírito Santo, Duque de Caxias, Norte Fluminense, Unificado de SP e Ceará/Piauí, o indicativo da FUP de aceitação da proposta também está sendo aprovado massivamente na maioria das assembleias.

As assembleias prosseguem até sexta-feira (01/11).

Confira o quadro com a parcial das assembleias realizadas até às 19h desta terça (29):

Sindipetro Amazonas

02 das 08 assembleias realizadas – 98% a favor do ACT; 0% de rejeição; 2% de abstenções

Sindipetro Rio Grande do Norte

04 das 09 assembleias realizadas – 93,99% a favor do ACT; 3,30 % de rejeição; 2,70% de abstenções

Sindipetro Ceará/Piauí

08 das 14 assembleias realizadas – 80,18% a favor do ACT; 17,51% de rejeição; 2,3% de abstenções

Sindipetro Pernambuco/Paraíba

10 das 17 assembleias realizadas – 86% a favor do ACT; 11% de rejeição; 3% de abstenções

Sindipetro Bahia

10 das 28 assembleias realizadas – 74,24% a favor do ACT; 22,28% de rejeição; 3,48% de abstenções

Sindipetro Espírito Santo

12 das 18 assembleias realizadas – 85% a favor do ACT; 12 de rejeição; 3% de abstenções

Sindipetro Norte Fluminense

17 das 25 assembleias realizadas – 85,03% a favor do ACT; 11,98% de rejeição; 2,99% de abstenções

Sindipetro Duque de Caxias

04 das 08 assembleias realizadas – 50,8% a favor do ACT; 42,9% de rejeição; 6,3% de abstenções

Sindipetro Minas Gerais

Sem informações

Sindipetro Unificado de São Paulo

06 das 35 assembleias realizadas – 75,74% a favor do ACT

Sindipetro Paraná/Santa Catarina

Sem informações

Sindiquímica Paraná

Assembleias concluídas nesta terça (29) - 99,47% foram a favor do ACT.

Sindipetro Rio Grande do Sul

Sem informações

[FUP, com informações dos sindicatos filiados] 

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[Última atualização às 16:31 de 29/10]

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás nas bases da FUP seguem aprovando a proposta de Acordo Coletivo apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho na última sexta-feira (25/10). As assembleias prosseguem até sexta-feira (01/11).

Nas baes dos Sindipetros Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco/Paraíba, Bahia, Espírito Santo, Duque de Caxias, Norte Fluminense, Unificado de SP, Ceará/Piauí e Sindiquímica-PR, o indicativo da FUP de aceitação da proposta está sendo aprovado massivamente na maioria das assembleias.

Mais de 80% dos trabalhadores do AM, RN, PE/PB, ES, NF, CE/PI e Unificado SP estão referendando o acordo conquistado pela FUP no processo de mediação com o TST.

Na assembleia realizada na manhã desta terça-feira (29) com os trabalhadores da Araucária Nitrogenados, os indicativos da FUP foram aprovados por unanimidade. À noite, o sindicato realiza a última consulta aos petroquímicos.

Nos sindicatos do Paraná/Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o resultado das assembleias só será divulgado quando forem concluídas.

No Sindipetro Minas Gerais, os petroleiros iniciaram a greve no sábado (26) e estão em assembleia para avaliar a suspensão do movimento e deliberar sobre a proposta do TST.

Negociação impulsionada pela aprovação da greve

Os ajustes conquistados na redação da proposta que o TST apresentou em setembro atendem a maioria dos pontos que foram referendados pela categoria nas assembleias das bases da FUP, realizadas entre os dias 07 e 17 de outubro.

Respaldada pela greve aprovada pelos petroleiros, a Federação pode avançar no processo de negociação com a Vice-Presidência do Tribunal e preservar a grande maioria das conquistas do atual Acordo Coletivo de Trabalho (veja quadro abaixo).

“Virar a página do ACT e centrar esforços na defesa da Petrobras”

“Nós temos que virar a página do Acordo Coletivo e centrar todos os nossos esforços na luta em defesa da Petrobrás. A proposta apresentada pela mediação do TST, mesmo que não seja a proposta dos nossos sonhos, nos garante direitos muito acima do que está previsto na lei e nos dá tranquilidade para passar por esse momento sombrio que estamos vivendo no país”, ressalta o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Ele explica que a greve contra a privatização da Petrobrás já foi definida pela Federação e seus sindicatos, cuja data deverá ser definida pelo Conselho Deliberativo da entidade em sua próxima reunião, marcada para o dia 05 de novembro. “Toda categoria e toda a sociedade irão tomar ciência da data que estaremos indicando para a greve contra a privatização da Petrobrás”, afirmou.

[FUP]

 

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A categoria petroleira, na Bahia, em assembleias que começaram no domingo, 27/10, está aprovando os indicativos da FUP de aceitação da nova proposta intermediada pelo TST, após a inclusão de itens propostos pela Federação.

Os petroleiros também estão ratificando a decisão da suspensão da greve que seria iniciada no sábado 26/10, caso não houvesse avanços na negociação.

Os trabalhadores também estão aprovando a realização de uma greve, caso a direção da Petrobrás volte atrás e não  cumpra com o último acordo intermediado pelo TST, que só foi alcançado devido à mobilização da categoria e os esforços da FUP de dar continuidade às negociações.

As assembleias vêm sendo marcadas por muito debate e defesas contra e a favor dos indicativos da Federação e do Sindipetro Bahia. A categoria tem se mostrado disposta a participar das mobilizações e bastante preocupada com o futuro da Petrobras no Nordeste.

A categoria vem concordando com a direção do Sindipetro e a FUP de que é preciso virar a página do ACT para focar no que é mais importante: a luta para garantir os empregos e os postos de trabalho, seja de trabalhadores próprios ou terceirizados.

No edifício Torre Pituba, a assembleia foi marcada por muitas perguntas e pedidos de esclarecimentos feitos pelos trabalhadores. Foram cerca de três horas de debate antes da votação.

Veja abaixo como votaram os trabalhadores, por unidade, até o momento:

Torre Pituba

Votação do Indicativo da FUP aprovação acordo e suspensão da greve:

A favor – 350

Contra – 158

Abstenções – 07

 Indicativo de greve em caso de não assinatura:

A favor – 291

Contra – 85

Abstenções – 13

 Taquipe

Votação em bloco do Indicativo da FUP:

A favor – 97

Contra – 05

Abstenções – 03

 FAFEN ( UTE RA- BA 1)  Grupo D

Ratificar a suspensão da greve

A favor –  11

Contra – 06

Abstenção – 01

Aprovação da proposta de TST

A favor – 05

Contra – 12

Abstenção  -01

 Aprovação da Greve caso a Petrobras rejeite a proposta do TST

A favor – 11

Contra – 01

Abstenção-  07

 Veja abaixo, os pontos que foram assegurados e que proporcionaram uma melhoria no ACT

> Reajuste da AMS pelo índice VCMH, a partir de março de 2020, limitando em 30% a participação dos trabalhadores no custeio do plano.

> Garantir que a implantação do turno de 12h nas bases de terra seja feita somente mediante negociação regional entre a Petrobrás e os sindicatos.

> Limitar as horas extras a 2h por jornada; o excedente terá 50% pagos e o os outros 50% destinados ao banco de horas; criação de um Grupo de Trabalho Paritário para definir limites do banco de horas.

> Incorporação da cláusula que já consta no ACT da Transpetro sobre recolhimento e repasse das mensalidades sindicais

> Compromisso do TST em manter o mesmo teor da proposta de Acordo Coletivo para as subsidiárias e Araucária Nitrogenados

 Na Bahia, as assembleias prosseguem até a sexta-feira, 01/11 e serão realizadas em todas as unidades do Sistema Petrobrás.

 Clique aqui para ver o calendário de assembleias

[Via Sindipetro-BA]

 

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Os sindicatos da FUP estão realizando assembleias para que os trabalhadores do Sistema Petrobrás avaliem a proposta de Acordo Coletivo apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho na última sexta-feira (25/10).

As primeiras consultas feitas aos trabalhadores apontam a aprovação da proposta nas bases do Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco/Paraíba, Bahia, Espírito Santo, Duque de Caxias e Norte Fluminense.

Nos sindicatos do Paraná/Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o resultado das assembleias só será divulgado quando forem concluídas.

No Sindipetro Ceará/Piauí, o resultado parcial não foi divulgado.

No Sindipetro Unificado-SP e no Sindiquímica-PR, as assembleias ainda serão iniciadas.

No Sindipetro Minas Gerais, os petroleiros iniciaram a greve no sábado (26) e realizam assembleia nesta segunda (28) para avaliar a suspensão do movimento e deliberar sobre a proposta do TST.

Negociação impulsionada pela aprovação da greve

Os ajustes conquistados na redação da proposta que o TST apresentou em setembro atendem a maioria dos pontos que foram referendados pela categoria nas assembleias das bases da FUP, realizadas entre os dias 07 e 17 de outubro.

Respaldada pela greve aprovada pelos petroleiros, a Federação pode avançar no processo de negociação com a Vice-Presidência do Tribunal e preservar a grande maioria das conquistas do atual Acordo Coletivo de Trabalho (veja quadro abaixo).

“Virar a página do ACT e centrar esforços na defesa da Petrobras”

“Nós temos que virar a página do Acordo Coletivo e centrar todos os nossos esforços na luta em defesa da Petrobrás. A proposta apresentada pela mediação do TST, mesmo que não seja a proposta dos nossos sonhos, nos garante direitos muito acima do que está previsto na lei e nos dá tranquilidade para passar por esse momento sombrio que estamos vivendo no país”, ressalta o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Ele explica que a greve contra a privatização da Petrobrás já foi definida pela Federação e seus sindicatos, cuja data deverá ser definida pelo Conselho Deliberativo da entidade em sua próxima reunião, marcada para o dia 05 de novembro. “Toda categoria e toda a sociedade irão tomar ciência da data que estaremos indicando para a greve contra a privatização da Petrobrás”, afirmou.

[FUP | Foto: Milly Lima - Sindipetro-BA]

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O Sindipetro/MG realiza na tarde desta segunda-feira (28) uma assembleia única com trabalhadores da Regap e Termelétrica Aureliano Chaves para assembleia única no dia 28 outubro para adiamento da greve iniciada no último dia 26, para reavaliação do movimento e apreciação da proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A greve em Minas Gerais segue com cortes de rendição de 8 horas com avaliação contínua em cada troca de turno. Devido ao recuo de outras bases, apenas Minas Gerais segue em greve.

No último sábado (26), a diretoria do Sindicato foi comunicada pela empresa sobre uma Tutela Cautelar Antecedente emitida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A decisão judicial exige uma lista de trabalhadores para a “equipe de referência” solicitada pela Petrobrás – o que exclui os trabalhadores em cargos de chefia.

Diante disso, a diretoria do Sindipetro/MG tem buscado a rendição controlada dos trabalhadores, viabilizando a entrada de trabalhadores mediante a saída de empregados retidos por mais de 16 horas.

Proposta TST

Além da assembleia para adiamento da greve, o Sindipetro/MG convocou assembleias entre os dias 29 de outubro e 1° de novembro para apreciação da proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) no último dia 25.

Nessa proposta, o Tribunal atendeu às reivindicações da FUP quanto ao:

– Reajuste da AMS pelo índice Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH), a partir de março de 2020, limitando em 30% a participação dos trabalhadores no custeio do plano.

– Garantir que a implantação do turno de 12h nas bases de terra seja feita somente mediante negociação regional entre a Petrobrás e os sindicatos.

– Limitar as horas extras a 2h por jornada; o excedente terá 50% pagos e o os outros 50% destinados ao banco de horas; criação de um Grupo de Trabalho Paritário para definir limites do banco de horas.

– Incorporação da cláusula que já consta no ACT da Transpetro sobre recolhimento e repasse das mensalidades sindicais.

Além disso, o ACT passará a ter validade para todas as subsidiárias da Petrobrás e também para a Araucária Nitrogenados.

[Via Sindipetro-MG]

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A categoria petroleira está em período de assembleias para avaliar os indicativos de aceitação da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pelo TST, conquistada após aprovação da greve que começaria no último dia 26.

As próximas assembleias serão na sede do sindicato em Campos dos Goytacazes, nesta quarta, 30, às 10h, e no Ginásio do Juquinha, em Macaé, na quinta, 31, com fechamento dos portões às 10h (reunindo as bases de Imbetiba, Imboassica e Edinc).

Os grupos de Cabiúnas realizam assembleias desde a sexta, 25. Realizaram os grupos E, C e D. Ainda têm assembleias os grupos B, A e ADM (veja calendário abaixo). Os petroleiros e petroleiras das plataformas participam de assembleias nos aeroportos de Campos (Bartolomeu Lisandro), Heliporto do Farol e Cabo Frio até o dia 01 de novembro.

Em vídeo divulgado para a categoria (aqui), o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, destacou que a proposta apresentada pela mediação do TST, fruto da pressão dos trabalhadores por meio da aprovação massiva da greve, trouxe o grande avanço de abranger a todas as empresas do sistema Petrobrás e garante uma espécie de guarda-chuva de proteção a direitos para que a categoria siga em luta.

“Nós sabemos que o Acordo Coletivo de Trabalho não foi o ideal. Porém, neste momento de fascismo em que vive o nosso país, nós vamos ter mais segurança para fazer as lutas que seguem. Uma grande greve vai vir no momento seguinte. E nós contamos do com todos. Porque a defesa do Brasil não é simplesmente a nossa defesa enquanto petroleiros e petroleiras. É a defesa do povo brasileiro, da soberania nacional e das futuras gerações”, afirmou Bezerra.

Indicativos

1) Aprovação da proposta apresentada pelo TST no dia 25/10, com suspensão da greve convocada para a 00h01 do dia 26/10/2019;
2) Se a Petrobrás não aprovar até o dia 03/11 a nova proposta apresentada hoje pelo TST, a greve pelo Acordo Coletivo será retomada, em data a ser posteriormente definida pela FUP.

Calendário de Assembleias

25/10 – Cabiúnas – 23h – grupo E
26/10 – Cabiúnas – 15h – grupo C
27/10 – Cabiúnas – 7h – grupo D
28/10 a 01/11 – Assembleias nos aeroportos de Farol, Cabo Frio e Campos
30/10 – Sede de Campos – 10h
31/10 – Ginásio do Juquinha – Imbetiba, Imboassica e Edinc – Fechamento dos portões às 10h
31/10 – Cabiúnas – 23h – grupo B
01/11 – Cabiúnas – 07h – Grupo A e ADM

[Via Sindipetro-NF | Foto: assembleia no Ginásio Juquinha dia 15/10]

Publicado em SINDIPETRO-NF

 

 

A diretoria do Sindipetro Bahia realiza a partir desse domingo, 27/10  até  sexta, 01/11, assembleias em todas as bases do Sistema Petrobras na Bahia para que a categoria possa deliberar sobre os indicativos da FUP para o Acordo Coletivo de Trabalho.

O indicativo da FUP e do Sindipetro Bahia é de aceitação da proposta, que após diversas tentativas da Federação, está sendo, finalmente apresentada à categoria com avanços. E, consequentemente, a suspensão da greve.

Entendemos que conseguimos vencer apenas uma batalha: a consolidação do nosso Acordo Coletivo, que continua sendo um dos mais importantes de todo o país. A guerra contra a direção entreguista da Petrobrás e o atual governo continua. Vamos seguir defendendo a Petrobrás como empresa pública e também os empregos  dos trabalhadores diretos e terceirizados.

A direção do Sindipetro Bahia irá levar para o Conselho Deliberativo da FUP, que acontece no próximo dia 05/11, a posição da Bahia de que precisamos lutar contra todas as políticas da estatal, que significam ameaças aos empregos e à própria Petrobrás enquanto empresa pública.  Também estaremos na linha de frente lutando contra a nova ferramenta de gestão da Petrobrás, que é o assédio moral coletivo.

O Sindipetro Bahia buscará a consolidação de uma luta unificada porque não trata-se apenas das unidades da Bahia que estão sendo ameaçadas, trata-se de todas as unidades da Petrobrás e suas subsidiárias no Brasil. Essa é uma luta de toda a categoria petroleira e resultará, seguramente, na realização de uma greve no mês de novembro.

A participação de todos nas assembléias é fundamental. Vamos discutir e deliberar os seguintes pontos:

  • Informe sobre as mobilizações contra o desmonte do Sistema Petrobras na Bahia
  • Apreciar e ratificar a decisão de suspensão da greve designada para iniciar a partir de 26/10/2019, às 00h01, por ser condição da proposta e manutenção da mediação pelo TST apresentada no dia 25/10/2019
  • Debater e deliberar a deflagração de greve, caso a Petrobras não aceite a proposta do TST, até 03/11/2019, com autorização para a FUP e/ou Sindicato definir a data de seu inicio e notificar o empregador na forma da Lei

Clique aqui para ver o calendário de assembleias e participe!

Clique aqui para ler o edital de convocação das assembleias

Fonte- Sindipetro Bahia

Publicado em SINDIPETRO-BA
Sexta, 25 Outubro 2019 18:17

Greve aprovada gera nova proposta do TST

Diante da iminência da greve nacional dos trabalhadores do Sistema Petrobrás, convocada para este sábado (26/10), a Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, que vem conduzindo a mediação do Acordo Coletivo da categoria, apresentou à FUP e aos sindicatos uma nova proposta nesta sexta-feira, 25.

O TST mantém os itens do Acordo proposto às entidades sindicais e à Petrobrás no dia 19 de setembro e faz aperfeiçoamento na redação, em relação à maioria dos pontos deliberados pelos petroleiros nas assembleias das bases da FUP para melhoria da proposta:

> Reajuste da AMS pelo índice VCMH, a partir de março de 2020, limitando em 30% a participação dos trabalhadores no custeio do plano.

> Garantir que a implantação do turno de 12h nas bases de terra seja feita somente mediante negociação regional entre a Petrobrás e os sindicatos.

> Limitar as horas extras a 2h por jornada; o excedente terá 50% pagos e o os outros 50% destinados ao banco de horas; criação de um Grupo de Trabalho Paritário para definir limites do banco de horas.

> Incorporação da cláusula que já consta no ACT da Transpetro sobre recolhimento e repasse das mensalidades sindicais

> Compromisso do TST em manter o mesmo teor da proposta de Acordo Coletivo para as subsidiárias e Araucária Nitrogenados


Confira aqui a íntegra do despacho do TST com os ajustes na proposta 


Luta e negociação

A nova proposta que o TST apresenta à categoria é resultado da mobilização dos petroleiros e petroleiras, cuja greve aprovada foi fundamental para que a FUP avançasse no processo de mediação com a Vice-Presidência do Tribunal, buscando até o último instante uma solução negociada para o impasse criado pela Petrobrás.  

Aliando mobilização e negociação, a FUP e seus sindicatos vêm desde maio lutando pela preservação do Acordo Coletivo de Trabalho no Sistema Petrobrás, que é referência para a classe trabalhadora no Brasil e em vários outros países. Uma luta difícil no atual cenário de desmonte dos direitos trabalhistas e sociais do país.

Desde o início da campanha reivindicatória, a gestão Castello Branco vem atuando para desmontar os direitos da categoria. Para isso, apostou no conflito, esvaziou o processo de negociação e atacou as representações sindicais, na tentativa de dividir e enfraquecer os petroleiros.

De forma propositiva, a FUP encaminhou às assembleias a aprovação da greve, mas também alternativas para a construção de uma saída negociada do conflito estabelecido pelos gestores da empresa. 

Os petroleiros não esmoreceram diante do assédio das gerências e aprovaram os indicativos da FUP nas assembleias, respaldando as representações sindicais para que seguissem adiante na busca por um Acordo Coletivo digno.

Este, portanto, é um momento decisivo para os petroleiros e petroleiras. Diante da nova proposta apresentada pelo TST, a FUP está indicando a sua aprovação, com suspensão da greve.

Se a Petrobrás não aprovar até o dia 03/11 a proposta, a greve pelo Acordo Coletivo será retomada com data a ser definida pela FUP.

Coordenador da FUP explica a proposta 

Assembleias começam já

A FUP orienta os sindicatos a realizarem assembleias a partir desta sexta-feira (25), até o dia primeiro de novembro, para submeter à avaliação dos petroleiros e petroleiras os seguintes indicativos:

> Aprovação da nova proposta apresentada pelo TST no dia 25 de outubro, com suspensão da greve convocada para o primeiro minuto deste sábado (26/10)

> Se a Petrobrás não aprovar até o dia 03/11 a nova proposta do TST, a greve pelo Acordo Coletivo será retomada com data a ser definida pela FUP

 

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS) alertou nesta sexta-feira (25) para os graves riscos que a saída da Petrobras representará para a economia e a população gaúcha, caso seja consumado pelo governo Bolsonaro o processo de privatização da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), o Terminal de Niterói e a Usina Termelétrica, em Canoas, e o Terminal Almirante Soares Dutra, em Osório.

O artigo do presidente do Sindipetro-RS, Fernando Maia da Costa, publicado pela Zero Hora e Brasil de Fato, afirma que “é uma mentira que haverá concorrência e queda no preço dos combustíveis”.  Segundo ele, “o mais certo é que esta privatização significará um aumento do preço da gasolina, diesel e gás de cozinha no estado, pois a empresa que comprar terá de pagar bilhões pela refinaria. Como vai recuperar o seu investimento? É óbvio que repassando ao consumidor”.

“Outros efeitos também preocupam”, segundo o dirigente sindical. “De acordo com o cálculo feito pela Prefeitura de Canoas, com a Refap privatizada a arrecadação do município perderá R$ 100 milhões por ano." 

Maia salienta que “o problema já foi levado ao conhecimento da Assembleia Legislativa e do governo do estado. Caso não haja reação da sociedade gaúcha, a maior empresa do Brasil vai dar adeus ao estado. A história nos cobrará por esta omissão”.

Leia a íntegra do artigo do presidente do Sindipetro-RS:

A saída da Petrobras do Rio Grande do Sul

Por Fernando Maia da Costa, presidente do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul

Maia petroleiro (3)

Em abril deste ano, o governo federal anunciou a privatização de oito refinarias da Petrobras, seus terminais e oleodutos. No RS, significa a venda das principais unidades da empresa: a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), o Terminal de Niterói, a Usina Termelétrica, em Canoas, e o Terminal Almirante Soares Dutra, em Osório. Este projeto significa que daqui a um ano a Petrobras deixará de existir no estado e o povo gaúcho ficará na saudade.

Justificativas para essa venda são o fim do monopólio e o aumento de concorrência. Mas desde 1997 não existe monopólio de exploração e refino no país. Ou seja, há 22 anos qualquer empresário pode instalar uma refinaria no Brasil. Por que devemos vender as que já estão construídas?

A venda da Refap vai gerar um monopólio regional privado no RS, pois a refinaria de igual porte mais próxima fica no Paraná.  Logo, é uma mentira que haverá concorrência e queda no preço dos combustíveis. Este preço, desde 2016, por opção do governo federal, está ligado ao mercado externo, apesar de sermos autossuficientes em petróleo. Qual empresa compradora virá cobrar preço menor que o internacional?

O mais certo é que esta privatização significará um aumento do preço da gasolina, diesel e gás de cozinha no estado, pois a empresa que comprar terá de pagar bilhões pela refinaria. Como vai recuperar o seu investimento? É óbvio que repassando ao consumidor.

Outros efeitos também preocupam. De acordo com o cálculo feito pela Prefeitura de Canoas, com a Refap privatizada a arrecadação do município perderá R$ 100 milhões por ano.  Também existe a chance de o novo dono transformar a instalação em um terminal de importação de combustíveis. Isso significará mais desemprego e menor arrecadação de impostos.

O problema já foi levado ao conhecimento da Assembleia Legislativa e do governo do estado. Caso não haja reação da sociedade gaúcha, a maior empresa do Brasil vai dar adeus ao estado. A história nos cobrará por esta omissão.

[Via CUT-RS]

 

 

Publicado em SINDIPETRO-RS

Por Eduardo Costa Pinto, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (INEEP)

A Petrobras divulgou na noite do dia 24 de outubro os resultados da companhia no terceiro trimestre de 2019. A empresa alcançou um lucro líquido de 8,8 bilhões de reais (e de 9,1 atribuível aos acionistas), cerca de 36% superior ao lucro do mesmo trimestre de 2018. A Petrobras, e boa parte dos meios de comunicação, ressaltaram como positivos os resultados alcançados.

Nesse relatório, a Petrobras afirmou que o lucro obtido foi fruto do desempenho do segmento de exploração e produção (E&P), com o aumento da produção de petróleo e gás, e pela venda das ações da BR Distribuidora.

Cabe observar que a área de E&P teve um lucro líquido de 11,8 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2019, valor inferior em 4,2%. O aumento da produção de petróleo e gás de 17% no período foi mais do que anulado pela queda do preço do petróleo em reais e pelo aumento das despesas operacionais.

Nesse sentido, o principal item responsável pelo lucro da Petrobras foi a venda da BR Distribuidora que, junto com o caixa gerado pela venda da TAG, representou uma entrada de recursos provenientes de operações descontinuadas da ordem de 9,4 bilhões.

Dessa forma, sem essa entrada de caixa oriunda da venda da BR, a Petrobras teria obtido um prejuízo de 509 milhões, a despeito de excelente resultado operacional do pré-sal.

Essa piora nos resultados financeiros da empresa pode ser explicada pelo aumento das despesas operacionais e financeiras.

Pelo lado operacional chama a atenção o aumento das despesas com vendas e gerais administrativas em cerca de 19,1% em relação ao trimestre anterior. Isso foi o reflexo do aumento de cerca de 1,1 bilhão de reais em despesas do item materiais, serviços, aluguéis e outros. Segundo a empresa, isso ocorreu com o aumento dos gastos logísticos para a utilização dos gasodutos.

Isso, na verdade, decorre do aumento dos custos logísticos do transporte de gás com a venda da TAG (ex-subsidiária da Petrobras) realizada no trimestre passado. Como a Petrobras não é mais dona dos gasodutos, teve que contratar toda a capacidade do sistema, mas somente utiliza metade da capacidade desses gasodutos.

Cabe ressaltar também o forte aumento das despesas financeiras em virtude do aumento de 2,6 bilhões de reais com o ágio de recompra de títulos da dívida. Embora a Petrobras alegue que busque a redução do custo de capital, a decisão de pagar o ágio de 2,6 bilhões não faria sentido, uma vez que está pagando acima do que seria efetuado nos títulos de vencimento mais curtos. Tal decisão só se explica pela “obsessão” de reduzir a dívida.

Embora tenha permitido a redução da dívida líquida/EBTIDA, que diminuiu de 2,69 para 2,58, o desempenho da Petrobras abaixo do esperado reforça uma preocupação levantada pelo Ineep de longa data: a estratégia de foco exclusivo no pré-sal e cada vez mais direcionado para a exportação de petróleo cru deixa a estatal refém dos movimentos do preço e da demanda internacional por petróleo cru.

Nesse sentido, a Petrobras tem perdido constantemente market-share no mercado interno de derivados, que saiu de 79% no terceiro trimestre de 2018 para 73% neste trimestre, segundo estimativas do Ineep. Além disso, ao se concentrar no pré-sal, a empresa pode perder novas oportunidades abertas no mercado internacional de gasolina em função da crescente demanda que deve surgir pelo combustível de baixo teor de enxofre.

Mais grave de tudo isso: com a perspectiva de forte expansão da produção e a iminente venda de parte do parque de refino, a Petrobras estará “obrigada” a transformar boa parcela da sua produção em exportação de matéria-prima.

Em todo caso, as perspectivas na produção de petróleo, principalmente por conta do pré-sal (em que os custos de extração/lifting cost foi de 5 dólares por barril), devem garantir um futuro promissor à empresa, desde que não ocorram novas turbulências no mercado internacional que reduzam o preço do barril do petróleo. A atual situação financeira da empresa já permitiria uma nova expansão dos seus investimentos, mas isso dependerá de uma visão estratégica da atual gestão da companhia que parece caminhar em outra direção (o do encolhimento da Petrobras). Ao que tudo indica, a tendência não é essa. Pelo contrário, qualquer mudança nos parâmetros de preços e demanda internacional devem ter um impacto cada vez maior para a estatal brasileira.

[Via Carta Capital]

 

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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