José Maria Rangel é um petroleiro que se tornou sindicalista por ter percebido que a luta é necessária, e que dela devia fazer parte. Sentado na sala de espera do aeroporto do Farol de São Tomé, prestes a embarcar para trabalhar por 14 dias na P-23, uma plataforma da Bacia de Campos, Zé Maria pediu a palavra durante a fala de um representante da categoria. Falou o que pensava acerca da pauta naquele dia e a partir daí não parou mais. Suas falas e ações seguintes tiveram sempre como base o bom caráter de homem íntegro, alma terna e coração justo, que aliados à sua incrível capacidade visionária, mudaram para melhor o rumo do movimento sindical petroleiro.

Alvo de admiração unânime, tanto pelo seu comportamento quanto pela sua trajetória, sua história é marcada por grandes desafios. O ano de 1996 marca o início da jornada de Zé Maria como sindicalista ao integrar a diretoria eleita do Sindipetro Norte Fluminense, e em 2004 assume a coordenação geral do sindicato. Seguramente, foram sua garra e firmeza na Bacia de Campos ao conduzir as negociações e a luta, assim como toda a organização e mobilização, que o levaram a ser eleito representante da categoria no Conselho de Administração da Petrobras, em 2013. Uma missão que honrou e cumpriu de maneira integral todos os compromissos assumidos. Manteve seu firme posicionamento contra leilões de privatização e ergueu bem alto a bandeira das lutas contra a terceirização.

O segredo de suas vitórias e conquistas construídas passo a passo está na lealdade à tradição das lutas da categoria petroleira. Zé Maria se tornou o seu mais influente líder porque manteve a altivez das principais lutas travadas em defesa do patrimônio público e da soberania nacional. Foi o que fez na Federação Única dos Petroleiros, quando em 2014 foi escolhido para coordenar nacionalmente os 13 sindicatos filiados à FUP. Lutou pela manutenção dos direitos da categoria, esteve atento às renovações dos quadros nas eleições dos sindicatos e ainda abriu horizontes, ao mostrar que a luta constante pela democracia é também responsabilidade da categoria petroleira para com a sociedade.

Assim, conduziu a qualificação do debate em torno da defesa da Petrobras como empresa pública e de sua maior riqueza, o Pré-Sal. A luta pela manutenção da lei da Partilha levou meses de resistência em Brasília, uma briga para derrotar o PL 4567/16. Uma luta que os petroleiros iniciaram em 2015 e que foi marcada por uma série de atos e debates no Congresso Nacional, que foram de escrachos e manifestações no aeroporto e na Esplanada dos Ministérios a participações em audiências públicas e ocupações.

Em 2015, foi construída a pauta pelo Brasil, a greve nacional tornou especial a campanha reivindicatória, e foi Zé Maria quem mostrou o caminho da boa estrada, apoiado na força de seus representados. Como ele mesmo diz, “tivemos a sabedoria de gritar em alto e bom som que temos orgulho de ser petroleiros e petroleiras”. Foram momentos de muita luta, o jaleco laranja virou símbolo e objeto de desejo de todos os lutadores e lutadoras dos movimentos sociais que jamais abandonaram a FUP em suas batalhas; foi na Escola Nacional Florestan Fernandes, com a presença de Lula, que o uniforme de guerra foi lançado e é ele, que até hoje, impõe respeito aos que ainda tentam entregar as riquezas do povo brasileiro. 

Mais uma vez em Brasília, verdadeiras batalhas foram travadas, os petroleiros desafiaram o Executivo, o Legislativo e o Judiciário com pautas pesadas, mas sempre de cabeça erguida.  Apesar da resistência, em 2016 a Câmara dos Deputados Federais consolidou o golpe iniciado com o impeachment e tirou da Petrobras a exclusividade na operação do Pré-Sal e a garantia de participação mínima de 30% nos consórcios.

Em 2017, a visão e a coragem de Zé Maria deram início à criação do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que ganhou o nome de José Eduardo Dutra e hoje é referência em quase todas as discussões acerca da geopolítica do petróleo. Outras grandes conquistas solidificadas na gestão de Zé Maria foram a ocupação de espaço na gestão da FUP pelas mulheres petroleiras, assim como o direito ao trabalho seguro, e a Federação tornou-se referência nos debates sobre segurança no trabalho.

Em 2018, Zé Maria provou a sua extrema dedicação ao aceitar uma candidatura na tentativa de ampliar sua representatividade para a categoria petroleira, para toda a classe trabalhadora e movimentos sociais. Zé Maria disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, a intenção era travar a luta contra as injustiças, as desigualdades e indiferenças por meio da defesa da soberania energética do país, em defesa das estatais a serviço do povo brasileiro.

Em 2019, é novamente a liderança de Zé Maria que se mostra importante para manter as conquistas do acordo coletivo dos petroleiros. Negociações duras num momento igualmente duro, em que se presencia um ataque contra a ideia de uma Petrobras para os brasileiros e um desmedido crescimento do projeto de destruição da empresa que, infelizmente, se acentuou agora, no início de 2020, apesar da histórica greve nacional de 20 dias da categoria petroleira, com a posterior hibernação da FAFEN PR, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, uma das poucas garantias de soberania alimentar para o Brasil.

Ainda há muito o que falar de José Maria Rangel, sempre com uma frase pronta a ganhar status de ditado ou a virar título de matéria jornalística, como alguns que gostam de citar: “Faça o bem sem olhar a quem” ou “Não deseje para os outros o que você não quer para você”; e outros que sempre arrancam sorrisos: “Antes só do que mal acompanhado”, “Calar é ouro; falar é prata”, “Não há pote de ouro no final do arco-íris” e ainda o seu predileto, "Se fosse fácil não era para nós", que deixam claro sua presença de espírito e empatia.

Seus pleonasmos são descobertos quando fala de seu maior ídolo, o presidente Lula, ou ainda quando repete grande frase de Papa Francisco: “Nenhum trabalhador sem direito, nenhum camponês sem terra, nenhuma família sem casa“. Mas é em uma passagem de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, que Zé Maria encontrou um jeito de traduzir a vida: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

Zé Maria segue para mais um desafio, será pré-candidato a uma vaga na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes e leva de seus companheiros de luta mensagens de agradecimento e boas novas:

"O Zé Maria representa uma forma diferente de ver e fazer sindicalismo. Primeiro, pela sua persistência e por ser um dirigente incansável. Segundo porque tem uma sensibilidade como poucos, alternando momentos de ternura e firmeza. Sua vontade em aprender, se aperfeiçoar sem perder a relação com o chão de fábrica, também é notável. Acho essa a lição mais importante que fica não só para os dirigentes que virão, como para todos que um dia trabalharam com ele: é preciso dialogar, encontrar caminhos, mas sem perder as raízes e as convicções. Desejo a você, Zé, toda sorte nas suas novas empreitadas."

Rodrigo Leão, pesquisador do INEEP

“O que mais admiro nestes anos todos de convívio com o Zé Maria é a sua lealdade aos seus ideais de justiça social e a sua responsabilidade com interesses da classe trabalhadora. ”

Breda, ex-coordenador do Sindipetro NF

“Com certeza Zé Maria combateu o bom combate e, como nos disse, ajudará na luta por um mundo melhor, mais justo e igualitário, em outras trincheiras; agora, a partir da cidade que traz em seu nome a força dos verdadeiros descobridores e donos do Brasil. Saiba que aprendemos muito contigo nesse período e isso vai nos ajudar a seguir em frente nessa luta, que é contínua. Pode contar conosco nesse novo projeto, Zé, que será de suma importância para as eleições de 2022 e para termos mandatos no Legislativo com os pés no chão que a classe trabalhadora pisa, para um dia termos hegemonia na sociedade”.

Deyvid Bacelar, Coordenador Geral da FUP

“Companheiro Zé Maria!

Foi um privilégio poder trabalhar ao teu lado, bem como ao de todos e todas, nesses seis anos. Uma jornada complicada, um caminho tortuoso e pedregoso, mas disposição de luta não faltou. Não importam as dificuldades, os tropeços, os equívocos, as dores, as mágoas ou as lágrimas. Foram seis anos intensos, em que o País viu crescer uma construção histórica, que não conseguiu encontrar o pedestal do "O petróleo é nosso!", mas demonstrou a força da união de uma categoria.

Desafiamos o Executivo, o Legislativo e o Judiciário com uma pauta pesada e, fundamentalmente, nacionalista! Que desnudou o perfil entreguista da maioria dos políticos brasileiros! Fizemos e faremos história pelos nossos atos, por nossa organização, principalmente por termos grandes lideranças que garantiram permanência no caminho certo da história. Segues um novo caminho, um novo desafio, não menos difícil e nem menos complexo. Então, muito sucesso e conte com a gente. Um abraço, do tamanho do Rio Grande!”

Maia, Sindipetro RS

“Nos meus seis anos de sindicalismo, três anos fazendo parte desta direção, muito me honra e me orgulha que tenha sido nesse mesmo período sob sua coordenação. Certamente uma liderança que ensina e inspira. Certamente ainda travaremos muitas batalhas juntos, como me disse um dia. Obrigado por tudo até aqui. Que o destino ainda lhe reserve grandes voos para o bem de nós e do povo. Grande abraço, meu amigo!”

Alex, Sindipetro PR

Para nós que assumimos tarefas sindicais, alguns já com tarefa na federação, foi um período de desafio enorme. Agradeço enormemente a paciência e carinho que o Zé recebeu essa nova geração. Sua liderança pelo exemplo se tornou um momento de formação política. Muitas vezes uma frase sábia com a tratativa carinhosa conosco que não tínhamos a mesma bagagem, nos dava uma base sólida e coragem para seguir a luta. Seguir em frente nesse contexto político só é possível por estarmos suportados por ombros como do companheiro José Maria.

Finamori, Sindipetro MG

“Satisfação e grande aprendizado ter te apoiado e participado da batalhas e lutas, a certeza que estávamos corretos nas derrotas e a alegria da conquista com as vitórias!

Um orgulho era ao procurá-lo à frente e não o achar, ao olhar ao lado e o ver. Tínhamos nossa liderança ao nosso lado, assim foi seu exemplo de liderança! Siga para uma nova jornada de lutas, amigo e companheiro Zé Maria!”

Urpia, Sindipetro BA

“Zé, meu camarada, você sempre será uma referência de luta para os petroleiros e petroleiras. Foi uma honra estar ao seu lado em tantas batalhas. Boa sorte em suas próximas empreitadas. Conte conosco, sempre!”

Paulo Neves, Sindipetro AM

“Caro Zé Maria, em seu relato de despedida você deixa um legado de luta, sabedoria e muita habilidade em vários momentos, testemunhados por nós, sindicalistas, e que muito me ajudou na minha formação. Um forte abraço, sucesso!”

Lourenzon, Sindipetro PB

“Zé, você esqueceu de dizer que foi eleito no Nordeste, mais especificamente em Natal, não poderia deixar de citar. Obrigada pelas parcerias, pelos ensinamentos, pelas lutas! Sucesso nas muitas batalhas que temos à frente! Viva a luta! Viva a militância!”

Fafa, Sindipetro RN

“Zé, foi muito bom lutar ao seu lado, você é um exemplo, um grande companheiro. Te desejo muita saúde e curta sua vida com toda intensidade. Seguiremos firmes!”

Anacelie, Sindipetro PR

“Zé Maria, nem tenho palavras suficientes para agradecer todas as vezes que sua luta e exemplo me ajudaram a ter esperança para continuar. Parabéns pelo legado que deixa. São poucas as pessoas que conseguem, em tão pouco tempo, um currículo com tantas vitórias e uma lista de amigos e admiradores como você conseguiu. Com certeza sua missão é algo grande, e você tem sido valente para seguir e enfrentar o caminho para seu destino. Que Deus te abençoe sempre nessa jornada.”

Priscila, Sindipetro ES

Zé Maria é uma pessoa extremamente leal, justa e de um coração imenso, que sempre se preocupou com o lado humano, que se emociona e cativa a todos e todas, faz política por opção e ideologia, e por isso consegue ser objetivo nas suas falas e ações.

Vivemos vitórias e derrotas, mas sem dúvida fizemos a boa luta e não nos arrependemos de nossas escolhas. Estamos juntos, meu amigo! Mais lutas teremos!

Castellano, Sindiquímica PR

Zé Maria, a luta tem sido tão árdua que às vezes esquecemos tudo o que fizemos. Seu breve relato nos faz lembrar dessas difíceis lutas, mas em especial das bravas decisões que, tenho certeza, se estamos resistindo, é porque essas decisões foram tomadas e colocadas em prática. Boa luta na sua nova frente, e seguimos juntos!

Mirian, Sindipetro RS

Companheiro e amigo Zé Maria, lutar ao seu lado e com sua coordenação sempre nos mostrou que estamos do lado certo, e uma forma de lhe dizer obrigado por todo seu companheirismo e amizade é ter a certeza de que onde você estiver os trabalhadores e trabalhadoras estarão representados, conte com este amigo sempre, e sucesso.

Acácio, Sindipetro AM

 

Se Zé Maria tivesse revisado este texto, como fez com milhares nestes seis anos como coordenador geral da FUP, com certeza pediria para incluir mais este ditado: “A esperança é a última que morre.”

 

por Maria João Palma, jornalista da Federação Única dos Petroleiros

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás
Segunda, 01 Junho 2020 21:54

A luta antifascista é permanente

Tempo de falar o óbvio. Todas as pessoas são iguais. Pessoas de qualquer cor, classe social e com orientação sexual ou gênero, são iguais. Se a cada instante faz-se mais necessário falar e escrever o óbvio, é porque a onda conservadora insiste em ganhar força, seja pelo autoritarismo que aparece atualmente na política ou também pela forma como se expressam grupos que pregam o ódio e a intolerância contra negros, mulheres, pobres e gays, por exemplo.

A Federação Única dos Petroleiros junta-se à luta antifascista munida da sua principal arma, a força da representatividade da categoria petroleira, e mais uma vez coloca-se ao lado dos oprimidos e se opõe a tudo que gera a desigualdade social. Nesse momento, será pela informação divulgada em nossos canais que alertaremos das características do fascismo para que a população saiba indentificá-lo e desmascará-lo de forma permanente.

Como afirma Gerson Castellano, diretor da FUP, neste momento se alguém é contra o antifascismo é porque é fascista, não há meio termo.

FUP, antifa.

Publicado em Movimentos Sociais

A pandemia do novo Coronavírus obrigou os governos a fechar fronteiras e impor o isolamento social em todo mundo.

Isso prejudicou a circulação de mercadorias e pessoas, inibiu o consumo e a produção, gerou milhões de desempregos e colocou a economia de todos os países em recessão.

Diante desse quadro, especialistas da área da previdência complementar estudam os impactos da recessão da economia nos mercados financeiros e seus reflexos para os Fundos de Pensão.

Para falar desse assunto, a FUP convidou Henrique Jaguer, economista e ex-presidente da Petros, Claudia Ricaldoni, diretora da ANAPAR e membro do CNPC- Conselho Nacional de Previdência Complementar e Luís Felipe, assessor previdenciário da FUP e da ANAPAR.

Assista ao programa que vai ao ar pelo canal do youtube da FUP nesta quinta, 28/05, às 10 horas.

Serviço:

Live “Os impactos da pandemia na economia e seus reflexos para os fundos de pensão

Quando: Quinta, 28/05

Horas: 10h

Onde:  https://www.youtube.com/ c/fupbrasil e www.facebook.com/fupetroleiros

Convidados:

Luiz Felippe Fonseca, economista com curso de extensão de Gestor na Fundação Dom Cabral e MBA em saúde no IBMEC. Trabalhou por 24 anos na Petros em várias áreas da Diretoria de Seguridade e atualmente é Sócio Diretor da consultoria EST Seguridade.

Claudia Ricaldoni, foi presidente da Anapar de 05/2010 a 05/2016, vice presidente da Anapar de 06/2016 a 05/2019. Diretora da Regional Anapar Minas Gerais/Espírito Santo Membro titular do CNPC.

Henrique Jaguer, economista com experiência em Gestão Empresarial Baseada em Valor e Controle de Risco e em planejamento estratégico, reestruturação organizacional, aquisições/fusões, gestão de ativos/passivos, governança corporativa e negociação. Graduado em Economia pela UFRRJ, com pós-graduação em Teoria Econômica na UFF e pós graduação em Contabilidade, Controladoria e Finanças, em andamento na FIPECAFI.

Publicado em Sistema Petrobrás

O SINDIPERO-RN protocolou nesta terça-feira, 25, um ofício (nº 070/2020), em caráter emergencial, exigindo que a Petrobrás que todas as instalações e unidades da Estatal e demais empresas contratadas off-shore e on-shore do Rio Grande do Norte, onde tenham sido registrados casos de Covid-19 sejam isoladas para desinfecção. O texto ainda se refere aos trabalhadores e trabalhadoras suspeitos ou não-suspeitos, inclusive seus dependentes, sejam testados e mantidos em quarentena, conforme as orientações e protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das autoridades sanitárias do país, estado e municípios.

Ocorre que, no último sábado, dia 23, chegou ao conhecimento do Sindicato que, a exemplo do que ocorreu no Ceará, diversos casos de contaminação foram registrados nas plataformas da Petrobrás no Campo de Ubarana do Rio Grande do Norte, tendo os trabalhadores sido desembarcados e colocados em quarentena. Mas, essas informações não são oficiais, ou seja, a empresa não se digna a informar ao SINDIPETRO-RN – e não se sabe, também, se informa as autoridades sanitárias a nível estadual e municipal - sobre qual a real situação da Covid-19 em todas as suas unidades e instalações do Estado, inclusive, suas subsidiárias e coligadas, o que é muito grave e preocupante.

Risco eminente

Cabe ressaltar que os ambientes de acomodações de hotelaria nas plataformas, unidades operacionais e embarcações são bastante reduzidos visando a acomodar o maior número de pessoas em camarotes duplos, triplos e até quádruplos, sendo público e notório que esse tipo de dificuldade para estabelecer o distanciamento e isolamento social favorece o contágio pelo Covid-19.

Descaso

Como todos sabem a pandemia do Covid-19 avança de forma dramática em todo o país notadamente nos ambientes de trabalho o risco de contaminação tem se revelado extremamente grande, inclusive, com relação ao Sistema Petrobrás, graças a política de desvalorização de direitos trabalhistas e de proteção, à vida, adotada pela gestão de Castelo Branco – indicada pelo atual presidente da República.

No último boletim, publicado no dia 18 de maio, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que até àquela data, 573 empregados próprios haviam sido infectados pelo Covid-19, e entre estes, 330 já estão recuperados, enquanto outros 243 ainda se encontram em quarentena. Porém, foi divulgado no boletim anterior que entre os trabalhadores e trabalhadoras terceirizados esse número era de aproximadamente 800 pessoas.

Lamentavelmente apesar da Federação Única dos Petroleiros e seus Sindipetro’s filiados – entre os quais o SINDIPETRO-RN - solicitarem de forma constante informações sobre a pandemia no Sistema Petrobrás, a gestão dessa Companhia insiste com sua postura desrespeitosa e antidemocrática de ignorar as entidades sindicais e não revela os números oficiais e, igualmente, não apresenta os protocolos que estão sendo utilizados na prevenção e combate ao coronavírus, tornando a situação ainda mais difícil e perigosa para a força de trabalho, seus familiares, amigos e comunidades onde os petroleiros próprios e terceirizados residem.

Responsabilidade

Neste sentido, o SINDIPETRO-RN cobra, mais uma vez, informações oficiais sobre a situação da Covid-19 no ambiente Petrobrás no Rio Grande do Norte e, ao mesmo tempo, em que solicita também, informações sobre quais as que estão sendo adotadas para garantir um ambiente de trabalho seguro e que seja capaz de proteger os trabalhadores e trabalhadoras contra o contágio pelo coronavírus, e quais as medidas protocolares para prevenir e combater a pandemia.

Por oportuno, estamos comunicando que uma cópia desse ofício será enviada a todos os órgãos de fiscalização sanitária e trabalhista, como também, autoridades estaduais e municipais onde a Petrobrás, suas subsidiárias, coligadas e demais empresas contratadas mantém atividades produtivas operacionais ou em hibernação, quando for o caso.

[Via Sindipetro-RN|Foto: Christian Vasconcelos]

Publicado em Sistema Petrobrás

Três trabalhadores da Petrobrás e cinco terceirizados (Manserv e Bureau Veritas) de P-40 desembarcaram no sábado com suspeita de COVID-19. Como os aeroportos de Campos e Macaé estão fechados, o desembarque aconteceu pelo aeroporto de Jacarepaguá.

Os trabalhadores fizeram o teste e aguardam os resultados. Todos foram hospedados em hotéis da região, com sete dias por conta da Petrobrás. Em paralelo, o Sindipetro-NF segue acompanhando os casos de COVID-19 entre os trabalhadores da Bacia de Campos e reforça a importância da emissão das CATs (Comunicação de Acidente de Trabalho) para garantia de direitos.

A hospedagem de todos os trabalhadores próprios e terceirizados por conta da Companhia é uma conquista da categoria petroleira, a partir de uma reivindicação do Sindipetro-NF, da FUP e demais sindicatos. Os trabalhadores que testarem positivo poderão cumprir a quarentena no hotel, caso prefiram.

O movimento sindical pressionou os gestores da empresa e encaminhou diversas denúncias aos órgãos fiscalizadores, incluindo a Agência Nacional de Petróleo.

É importante que todos saibam desse direito e cobrem por ele. O Sindipetro-NF reforça que os trabalhadores e trabalhadoras continuem a enviar para a entidade relatos sobre o modo como a empresa está se comportando nessa pandemia, para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

A vigilante da plataforma de Manati que foi afastada por apresentar sintomas de covid-19 testou positivo para o vírus. O caso da trabalhadora retrata bem o que está acontecendo no Sistema Petrobrás onde os casos do novo coronavírus vêm se multiplicando em boa parte pela falta de prevenção adequada. A trabalhadora teve contato com outros colegas, que deveriam ter tido acesso ao teste para evitar a propagação do vírus, que é de rápido e fácil contágio, mas isso não aconteceu. Eles continuaram trabalhando normalmente e se tiverem sido contagiados já passaram o vírus para outras pessoas sem saber.

O Sindipetro Bahia vem alertando para o descaso da Petrobrás principalmente em relação aos trabalhadores terceirizados e também para a falta de teste nas unidades. Esse último problema tem se apresentado com mais intensidade na UO-BA.

Até o momento a Gerência Geral não se pronunciou e a campanha de Mergulho da PMNT-1 continua com todos os desvios já relatados, ou seja a meta é concluir a campanha para entregar o Campo à inciativa privada mesmo que para isso precise sacrificar a saúde dos trabalhadores que quando infectados acabam contaminando também seus familiares e amigos.

Agora que o teste da vigilante deu positivo o que a Petrobrás vai fazer? Os que estão embarcados e precisam ser testados vão para um hotel ou vão voltar para suas casas?

Queremos saber também se a vigilante está recebendo assistência adequada e ficaremos de olho para que não sofra perseguição ou discriminação.

Será que o gerente da SEG ou a gerente da Saúde vão sair do seu home office para fazerem uma inspeção na PMNT-1? Não vão. Estão todos com medo. Enquanto isso, os trabalhadores ficam expostos sem contar com a devida proteção.

O jurídico do Sindipetro já foi acionado e verificará as ações que podem ser tomadas diante do descaso da Petrobrás.

Subnotificação

O sindicato foi informado que um operador da empresa terceirizada Exterran da estação Lamarão foi infectado pelo Covid 19 e ficou afastado por 30 dias, mas a Petrobrás não informou esse caso. Foram realizados testes em todos funcionários da estação e, e felizmente, não foi detectado novos casos.

Está cada vez mais claro que a gestão da empresa vem escondendo informações de pessoas infectadas nas áreas operacionais da estatal. O sindicato continuará atento e colhendo informações para passar para a categoria, pois o problema está ai e deve ser enfrentado. Esconder só aumenta o risco da propagação da contaminação.

[Via Sindipetro-BA

Publicado em Sistema Petrobrás

Em uma atitude de perseguição a um dirigente sindical, marca da atual gestão da empresa, a Petrobrás suspendeu o contrato do petroleiro e sindicalista Wagner Fernandes e afirmou que, por ter estabilidade sindical, deverá ajuizar ação para demissão por justa causa.

A desculpa usada pela empresa é patética, críticas que o Fernandes fazia em rede social contra uma outra empresa "parceira". As centrais, federações e outros sindicatos já foram informados.

Em áudio enviado a toda a categoria, o presidente do Sindipetro CE/PI, Iran Gonçalves, diz ser uma atitude "fascista e criminosa que tem consonância com o que pensa o Governo Federal". A assessoria jurídica do Sindipetro CE/PI já tomou providências.

Via Sindipetro CE/PI

Publicado em Sistema Petrobrás

Gestão da Repar convoca trabalhadores em quarentena para voltar ao trabalho. Para o Sindipetro PR e SC uma atitude que traz risco a saúde da categoria, já que a situação em tempos de pandemia é grave e a refinaria pode ser epicentro de contaminação por Covid-19 na região da grande Curitiba.   

Segundo o Sindicato não há explicação para esse descaso com os petroleiros e suas famílias diante da pandemia da Covid-19. A entidade questiona as razões para não se realizar uma testagem em massa na Repar, além disso, se um resultado deu positivo e o outro negativo, não seria necessário um terceiro teste em laboratório de referência para tirar a prova? 

Contradição 

O setor de saúde da Petrobrás precisa se decidir. Basta de brincar com a vida das pessoas. Não é possível trabalhar com ciência de acordo com o gosto do freguês, pois para eles alguns testes são válidos e outros não. 

Para piorar, os trabalhadores recém convocados foram repentinamente avisados da retomada de suas atividades e por telefone. Eles não passaram por qualquer consulta preventiva ou recomendação médica, um absurdo. 

A entidade que defende os petroleiros reafirma que há disparidade no tratamento e na atuação dos responsáveis. “Quando um petroleiro apresenta teste positivo a empresa exige contraprova e coloca em dúvida o resultado, mas quando testa negativo aí parece que é certeza absoluta”, explica Alexandro Guilherme Jorge, diretor do Sindipetro PR e SC. 

Convocar trabalhadores às pressas e nessa situação é como se a vida de cada petroleira ou petroleiro não valesse nada. Algo totalmente irresponsável, acobertado pela atual gestão Castello Branco e que deixa a categoria preocupada. 

Surreal 

A atitude da gestão da Repar significa dizer “e daí” para os números superlativos de óbitos oriundos do Covid-19 no Brasil. Só hoje (21/05), nas últimas 24h, foram 1.188 mortes, num total que já passou de 20 mil! 

Hoje os petroleiros sofrem com o descaso total da Petrobrás. Estão sem orientação de isolamento domiciliar, sem orientação e testes aos familiares e sem testes PCR para confirmar ou não o resultado positivo para Covid-19. 

Certa vez o diretor de cinema Marcelo Masagão precisava de um nome para seu filme que retratava a banalização da vida e da morte através de imagens do século XX. O longa é uma reflexiva obra de arte de um período que também serve para este momento histórico. 

Naquela época o diretor encontrou a frase perfeita para o seu trabalho: “Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos”. Parece que é isso que os gestores da Repar querem fazer com os trabalhadores em quarentena. 

Ah! Esse nome ele encontrou escrito na entrada de um cemitério.

Testagem a passos de tartaruga

Mesmo diante de vários trabalhadores com diagnóstico positivo para o novo coronavírus, a gestão da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, continua a agir de forma negligente. 

Na semana passada, quando surgiram os primeiros resultados positivos para Covid-19, foram testados os empregados do Grupo de Turno A. Já nesta semana foi a vez dos trabalhadores do Grupo E. 

Conforme o cronograma divulgado pela empresa, na semana que vem serão submetidos ao exame os funcionários do regime de horário administrativo. 

Neste ritmo lento, a conclusão da testagem de todo o quadro de empregados pode levar mais um mês. Infelizmente a gestão da refinaria atua com desprezo à vida e demonstra preocupação apenas com produção e lucro. Se morrer alguém, a resposta pode ser parecida com a do presidente: e daí?

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em denúncia encaminhada à Coordenadoria Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário do Ministério Público do Trabalho, a FUP cobrou a responsabilização dos gestores do Sistema Petrobrás por omissão de dados relativos à pandemia da covid-19, inclusive ocultação de trabalhadores infectados e até mesmo óbitos. Na denúncia, a Federação também cobra a apuração de fatos graves relatados por trabalhadores relativos à negligência dos gestores na prevenção e combate à doença.

"É notório o elevado índice de contaminação nas unidades da Petrobrás, seguidamente noticiado pela grande imprensa. Não exagero em afirmar que a Petrobrás, dissemina o vírus pelo País, a partir do desembarque de trabalhadores", denuncia a FUP no documento de quatro páginas encaminhado nesta quinta-feira, 21, ao MPT e também à Diretoria de Portos e Costas da Marinha, à Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A notificação feita pela FUP ressalta as ilegalidades cometidas por gestores da Petrobrás e subsidiarias que, além de descumprirem protocolos de segurança e ignorarem as recomendações da “Operação Ouro Negro”, ocultam deliberadamente informações de trabalhadores terceirizados contaminados e omitem pelo menos quatro mortes em decorrência da covid-19: dois petroleiros próprios, um funcionário da empresa Halliburton, que prestava serviço em uma unidade da Petrobrás na Bahia, e outro, trabalhador de uma terceirizada da Transpetro, no Amazonas.

Os quatro óbitos ocorreram entre primeiro de abril e 10 de maio, mas nenhum foi notificado aos devidos órgãos fiscalizadores. Da mesma forma, não houve emissão de Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT) para nenhum dos trabalhadores mortos, nem para os que são diariamente contaminados no ambiente de trabalho. 

Os trabalhadores terceirizados infectados e suspeitos de contaminação são maioria entre os que atuam nas instalações do Sistema Petrobrás. "E nas mesmas unidades temos casos comprovados, de empregados terceirizados, que em lugar de acompanhamento estão sendo demitidos", relata a FUP ao MPT e demais órgãos fiscalizadores.

O documento chama ainda a atenção para a negligência dos gestores em relação ao monitoramento de trabalhadores em contato com casos suspeitos: "O monitoramento é escasso para empregados da Petrobrás, muitas deles sequer recebendo um telefonema, e absolutamente inexistente quanto aos trabalhadores terceirizados".

Na denúncia apresentada, a FUP também cobra informações relativas aos casos comprovados de trabalhadores contaminados no Sistema Petrobrás: quantos trabalhadores suspeitos de estarem contaminados foram identificados e comunicados à ANP e em quais datas, unidades e respectivos empregadores; e quais unidades, de quais empregadores, foram fornecidas máscaras individuais para minimização do contágio e em quais datas.


Leia também:

> Pandemia expõe a falência do SMS da Petrobrás


[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A partir das denúncias apresentadas pela FUP sobre irregularidades na aprovação e criação de uma entidade privada para gerir a Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) dos trabalhadores do Sistema Petrobrás, o deputado federal Paulo Ramos (PDT/RJ) ingressou com representação junto ao Ministério Público Federal, cobrando investigação dos fatos.

O MPF instaurou a investigação e o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, já foi notificado e, portanto, terá que responder aos questionamentos do órgão.

Sem negociação com as entidades sindicais e descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho, a diretoria executiva da Petrobrás e o Conselho de Administração da empresa autorizaram a privatização da gestão do plano de saúde, que atende cerca de 285 mil petroleiros, aposentados e seus dependentes.

A AMS, que atualmente é autogerida pelo RH da Petrobrás, conta com uma rede credenciada de 16.700 estabelecimentos de saúde em todo o país. É esse patrimônio que a gestão Castello Branco está entregando a uma associação privada, através de um processo cheio de irregularidades, feito sem transparência e à revelia das representações dos trabalhadores. 

A direção da Petrobrás contratou ao custo de R$ 600 milhões uma consultoria, a Deloitte Touche Tohmatsu, só para criar a entidade que será responsável pela gestão do plano. Para a constituição do patrimônio da associação, a empresa desembolsará mais R$ 2 bilhões, além de R$ 30 mil mensais com uma assessoria específica para fazer a transição. 

Como se não bastasse este impacto bilionário nos cofres da empressa para entregar à iniciativa privada um patrimônio valioso como o da AMS, a gestão da Petrobrás descumpriu o acordo firmado com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em novembro do ano passado, quando se comprometeu a ampliar a participação dos trabalhadores na fiscalização e acompanhamento da gestão do plano de saúde. 

A FUP denunciou o fato ao TST e cobrou a reabertura da mediação, o que foi aceito pelo vice-presidente do Tribunal, ministro Luiz Philippe, que desarquivou a mediação do Acordo Coletivo de Trabalho, pactuado em 4 de novembro de 2019.

Em live realizada nesta quinta-feira, 21, a FUP voltou a denunciar os prejuízos que os beneficiários da AMS terão com a privatização da gestão do plano e os interesses escusos por trás desta medida.

 

 [FUP]

 

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 1 de 98

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram