A categoria petroleira, na Bahia, em assembleias que começaram no domingo, 27/10, está aprovando os indicativos da FUP de aceitação da nova proposta intermediada pelo TST, após a inclusão de itens propostos pela Federação.

Os petroleiros também estão ratificando a decisão da suspensão da greve que seria iniciada no sábado 26/10, caso não houvesse avanços na negociação.

Os trabalhadores também estão aprovando a realização de uma greve, caso a direção da Petrobrás volte atrás e não  cumpra com o último acordo intermediado pelo TST, que só foi alcançado devido à mobilização da categoria e os esforços da FUP de dar continuidade às negociações.

As assembleias vêm sendo marcadas por muito debate e defesas contra e a favor dos indicativos da Federação e do Sindipetro Bahia. A categoria tem se mostrado disposta a participar das mobilizações e bastante preocupada com o futuro da Petrobras no Nordeste.

A categoria vem concordando com a direção do Sindipetro e a FUP de que é preciso virar a página do ACT para focar no que é mais importante: a luta para garantir os empregos e os postos de trabalho, seja de trabalhadores próprios ou terceirizados.

No edifício Torre Pituba, a assembleia foi marcada por muitas perguntas e pedidos de esclarecimentos feitos pelos trabalhadores. Foram cerca de três horas de debate antes da votação.

Veja abaixo como votaram os trabalhadores, por unidade, até o momento:

Torre Pituba

Votação do Indicativo da FUP aprovação acordo e suspensão da greve:

A favor – 350

Contra – 158

Abstenções – 07

 Indicativo de greve em caso de não assinatura:

A favor – 291

Contra – 85

Abstenções – 13

 Taquipe

Votação em bloco do Indicativo da FUP:

A favor – 97

Contra – 05

Abstenções – 03

 FAFEN ( UTE RA- BA 1)  Grupo D

Ratificar a suspensão da greve

A favor –  11

Contra – 06

Abstenção – 01

Aprovação da proposta de TST

A favor – 05

Contra – 12

Abstenção  -01

 Aprovação da Greve caso a Petrobras rejeite a proposta do TST

A favor – 11

Contra – 01

Abstenção-  07

 Veja abaixo, os pontos que foram assegurados e que proporcionaram uma melhoria no ACT

> Reajuste da AMS pelo índice VCMH, a partir de março de 2020, limitando em 30% a participação dos trabalhadores no custeio do plano.

> Garantir que a implantação do turno de 12h nas bases de terra seja feita somente mediante negociação regional entre a Petrobrás e os sindicatos.

> Limitar as horas extras a 2h por jornada; o excedente terá 50% pagos e o os outros 50% destinados ao banco de horas; criação de um Grupo de Trabalho Paritário para definir limites do banco de horas.

> Incorporação da cláusula que já consta no ACT da Transpetro sobre recolhimento e repasse das mensalidades sindicais

> Compromisso do TST em manter o mesmo teor da proposta de Acordo Coletivo para as subsidiárias e Araucária Nitrogenados

 Na Bahia, as assembleias prosseguem até a sexta-feira, 01/11 e serão realizadas em todas as unidades do Sistema Petrobrás.

 Clique aqui para ver o calendário de assembleias

[Via Sindipetro-BA]

 

Publicado em Sistema Petrobrás
Quinta, 24 Outubro 2019 15:50

Orientações para a greve

A categoria petroleira se prepara para dar inicio à greve, a partir da zero hora do dia 26/10,  por avanços nas negociações e pela garantia de empregos e direitos. O movimento paredista será por tempo indeterminado e com parada de produção.

A Petrobras já foi comunicada formalmente. Localmente, o Sindipetro Bahia notificou a Companhia um pouco antes, tendo a categoria cobertura jurídica para realizar greve já a partir das 18h do dia 25/10.

A orientação do Sindipetro é que todos os funcionários continuem a se deslocar normalmente ao local de trabalho nos horários das respectivas escalas.

Por estratégia, o momento exato de paralisação será deflagrado pela direção sindical na porta das fábricas e escritórios. A partir de então, se iniciará realmente a greve.

Movimento legitimo

O mais forte instrumento de luta dos trabalhadores, a greve é um direito garantido na Constituição. Portanto, o movimento dos petroleiros é legal e deve ser realizado, como sempre foi, seguindo as determinações da lei, que valem para os dois lados: patrão e empregado.

No entanto, estamos vivendo um momento atípico, em que a alta gestão da Petrobrás vem tomando atitudes autoritárias, sem transparência e antissindicais. Há também uma forte pressão sobre os trabalhadores. Não é à toa que o Ministério Público do Trabalho criou uma força tarefa para investigar denúncias de assédio que estão sendo feitas pelos próprios trabalhadores da empresa, o que levou o MPT a falar de assédio organizacional na Petrobrás.

Diante dessa conjuntura, a direção do Sindipetro Bahia orienta a categoria a seguir alguns padrões, posturas e regras que vão garantir a sua segurança física e jurídica, assim como os seus direitos como grevista.  As orientações devem ser seguidas pelos trabalhadores próprios e terceirizados. Veja abaixo:

– Não assine nenhum documento individual encaminhado pela Petrobrás

– Caso a Petrobras insista que você assine qualquer documento que, por exemplo, dê a sua autorização para que permaneça na unidade durante a greve, não assine.

– Em resposta à Petrobrás, o trabalhador deve apresentar a carta modelo, elaborada pelo jurídico do Sindipetro e exija uma via de recebido (clique aqui para ver a carta – imprima, preencha e assine).

– Não antecipe a sua jornada e nem permaneça no seu posto de trabalho após o fim do seu horário de trabalho

– Não durma na unidade operacional

– Denuncie ao Sindipetro qualquer tipo de assédio que venha a sofrer para que a entidade sindical tome as providências jurídicas cabíveis

– Ao se sentir pressionado, grave as conversas com a gerência e encaminhe o áudio para o Sindipetro (veja abaixo os canais de comunicação). Precisamos comprovar as situações de assédio.

– As provas de assédio farão parte das ações que a assessoria jurídica do Sindipetro irá impetrar na justiça para criminalizar todos os gerentes e supervisores que estejam assediando os trabalhadores

– Quando o gerente ou supervisor for lhe assediar, lembre que ele também participou das assembleias que decidiram pela greve, e, portanto deve respeitar a decisão da maioria.

– Ao chegar ao local de trabalho durante a greve, junte-se à direção sindical e movimentos sociais nos piquetes, em todas as frentes. O sindicato vai precisar da ajuda de todos e todas. Uma greve vitoriosa só pode ser feita com a participação de toda categoria.

– Converse com o seu companheiro e não ceda à pressão das gerências.

– Lembre-se que é ilegal o trabalhador da Petrobras dar ordens a trabalhador terceirizado em período de greve

– A greve é um direito previsto em lei, portanto, durante o movimento paredista o seu contrato de trabalho estará suspenso e não poderá haver demissões.

Terceirizados

O Sindipetro recebeu denúncias que os trabalhadores terceirizados também estão sendo assediados por supervisores e gerentes da Petrobrás. O sindicato já está recolhendo informações sobre esses casos para responsabilizar judicialmente esses assediadores.

Canais para denúncias

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WhatSapp Sindipetro (71) 99924-2999

O trabalhador também pode procurar diretamente algum diretor do SindipetroClique aqui para ter acesso à lista com os nomes e telefones dos diretores

Clique aqui para ler e baixar a cartilha de greve

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Quase 700 trabalhadores e trabalhadoras recepcionaram com aplausos a oficial de Justiça que entregou, na manhã desta quinta-feira (17), ao gerente do departamento jurídico da Petrobras, a liminar que impede o fechamento da estatal na Bahia e a transferência dos trabalhadores e trabalhadoras para outras unidades.

A comemoração dos trabalhadores, que aplaudiam, gritando seu nome, emocionou a oficial de Justiça, que em lágrimas  cantou o hino nacional, junto com as centenas de pessoas que se aglomeravam no hall de entrada da Torre Pituba, sede central da Petrobras, em Salvador.

Veja o vídeo da comemoração dos trabalhadores do Sindipetro/Bahia

 

 “Estamos muito felizes, mas sabemos que a Petrobras deve recorrer da liminar. Mas vamos tentar sensibilizar os desembargadores para que eles tenham conhecimento do que pode ocorrer na Bahia se a liminar for cassada”, explica Jairo Batista, coordenador - geral do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro/BA).

Os impactos na economia do Estado, a perda de emprego e renda de milhares de pessoas, são os principais argumentos dos petroleiros para impedir a decisão da direção da estatal, que não ouviu os mais impactados com a medida, os trabalhadores e a sociedade local. A direção da Petrobras vem trabalhando em sintonia com o projeto neoliberal econômico do ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, e com a aprovação de Jair Bolsonaro (PSL), de desmonte das estatais para entregá-las ao mercado financeiro internacional.

“São três mil companheiros e companheiras que podem perder seus empregos. São dois mil contratados diretos da Petrobras e outros mil indiretos. Além disso, o fechamento da Petrobras trará um impacto gigantesco no comércio local. A região em torno da Torre Pituba é tomada de escritórios, consultórios médicos, centros empresariais, shoppings, serviços e gráficas. É todo um arcabouço de serviços que orbitam em torno da Petrobras”, conta Jairo Batista.

Um calendário de lutas contra o fechamento da estatal já está sendo realizado pelo sindicato dos petroleiros e a possibilidade de uma greve geral dos trabalhadores da Bahia não está descartada.

“É importante que os trabalhadores se mantenham mobilizados porque não está descartada a deflagração de uma greve geral no próximo dia 26 de outubro”, diz Jairo.

No próximo dia 28 (quinta-feira), às 9h da manhã, será realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Salvador. Também deverá ser realizada nos próximos dias, com data a ser confirmada, uma palestra com procuradores do Trabalho sobre relações de trabalho e direito de greve, no Hotel Fiesta, ao lado da sede da Petrobras.

O importante papel do Sindipetro/BA na conquista da liminar

A vitória dos trabalhadores foi graças à atuação do Sindipetro/BA que demonstrou durante a audiência de conciliação entre a Petrobras e o sindicato, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT/BA), que a direção da estatal promovia assédio moral e pressão contra os trabalhadores para que eles não questionassem a transferência e o fechamento da empresa.

“O Sindipetro realizou uma série de oitivas junto ao MPT para darmos ciência aos procuradores das atrocidades, assédio moral e pressões que a empresa fazia junto aos trabalhadores para que fossem transferidos sem negociação. Levamos ao MPT mais de 40 companheiros que deram seus depoimentos sobre a atuação de gerentes e diretores da Petrobras na Bahia”, explica Leonardo de Souza Urpia, diretor do Sindipetro/BA.

O MPT instaurou um procedimento de mediação, mas a Petrobras não apresentou nenhuma possibilidade de suspensão de transferência, nenhum plano de diálogo ou cronograma. Somente informou que estaria desmobilizando todos os edifícios por decisão da alta direção.

 “Após a mediação, já na primeira audiência, o MPT ingressou com a medida judicial a partir das informações do Sindipetro e também pela negação da Petrobras em negociar”, conta Urpia.

O MPT entrou com ação na Justiça do Trabalho e o juiz Danilo Gaspar, da 6ª Vara de Salvador concedeu a liminar. A decisão proferida proíbe a estatal de transferir seus empregados de seus atuais locais de trabalho no estado e também de criar programas de demissão voluntária.

[Via CUT]

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Acontece agora na Assembleia Legislativa do estado, grande Ato em Defesa da Petrobrás na Bahia, que reune parlamentares de diversos partidos, prefeitos, vereadores, a categoria petroleira e a sociedade organizada. A Assembleia Legislativa do Estado da Bahia está lotada, tanto no auditório, como do lado de fora com aproximadamente 2 mil pessoas.

O Coordenador Geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel e o economista e pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP), William Nozaki estão presentes e vão falar sobre a gravidade da situação, que atinge não só os funcionários próprios e terceirizados da Petrobras, como também diversos municípios e o estado da Bahia, que vão perder receitas como ISS e ICMS e também com a transferência dos trabalhadores concursados para outros estados, o Sindipetro Bahia está tentando criar uma rede suprapartidária, envolvendo, inclusive parlamentares e prefeitos de outros partidos para trabalhar de forma conjunta pela permanência da Petrobras na Bahia.

Petrobras

A Petrobrás tem hoje, na Bahia, cerca de 4 mil trabalhadores efetivos (concursados) e cerca de 13 mil terceirizados (esse número flutua), espalhados em todas as unidades da empresa.

A estatal já anunciou a venda de diversas unidades como a RLAM, Transpetro, Biodiesel, alguns campos terrestres, localizados na UO-BA, termoelétricas e ainda o fechamento da FAFEN Bahia e, recentemente, a desocupação do Edifício Torre Pituba, transferindo parte dos 1.500 trabalhadores próprios para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo e rescindindo os contratos das empresas terceirizadas, que prestam serviço no Torre Pituba, o que, consequentemente deve levar à demissão dos cerca de 2 mil trabalhadores terceirizados.

Em relação aos trabalhadores concursados, a Petrobrás trabalha em duas frentes: a estatal espera que até junho do ano que vem, destes 4 mil, cerca de 800 façam adesão ao PDV (Plano de Demissão Voluntária). Muitos serão transferidos e poucos devem permanecer na Bahia, sendo alocados na UO-BA (Unidade Operacional). Recentemente, a estatal lançou um PDV específico para aqueles trabalhadores que não têm tempo de aposentadoria.

De acordo com relatos dos empregados, lotados no Torre Pituba, o clima no edifício é muito ruim, inclusive porque “a cada dia a direção da Petrobras deixa mais claro que não há lugar para todos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espirito Santo”.

Os funcionários reclamam também que aqueles que conseguem uma colocação em um desses estados estão sendo transferidos de forma imediata sem tempo sequer para organizar suas vidas.

Além da perda de receita para o estado e municípios, um dos problemas é que esses trabalhadores moram na Bahia há anos, têm vida estabelecida no estado, com filhos matriculados em escolas, esposas trabalhando (muitas também concursadas), casa própria (não pagam mais aluguel) e injetam na economia baiana, com seus salários e benefícios, cerca de 80 milhões de reais por mês. A saída deles para outros estados vai impactar, sem sombra de dúvida, a economia do estado.

O Sindipetro Bahia afirma, mais uma vez, que a justificativa para a saída da Petrobras da Bahia não é técnica ou econômica, mas política. A decisão da Petrobrás foi de retirar esses investimentos do Nordeste e focar em outros estados ou através da venda ou do fechamento de unidades, que ainda são rentáveis e agregam valor à economia do estado.

A Petrobras atua em várias cidades do estado, sendo o único lugar do Brasil onde desenvolve todas as suas atividades econômicas. A estatal tem a RLAM (refino), Transpetro (logística) Fafen (fertilizantes, ureia e amônia) PBIO (Biodiesel), Termoelétricas (energia), Campos Terrestres (produção de petróleo e gás) e EDIBA (prédio administrativo), Liguigás – subsidiária- (engarrafamento, distribuição e comercialização de gás de cozinha) e a BR Distribuidora, que já foi vendida.

Com informações do Sindipetro BA

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Em defesa da educação, milhares de estudantes, professores, profissionais liberais e representantes de diversos sindicatos e movimentos sociais ocuparam as ruas do centro de Salvador na manhã dessa terça-feira, 13/08.

Os manifestantes protagonizaram mais um Tsunami da Educação, movimento que acontece em diversas cidades do Brasil, no dia de hoje, marcando a resistência contra os ataques do governo Bolsonaro à pasta da educação e à ciência.
A diretoria do Sindipetro Bahia participou do ato denunciando os cortes no orçamento da educação, que já passam de R$ 6 bilhões de reais.

 

Com uma faixa, estampando dizeres em defesa do uso do Pré-Sal para a educação e saúde, o Sindipetro denunciou o desmonte do Sistema Petrobrás e a sua consequência para a população e a economia do estado da Bahia e municípios.
A diretora do Sindipetro Christiane Petersen subiu ao trio e falou em nome da entidade, ressaltando a importância da Petrobrás como mola de desenvolvimento econômico e social do país. Ela lembrou do tempo em que os recursos do Pré-Sal eram utilizados para a educação e saúde, através do Fundo Social. “De 2012 a 2018 foram investidos 180 bilhões em educação. Infelizmente, agora, há um retrocesso no país, estamos indo na contramão da história”.
Os ataques do governo Bolsonaro estão atingindo a educação básica, as universidades e institutos federais.
Houve também cortes e bloqueios em milhares de bolsas de pesquisa.

Publicado em SINDIPETRO-BA

Os dirigentes do Sindipetro-BA, em outubro de 2018, por meio da Advocacia Garcez, ingressou com Ação Popular na Justiça Federal da Bahia buscando barrar a hibernação da FAFEN. Os advogados argumentaram mostrando o grave prejuízo que representaria para a região, para o Estado da Bahia e para a segurança alimentar brasileira a saída da Petrobrás do mercado de fertilizantes.

Posteriormente, o Sinpeq (Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos) entrou com ação buscando também barrar a hibernação na Justiça Estadual de Camaçari. Por nossa ação anteriormente proposta, a Justiça Estadual da Bahia decidiu que o processo deveria ser apensado a Ação Popular proposta pelo Sindipetro na Justiça Federal.

O Juízo da 13ª Vara Federal da Bahia, no dia 30 de janeiro, deferiu o pedido liminar do Sinpeq para determinar que a Petrobrás se abstenha de praticar quaisquer atos de hibernação ou paralisação da FAFEN-BA que interrompam ou limitem o fornecimento de insumos ao Polo Petroquímico de Camaçari-BA.

Portanto, no momento, a Petrobrás está proibida de dar prosseguimento à Hibernação. Apesar da decisão não ter sido proferida na  Ação Popular do sindicato, a atuação do Sindipetro-BA foi essencial para a formação da decisão do Juízo. Os processos caminham juntos na Justiça Federal e estaremos atentos a todos andamentos e desdobramentos que possam ocorrer.

FONTE: Sindipetro Bahia

Publicado em Sistema Petrobrás

Cerca de 2 mil trabalhadores do Polo de Camaçari, na Bahia, realizaram na manhã desta quarta-feira (30) um ato em protesto contra o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (FAFEN-BA), anunciado pela direção da Petrobrás para acontecer na quinta-feira (31). Ato semelhante foi realizado também, nessa manhã, na FAFEN Sergipe.

A mobilização teve inicio por volta das 6 horas da manhã, causando engarrafamento nas vias de acesso ao Polo de Camaçari. Os manifestantes se concentraram em frente a unidade de Insumos Básicos da Braskem, de onde saíram em passeata até a porta da FAFEN Bahia, realizando uma assembleia no local.

Devido à importância da FAFEN para a cadeia produtiva do Polo de Camaçari, muitos trabalhadores do núcleo industrial, aderiram ao movimento em defesa da fábrica. Participaram do ato, trabalhadores da Oxiteno, Acrinor, Proquigel, IPC, do Nordeste, PVC, Carbonor, IPC, White Martins, entre outras.

A mobilização foi organizada por diversos sindicatos que atuam no Polo de Camaçari e querem evitar o desemprego que virá em efeito cascata após o fechamento da fábrica de fertilizantes. “Muitos trabalhadores serão demitidos porque diversas empresas do Polo, que dependem dos insumos fabricados pela FAFEN, vão ter dificuldades de se manterem, podendo levar à desindustrialização desse complexo industrial”, alertou o presidente da CUT Bahia, Cedro Silva.

Além do Sindipetro Bahia, participaram da organização do ato os seguintes sindicatos: Sindiquímica, Sindborracha, Sinditticc, Siticcan, Sindcelpa Sintercoba, Sindlimp, Sindmetropolitano, Sispec e Rodoviários de Salvador.  O Sindae também marcou presença no movimento.

Os deputados estaduais Rosemberg Pinto (petroleiro aposentado da FAFEN), Joseildo Ramos, Bira Coroa e o deputado federal Nelson Pelegrino, além dos vereadores de Camaçari Marcelino e Jackson - todos do Partido dos Trabalhadores - compareceram à manifestação e anunciaram uma articulação política conjunta, junto ao governador Rui Costa e à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, com o objetivo de conseguir uma reunião com o ministro da Casa Civil, do governo federal, Onyx Lorenzoni, para mostrar a importância da FAFEN para a economia da Bahia e que há viabilidade na continuidade do seu funcionamento.
 

Unidade e resistência

Na assembleia, realizada com os trabalhadores diretos e terceirizados da FAFEN, durante o ato, houve consenso de que a melhor resposta a ser dada nesse momento é  a unidade da categoria, que será externada através da resistência.

Nesse sentido, foi aprovada a instalação de um acampamento na porta da empresa, a partir dessa quinta-feira, 31. O diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, explica que será uma espécie de vigília permanente. “A ação será coordenada pelo Sindipetro e o Sinditicc e vamos convocar também os trabalhadores que estão em férias e os aposentados para se juntarem a nós”, esclarece Radiovaldo, que já adianta que os trabalhadores não vão obedecer à ordem da direção da Petrobrás de parar a unidade, caso a estatal determine a hibernação imediata da planta.

Os diretores do Sindipetro e funcionários da FAFEN, Jailton Andrade e Valter Paixão, lembraram que não é a primeira vez que a fábrica de fertilizantes é ameaçada e que “da mesma forma como aconteceu no passado, temos, sim, possibilidade de reverter a decisão da Petrobrás, que além de anunciar o encerramento das atividades da fábrica para o dia 31/01, comunicou a intenção de colocar em prática um projeto de arrendamento da empresa. Não vamos esmorecer, essa luta vai continuar”, afirmaram.


Fonte: Sindipetro Bahia

Publicado em Sistema Petrobrás

A precarização das condições de trabalho, fruto das terceirizações e privatizações tem aumentado os riscos de acidentes.

Na madrugada desta segunda, 27 de agosto, Lucian Nobre Santos, 28 anos e torrista da empresa PetroRecôncavo (onde trabalhava há mais de cinco anos) foi vítima de um acidente fatal, quando realizava a atividade de intervenção de limpeza em poço terrestre na sonda PR-02.

O acidente ocorreu na Estrada do 20 mil, onde a sonda está localizada, próximo à Estação São Roque, região metropolitana de Salvador.

A PetroRecôncavo é uma operadora privada de petróleo na Bahia.

O acidente

Segundo relatório inicial, durante movimentação da coluna de produção, houve rompimento do cabo de aço e consequente queda da catarina. O empregado da PetroRecôncavo acidentado estava na mesa do torrista, sendo resgatado na própria mesa. A princípio, não foi atingido pela catarina e a hipótese mais provável é que o mesmo tenha sido atingido pelo cabo de aço rompido.

Após o ocorrido, uma ambulância foi acionada com equipe de resgate, que constatou o óbito no local. Todas as sondas da PetroRecôncavo tiveram suas operações interrompidas preventivamente.

O Sindipetro Bahia presta suas condolências à família e afirma que acompanhará a perícia de perto para apuração mais detalhada do ocorrido. O sepultamento acontecerá amanhã, 28 de agosto, às 11h no cemitério Jardim da Saudade, capela F, em Salvador.

[Com informações do Sindipetro Bahia]

Publicado em Setor Privado

Inúmeras tentativas estão sendo feitas para evitar o fechamento das FAFEN´s Bahia e Sergipe. A luta, de tão abrangente, se tornou suprapartidária e envolve a Federação Única dos Petroleiros, os Sindipetros dos dois estados afetados, a Federação das Indústrias da Bahia, parlamentares, prefeitos e governadores.

Mas destoando e na contramão da história permanece a atual gestão da Petrobrás. Em reunião que aconteceu no dia 30/07, entre o governador da Bahia, Rui Costa, o presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro e secretários do estado, o governo propôs a renúncia fiscal de R$ 60 milhões por ano e o compartilhamento da operação do terminal de regaseificação na Baia de Todos-os-Santos para evitar o fechamento da FAFEN Bahia.

O presidente da Petrobrás disse não. Manteve-se irredutível, reafirmando o fechamento da empresa previsto para o dia 31/10.

Nem o grande impacto econômico que se dará através da perda de receitas para o estado e diversos municípios, a desindustrialização do Polo de Camaçari e o fechamento de centenas de postos de trabalho, foram argumentos suficientes para fazer a direção da Petrobrás mudar de ideia.

Estragos em série

Com a paralisação das atividades da FAFEN-BA, 700 postos diretos de trabalho serão fechados e haverá impactos em toda cadeia produtiva do setor, o que pode aumentar esse número. Os produtos da Fábrica são utilizados como matéria-prima em outras empresas do Polo Petroquímico de Camaçari. A amônia é necessária para a produção da Oxiteno, Acrinor, Proquigel, IPC do Nordeste e PVC; já a ureia é utilizada na Heringer, Fertpar, Yara, Masaic, Cibrafertil, Usiquímica e Adubos Araguaia; o gás carbônico, na Carbonor, IPC e White Martins.

No caso da Carbonor, o impacto será ainda maior. Única detentora de tecnologia de produção de bicarbonato de sódio para uso farmacêutico e em especial para hemodiálise no Brasil, atendendo também a outros países na América do Sul, a empresa terá sua produção seriamente afetada.

 A direção da Carbonor já alertou que o fechamento da FAFEN vai prejudicar milhares de pacientes com problemas renais e que necessitam da hemodiálise para sobreviver.

 Objetivo é o desmonte

 A Petrobrás anunciou na sexta-feira (03/08) um lucro líquido de R$ 17 bilhões no primeiro semestre deste ano. Apesar da FAFEN Bahia, segundo a Petrobrás, ter apresentado prejuízo de R$ 200 milhões, é possível concluir que parte desse lucro se deve justamente ao preço do gás natural que a Petrobrás cobra das FAFEN's, quase quatro vezes o valor do gás que é vendido pelo mercado nos EUA que foi de US$ 2,85/MMBTU (Henry Hub) na cotação da última sexta-feira (03/08/2018).

A FAFEN-BA consumiu, nos primeiros 180 dias deste ano, aproximadamente 207 milhões de metros cúbicos de gás natural para a fabricação de amônia, ureia e CO2. Cobrados da FAFEN-BA a absurdos R$ 1.469/milM3 (US$ 11/MMBTU), a Petrobras faturou, somente da FAFEN-BA no período, R$ 304 milhões.

Isso, por sí só, já justifica a suspensão da hibernação anunciada (https://bit.ly/2AWDmoa)

Não aceitar a oferta do governo de compartilhamento do gás só prova que o objetivo da atual gestão é mesmo a entrega e o desmonte do Sistema Petrobrás.

Quer saber mais sobre o assunto?

https://bit.ly/2vpp226

https://bit.ly/2KyRpQe

https://bit.ly/2nlWMZD

 [Via Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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