[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Alagoinhas, Entre Rios, Dias D´Ávila e Mata de São João. Essas foram as cidades baianas cujos moradores já foram beneficiados pela ação do gás a preço justo, que faz parte da campanha “A Petrobrás fica na Bahia”, organizada pelo Sindipetro Bahia.

Os diretores do Sindipetro, Leonardo Urpía, João Marcos e Mero, percorreram vários quilômetros na semana – de 29/09 a 2/10 – utilizando como meio de transporte o ônibus adesivado que também foi usado na “Vigília Petroleira pela Bahia e pelos Baianos”

Em cada cidade, os diretores, conversaram com a população explicando  a importância da Petrobrás para garantir a comida na mesa e uma vida com melhor qualidade, principalmente para as pessoas carentes. E ainda distribuíram máscaras e álcool em gel.

O botijão do gás de cozinha foi vendido ao valor de R$ 40,00 (o restante foi subsidiado pelo Sindipetro), preço justo levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Na cidade de Alagoinhas, muita gente fez  fila para conseguir o botijão de gás à R$ 40,00. “Acho que essa campanha é de extrema importância principalmente para aqueles que não têm acesso ao botijão de gás. Gostaria muito que o presidente da República revisse o preço do gás e passasse isso pra gente com clareza”, opinou Elisângela, moradora da cidade. Robson, que também chegou cedo à fila, acredita que R$ 40,00 é um valor justo para que o trabalhador e o pai de família possa comprar o gás”.

Para Maria das Graças, moradora de Mata de São João, “o Sindipetro está fazendo um grande trabalho em prol das pessoas da zona rural, que tanto precisam e sofrem”.

Dona Celina, que também mora no município de Mata de São João,  contou que mesmo com os braços doendo, pega um carrinho de mão, um facão e vai para o mato cortar lenha. “O botijão aqui custa R$ 70,00. Muito caro. Então, eu cozinho arroz, feijão, frango, tudo na lenha”. Contente com o preço do botijão a R$ 40,00, dona Celina vai poder descansar os braços e utilizar o gás para cozinhar.                                                                                                                                                

Em Dias D’ Ávila, o morador Carlos indagou: “Como uma pessoa que recebe salário mínimo pode pagar R$80,00 pelo botijão de gás”? Já a também moradora Cleonice disse estar amando essa campanha do Sindipetro Bahia. “O gás está em um valor absurdo. Aliás, não é só gás, é tudo em nosso país. hoje o custo de vida está impossível de encarar”.

O diretor de comunicação do Sindipetro e vice-presidente da CUT Bahia, Leonardo Urpia, que está acompanhando a atividade do gás a preço justo no interior da Bahia, afirma estar muito satisfeito com a repercussão da ação, que faz parte da campanha “A Petrobrás fica na Bahia”.

“Em cada lugar que chegamos, percebemos, ao conversar com a população, o estrago que a mudança da politica de preços da Petrobrás, está causando. A decisão do governo Bolsonaro de produzir os derivados do petróleo em real, mas cobrar da população em dólar, está contribuindo para o empobrecimento e a volta do Brasil ao Mapa Mundial da Fome. Já tínhamos saído desse Mapa no governo Lula, mas  agora voltamos, o que é uma lástima”. afirma, Urpia.

A ação do gás a preço justo segue até o final do mês de outubro, passando por mais cidades do interior da Bahia. Veja calendário abaixo:

06/10 (terça-feira)- Simões Filho

07/10 (quarta-feira)- Candeias

08/10 (quinta-feira) São Francisco do Conde

09/10 (sexta-feira)- São Sebastião do Passé

13/10 (terça-feira) – Feira de Santana

14/10 (quarta-feira)- Ipirá

15/10 (quinta-feira)- Itabuna

16/10 (sexta-feira) – Itapetinga

17/10 (sábado)- Canavieiras

20/10 (terça-feira)- Olindina

21/10 (quarta-feira) – Madre de Deus

22/10 (quinta-feira)- Santo Amaro

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesse sábado, 3 de outubro, a Petrobrás faz 67 anos e a data será lembrada através de uma grande mobilização organizada pelo Comitê de Luta Contra as Privatizações, Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e Plataforma Operária e Camponesa da Água e da Energia.

Segundo os organizadores, o Dia Nacional de Luta em Defesa do Patrimônio do Povo Brasileiro tem o objetivo de apresentar um contraponto à agenda econômica de privatizações do governo federal e fortalecer uma articulação nacional em defesa das empresas públicas e estatais em todo o Brasil.

Além de atos virtuais, acontecem também atividades presenciais em vários locais do Brasil. No Rio de Janeiro, centenas de pessoas vão se reunir para dar um abraço na sede da Petrobrás, representando o cuidado com essa grande empresa e também a importância que ela tem para o povo brasileiro. Nas bases operacionais da estatal também haverá atos, pela manhã, na entrada dos turnos.

Ás 15h ocorrerá outra atividade, o “Ato Virtual pela Soberania Nacional”, que será transmitido também pelas páginas do facebook e youtube da FUP e do Sindipetro Bahia. O ato contará com a presença dos deputados federais Marcelo Freixo (Psol-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), do ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) e dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT). Outras lideranças políticas e sindicais como o Coordenador da FUP e diretor do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, são esperadas.

Na Bahia, berço do petróleo, está programado um ato e uma atividade para a manhã do sábado (3). Os locais escolhidos – o poço do Lobato, onde foi descoberto o petróleo no Brasil e o estaleiro de São Roque do Paraguaçu – representam o inicio e o fim do sonho de um país soberano e autossuficiente em energia.

Tanto o ato no bairro do Lobato, quanto a atividade em São Roque do Paraguaçu acontecem das 10h às 12h, com entrada ao vivo em live na página do Comitê de Luta contra as Privatizações (https://www.facebook.com/comitedelutaemdefesadopovobrasileiro/)

Lobato

Às 10h, em comemoração aos 67 anos da Petrobrás, os diretores do Sindipetro Bahia, darão inicio a um ato simbólico na praça onde fica o monumento ao petróleo, no bairro do Lobato, localizado no subúrbio ferroviário de Salvador, onde foi descoberto o primeiro poço de petróleo do país, marco fundamental da confirmação da presença de petróleo na Bahia e no Brasil.

Para a atividade, foram convidados representantes de diversos sindicatos, centrais sindicais e de movimentos sociais e da juventude. Além da categoria petroleira, parlamentares e de representações políticas do setor petróleo.

Um bolo com a logomarca da Petrobrás e em homenagem aos trabalhadores da estatal será levado ao ato para que todos possam cantar parabéns para essa grande empresa. Também serão distribuídos brinquedos para as crianças do bairro, além de máscaras e álcool em gel.

São Roque do Paraguaçu

A outra atividade acontece no Estaleiro Enseada Paraguaçu, localizado no município de Maragogipe, no Recôncavo baiano, que chegou a ter quase 8 mil pessoas trabalhando em sua construção, sendo que mais de 80% delas eram moradores da própria região.

Mas a abundância, o progresso, renda e empregos levados pela Petrobrás ao pequeno município se desfizeram, de forma abrupta, pela Operação Lava Jato que levou à paralisação das obras e operação do estaleiro Enseada Indústria Naval, provocando, desemprego em massa, abandono, falência e endividamento de muitos comerciantes e pequenos empresários que abriram negócios no local atraídos pela oportunidade, mas acabaram perdendo tudo o que investiram.

São Roque do Paraguaçu é hoje o retrato da devastação da indústria do petróleo após a Lava Jato.

Fonte –Sindipetro Bahia

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[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

A direção do Sistema Petrobrás vendeu para a 3R Petroleum, o Polo Rio ventura, composto pelos campos de exploração e produção de petróleo e gás de Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga e Tapiranga Norte, localizados nos municípios de Catu, Mata de São João, Pojuca e São Sebastião do Passé, na Bahia.

Por uma decisão empresarial, a direção da Petrobrás vem, intencionalmente, diminuindo os investimentos nos seus campos terrestres e de águas rasas.

Apesar de alguns desses campos estarem em operação há cerca de 60 anos ou até mesmo quase 80 anos como é caso do Campo de Candeias – descoberto em 1941 – eles ainda têm potencial, mas precisam de manutenção contínua para evitar que aconteça um declínio acentuado de sua produção. Nos Estados Unidos, por exemplo, há campos de produção terrestre de petróleo que operam há quase 100 anos e continuam dando retorno e lucratividade para aqueles que detêm o seu controle.

Devido à falta de investimento e de manutenção da gestão do Sistema Petrobrás nos campos terrestres, a perda de produção na Bahia é gigantesca e vem penalizando diversos municípios que apresentam prejuízos na arrecadação de royalties e ISS, gerando um grande revés em suas economias.

Renúncia de receita

Em um ano, só na Bahia, houve a perda de aproximadamente R$ 1 bilhão, gerada pela diminuição proposital da produção de petróleo e gás. O fato é gravíssimo porque configura renúncia de receita, de forma deliberada, da gestão da estatal. Além de não ter entrado nos cofres da Petrobrás, esse valor poderia ter gerado mais receitas para os municípios produtores de petróleo que poderiam ter arrecadado algo em torno de R$ 100 milhões através de royalties.

O prejuízo pôde ser sentido também com a perda de empregos, uma vez que com o desinvestimento da estatal, muitos trabalhadores terceirizados que atuavam na Unidade de Negócios da Petrobras (UN-BA), onde estão localizados os campos terrestres, foram demitidos.

A UN-BA continua lucrativa e, não fosse a premeditada falta de investimento e manutenção, estaria gerando ainda mais lucro para a estatal. É importante ressaltar que renúncia de receita é um crime de gestão. Um gestor de uma empresa pública, de uma prefeitura, governo de estado ou de um país, não pode renunciar receita, pois além de demonstrar incompetência, caracteriza crime de responsabilidade fiscal.

Polo Rio Ventura

De acordo com a Petrobrás, de janeiro a junho, a produção média do polo Rio Ventura foi de aproximadamente 1.050 barris de óleo por dia e 33 mil m³/dia de gás natural.

O Polo, vendido por US$ 94,2 milhões à empresa 3R Petroleum, tem campos consolidados do ponto de vista do desenvolvimento da produção de petróleo e gás, com instalações de superfície (estações, dutos, unidades de bombeio, satélites), que fizeram parte do pacote.

Os campos pertencentes ao Polo Rio Ventura foram alguns dos que deixaram de receber qualquer tipo de manutenção ou investimento da Petrobrás, o que se agravou no último ano

Como criar dificuldade para vender facilidade

Nesses campos há uma quantidade significativa de poços parados com problemas superficiais que poderiam ter sido resolvidos para dar continuidade à produção. Mas não foram.

Dessa forma, a empresa que adquiriu o Polo Rio Ventura poderá rapidamente ampliar a produção desses campos, que está represada em função da paralisação dos poços por falta de manutenção.

Com um investimento relativamente pequeno, a 3R Petroleum poderá aumentar a produção de petróleo, passando a falsa sensação de que a empresa privada é mais eficiente do que a estatal, no caso a Petrobrás.

Se a Petrobras tivesse feito o que sabe e fez ao longo desses 67 anos, a produção de Rio Ventura estaria em um patamar muito acima do que se encontra hoje. Não o fez porque precisava justificar a privatização desses campos. As condições plantadas pela atual gestão do Sistema Petrobrás já tinha o objetivo de favorecer essas empresas privadas que estão adquirindo os campos da estatal.

Certamente a 3R Petroleum irá aumentar a produção nesses campos, mas não pela sua eficiência, mas devido à ação criminosa da atual gestão da Petrobrás. de criar as condições para que a 3RPetroleum aumente a produção.

Negócio da China

Ao adquirir o Polo Rio Ventura a 3RPetroleum fez um grande negócio, mas o mesmo não se pode dizer da Petrobrás.

Na quarta (26), o preço do barril de petróleo no mercado internacional chegou a U$ 46 e está em alta. Se pegarmos os U$ 46 e multiplicarmos por 1.050 (produção/dia de barris do Polo Rio Ventura), teremos U$ 48,300 que multiplicados por 365 (dias do ano) chegaremos a U$ 17.629,500. Pegando esse valor final e multiplicando por 5.5 teremos o valor de U$ 96.962,50. Isso significa que em cinco anos e meio de produção nos moldes atuais e com o valor do preço do barril de petróleo do dia 26/08, a 3R Petroleum irá recuperar todo o investimento feito nesses campos. Isso sem falar de todo o patrimônio material dos campos, adquirido pela empresa no pacote de compras.

Mas como a 3R Petroleum vai aumentar a produção (intencionalmente diminuída pela direção da Petrobrás) e conta com o preço do barril do petróleo que está em alta, o retorno desse investimento deve acontecer em um prazo ainda mais curto. A estimativa é que no primeiro momento em que assumir o campo, a empresa consiga aumentar a sua produção em cerca de 30%.

Além disso, como a maioria das empresas privadas, a 3R Petroleum irá contratar um número reduzido de trabalhadores, pagando salários baixos e impondo condições de trabalho rebaixadas. Todos esses elementos irão contribuir para o aumento do lucro da empresa e rapidez do retorno do investimento feito.

O que a atual direção do Sistema Petrobrás e o governo Bolsonaro estão fazendo com a maior empresa do país é entrega, é crime. Estão entregando o patrimônio público brasileiro para que os investidores fiquem ainda mais ricos, em detrimento do povo brasileiro e da soberania do país.

Publicado em Sistema Petrobrás

A atual gestão da Petrobrás vem oferecendo ao mercado excelentes negócios a preços accessíveis ao intensificar o seu projeto de dar fim ao Sistema Petrobrás e à grande petrolífera que chegou a ser a quarta maior do mundo em valor de mercado no governo Lula (2010).

A princípio, a gestão da estatal, como diz o dito popular, estava “comendo pelas beiradas”, vendendo uma unidade aqui, outra ali. Mas no mês de agosto, decidiu seguir o conselho do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles e “passar a boiada”.

Foram colocados à venda 100% dos campos terrestres e de águas rasas de diversos estados. São eles: Campo de Juruá, na Bacia de Solimões, no Estado do Amazonas; todos os campos dos estados do Ceará, Sergipe, Alagoas, Norte Capixaba (São Mateus) e Rio Grande do Norte.

Na Bahia, a direção do Sistema Petrobrás anunciou a venda do Polo Rio Ventura, composto pelos campos de exploração e produção de Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga e Tapiranga Norte, localizados nos municípios de Catu, Mata de São João, Pojuca e São Sebastião do Passé.

A direção do Sindipetro recebeu informações confiáveis que em breve a direção da estatal anunciará os compradores dos Polos de Candeias e Miranga, que já estão em fase final de venda e irá comunicar o processo de venda dos Polos de Bálsamo, Araças e Buracica ainda esse ano.

Portanto, com a venda desses campos terrestres, da Rlam, Transpetro, PBIO, Termoelétricas e o arrendamento da Fafen, a Petrobrás sairá definitivamente da Bahia, estado onde nasceu. Assim como já está saindo dos outros estados do Nordeste, do Norte e de parte do Espirito Santo.
Definitivamente será o fim da Petrobrás no Nordeste, região que muito contribuiu para o crescimento da estatal e que necessita de seus investimentos.

Há algum tempo a direção do Sindipetro vem alertando para isso através de campanhas na mídia, mobilizações, greves e audiências públicas que aconteceram na Assembleia Legislativa da Bahia e nas câmaras de vereadores de todas as cidades que abrigam unidades da Petrobrás no estado.

“Conversamos muito, explicamos e alertamos para os prejuízos que viriam com a saída da estatal da Bahia como a redução da arrecadação de royalties, ICMS e ISS para o estado e esses municípios. Além da perda de milhares de postos de trabalho com a demissão dos trabalhadores terceirizados e de receita com a provável transferência dos trabalhadores concursados para outros estados”, afirma o Coordenador Geral do Sindipetro, Jairo Batista.

É inacreditável que a gestão do Sistema Petrobrás tenha colocado tantas unidades à venda em um momento de crise sanitária devido à pandemia da Covid-19 e de crise econômica, social e politica, quando temos familiares do presidente Bolsonaro sendo investigados por envolvimento em atos ilícitos e de corrupção.

O fato é que a ação da direção da Petrobrás é intencional com o claro objetivo de entregar a riqueza e o patrimônio público do Brasil para as empresas privadas. O que estamos presenciando é um saque institucional promovido pelo governo Bolsonaro e pela atual direção da Petrobrás.

A População brasileira precisa se indignar com o que está acontecendo com a Petrobrás, pois esse desmonte não diz respeito só aos funcionários da empresa, é um ataque à soberania e ao país. Ao longo de sua história, com as reiteradas tentativas de privatizações, a exemplo da que ocorreu no governo de FHC, a Petrobras nunca foi tão atacada como agora. E o pior é a pilhagem que está ocorrendo. Um crime à luz do dia.

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

A Refinaria Landulpho Alves (RLAM) completa 70 anos em setembro. Primeira refinaria nacional, ela entrou em operação em 1950 impulsionada pela descoberta do petróleo na Bahia, a partir do 
Campo de Candeias, e pelo sonho de uma nação independente em energia.

Para comemorar o aniversário da Rlam, o Sindipetro Bahia lança nesta quarta-feira, 19, a campanha “Rlam 70 anos, História, Luta, e Resistência”, com uma série de atividades até a data do aniversário da refinaria, no dia 17 de setembro.

A Rlam nasceu antes mesmo da Petrobrás, cuja lei que levou à sua criação foi sancionada pelo presidente Getúlio Vargas em 03 de outubro de 1953, dando à  Petróleo Brasileiro S.A as atribuições de pesquisa, exploração, refino, transporte e sistema de dutos. 

Localizada no município de São Francisco do Conde, sua operação possibilitou o desenvolvimento do primeiro complexo petroquímico planejado do país e maior complexo industrial do Hemisfério Sul, o Polo Petroquímico de Camaçari. Além de ter contribuído para o desenvolvimento tecnológico, geração de empregos e renda para a Bahia, e, particularmente para São Francisco do Conde, que tem um dos maiores PIBs (renda per capta por habitante) do Brasil, devido à presença da Petrobras no município. 

Na Rlam, são refinados diariamente 31 tipos de produtos, das mais diversas formas. Além dos conhecidos GLP, gasolina, diesel e lubrificantes, a refinaria é a única produtora nacional de food grade, uma parafina de teor alimentício, utilizada para fabricação de chocolates, chicletes, entre outros, e de n-parafinas, derivado utilizado como matéria-prima na produção de detergentes biodegradáveis. 

Segunda maior refinaria do país em capacidade de processamento, a Rlam pode produzir 323.000 unidades de barris por dia. Em 2018, a refinaria foi responsável por 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) baiano e por 20% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do estado. 

Ao longo desses 70 anos, a refinaria foi ampliada e recebeu bilhões de reais em investimentos, chegando a ser responsável pela produção de 30% da demanda do país e garantindo hoje o abastecimento da Bahia e outros estados do Nordeste. 

Mas a história tomou um rumo diferente. E no lugar de investir e garantir a capacidade de processamento do refino no Brasil, o governo Bolsonaro optou por uma política de desmonte e de entrega do capital nacional.  

Com o falso argumento da diminuição dos preços dos combustíveis e da estimulação à livre concorrência, o governo Bolsonaro, ignorando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu a venda de estatais sem licitação pública e aval do Congresso Nacional, colocou à venda a Rlam e junto com a refinaria os seus terminais operados pela Transpetro (Candeias, Itabuna, Jequié e Madre de Deus), além de 669 km de dutos que integram a rede da refinaria, incluindo oleodutos que ligam a refinaria ao Terminal Madre de Deus, ao Complexo Petroquímico de Camaçari e aos Terminais de Jequié e Itabuna. 

O provável comprador da Rlam, já em fase de negociação, é um conglomerado internacional, o Mubadala Investment Company. O fundo Mudabala pertence ao governo da Arábia Saudita que também controla a maior petroleira mundial, a Saudi Aranco em sociedade (50/50) com a Shell, tendo 3 refinarias no Golfo do México que hoje já fornecem mais de 200 mil barris/dia de combustíveis para o mercado brasileiro. 

O mais provável é que a Rlam passe a utilizar petróleo árabe, ao invés do da Petrobras, ou até que tenha suas atividades paralisadas passando a vender combustíveis importados, o que pode tornar ainda mais caros os preços dos derivados do petróleo, como o diesel, gasolina e gás de cozinha. 

A diretoria do Sindipetro Bahia e a categoria petroleira vêm encampando uma árdua luta em defesa da Rlam e de outras unidades da Petrobras, também colocadas à venda.  Uma delas está sendo feita através da campanha “Rlam 70 anos, História, Luta e Resistência”, lançada agora e que fecha o ciclo da Vigília Petroleira em Defesa da Petrobras e da Bahia, que percorreu todas as unidades da estatal no estado. 

No caminho que dá acesso à Rlam existe um trevo, batizado de Trevo da Resistência, em homenagem à resistência e luta dos petroleiros que já realizaram muitas greves e mobilizações em defesa da Petrobras. 

Ao comemorar os 70 anos da Refinaria Landulpho Alves, o Sindipetro Bahia faz um apelo à sociedade baiana e à classe política, independente de partido, para que também participem dessa luta e, assim como a categoria petroleira, sejam resistência. 

A Petrobrás nasceu na Bahia, gerando desenvolvimento, empregos e renda para esse estado. O povo baiano merece e precisa da Petrobras como uma empresa nacional e integrada, atuando, com responsabilidade social, do poço ao posto.

[Com informações da imprensa do Sindipetro-BA e do portal Bahia Notícias]

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O mundo sindical, do trabalho, da resistência, perdeu um dos seus mais valorosos guerreiros: Carlos Alberto Mota Itaparica, diretor do Sindiquímica Bahia e da Confederação Nacional do Ramo Químico da CUT (CNRQ), faleceu nesta quarta-feira (12), deixando como legado a sua história, escrita no chão da fábrica, em inúmeras assembleias, greves, mobilizações e articulações políticas e sindicais com o desejo de construir um mundo melhor, mais justo e igualitário.

A Federação Única dos Petroleiros e todos os seus sindicatos filiados lamentam imensamente a partida desse guerreiro e nos solidarizamos com seus familiares, amigos e companheiros de sonhos. Seu legado é o que nos consola nessa hora. Itaparica participou de grandes lutas junto com os petroleiros, em defesa do Sistema Petrobrás, por condições seguras de trabalho e tantas outras batalhas, que travou ao lado da nossa categoria.

Itaparica tinha 58 anos e deixa três filhos (Tiago, Tatiana e Júnior), seis netos e a sua companheira Lucíola Conceição, também diretora do Sindiquímica-BA. Ele estava internado desde julho no Hospital Cardiopulmonar, em Salvador, para tratar de uma infecção respiratória (não relacionada ao Covid-19), mas não resistiu. O sepultamento será nesta quinta, às 15h15 no Cemitério Bosque da Paz e o velório a partir das 13h15.

Formado em Química pela Universidade Estadual da Bahia (UNEB), funcionário da empresa petroquímica Braskem, ele foi secretário sindical do PT, diretor da CNRQ/CUT e único representante dos trabalhadores latino-americanos no segmento da indústria química na Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS).

Um lutador do povo

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, diretor do Sindipetro Bahia, onde atuou lado a lado com Itaparica, lamenta profundamente a perda do companheiro. “Quem conhece a trajetória de vida de Itaparica, sabe que ela se confunde com a história de luta do ramo químico da CUT e das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros”, ressalta.

Deyvid destaca também a participação de Carlos Itaparica nas lutas em defesa da democracia e da soberania popular. “Junto com outros grandes nomes, ajudou a libertar a Bahia do Carlismo. Ajudou a dar a Bahia uma cara diferente. Uma Bahia que se reconstruiu a partir dos governos populares e democráticos do Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras, com Lula e Dilma, com Jaques Wagner e Rui Costa, com mais de 20 hospitais e diversas obras de infraestrutura”, lembra.

“Essa inquietude de lutar contra as injustiças, herdei da minha família”

Durante muitos anos, Itaparica ficou à frente do Setor de Comunicação do então Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, onde realizou um excelente trabalho, contribuindo com ideias criativas que levaram à uma série de publicações como jornais, revistas, cartilhas e boletins especiais, materiais que auxiliaram na formação de trabalhadores de diversos ramos.

Muitos diretores do Sindipetro-BA conviveram por muitos anos, e de perto, com Itaparica e a sua morte causou muita tristeza. Além do sentimento de perda, fica a lacuna que dificilmente será preenchida, principalmente em um momento tão difícil como esse que vivemos no Brasil.

“Essa inquietude de lutar contra as injustiças eu posso dizer que herdei da minha família. Meu avô era brizolista e meu pai um trabalhador que participava dos movimentos contra a ditadura e que lutava pelo retorno ao regime democrático”, costumava dizer Itaparica quando falava sobre sua escolha de participar desde jovem dos movimentos estudantis e sindicais.

Pai e avô amoroso, Itaparica conseguia unir a luta aos cuidados com a família. O Companheiro fará falta, mas estará sempre presente em nossas memórias e corações. À família nosso mais profundo sentimento.

Itaparica, presente!

Homenagem do amigo Mauro Menezes

O assessor jurídico do Sindiquímica Bahia, Mauro Menezes, que defende as causas dos petroquímicos baianos desde 1989, conviveu durante três décadas com Carlos Itaparica. Muito comovido, fez uma homenagem ao amigo, relembrando sua trajetória no movimento sindical. Segue a íntegra do texto:

Em memória de Carlos Itaparica

O sorriso aberto era a marca registrada desse grande companheiro que hoje fez a sua despedida precoce. Carlos Itaparica sempre esteve na linha de frente da luta sindical. Trabalhador do Pólo Petroquímico de Camaçari, logo se engajou no Sindiquimica-Bahia. Naturalmente, transformou-se em liderança.

O diálogo era a sua ferramenta. Em sua militância, fazia diferença pela inteligência e pela perseverança. Itaparica sabia também conservar os bons principios do movimento classista. Tinha substância política. Isso o levou à Direção da Confederação Nacional dos Químicos. Constituía referência da Central Única dos Trabalhadores.

Articulava ainda no plano internacional, atuando na CCSCS. Enfim, dedicou-se de corpo e alma ao sindicalismo autêntico. Essa rotina desgastante cobrou o preço de sua saúde, acometido de doenças ligadas à obesidade. No Sindiquimica, atuou em diversas áreas, sempre com relevância. Marcou época a sua atuação como diretor da área de comunicação do sindicato. Fazia dobradinha com ninguém menos que Rui Costa. Dois craques da política sindical.

Itaparica estava no nível dos grandes líderes sindicais. Era respeitado pelos representantes patronais. E, sobretudo, tinha a confiança da base dos seus representados. Asssiti de perto a sua atuação em negociações coletivas, em assembleias sindicais, na porta de fábrica e em reuniões de definição estratégica.

Enfim, ao longo de mais de 30 anos, acompanhei a sua trajetória e atuei ao seu lado, como advogado e assessor jurídico da entidade. Inconfundível a maneira como me saudava, com um misto de carinho e admiração, sem abrir mão de uma ponta de ironia, ao me chamar de “Doutor Mauro...”, assim, com um arrastado no final e um sorriso maroto nos lábios.

Ele sabia, e eu também sei, que sindicalistas genuínos como ele desconfiam do que há de ilusório na luta jurídica. Tanto ele quanto eu sabíamos que a luta política de emancipação da classe trabalhadora é o que importa. Daí a ironia sempre renovada, bem compreendida entre nós dois. Com o tempo e o enfrentamento conjunto das adversidades, reconhecemos ambos que o trabalho jurídico deva ter o seu espaço assegurado nessa etapa da marcha social.

O que pouca gente sabe é que éramos amigos desde a adolescência. Fizemos parte de uma mesma delegação aos Jogos Estudantis Brasileiros de 1981, em Brasília. Ele na equipe de atletismo. Eu, na de Xadrez. Isso rendeu muitas lembranças  e brincadeiras naquela época e ao longo da nossa amizade posterior, irmanados na luta sindical. Sim, Itaparica era atleta quando jovem. Em seguida, descobriu a sua vocação definitiva: lutar pela dignidade das pessoas, com uma consciência política invejável e muita determinação pessoal.

Hoje choramos a sua partida. Tenho orgulho por ter sido amigo e companheiro desse grande baiano de luta que foi Carlos Itaparica. Adeus, querido amigo! Você teve uma vida honrada.

Brasília, 12 de agosto de 2020

Mauro Menezes - Advogado e Assessor Jurídico do Sindiquímica-Bahia desde 1989

[FUP, com informações do Sindipetro-BA]

Publicado em Movimentos Sociais

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Com uma economia baseada no setor petrolífero, a cidade de Catu, distante 78 km de Salvador, sedia uma importante unidade do Sistema Petrobrás na área de exploração e produção de petróleo e gás: a UPGN de Santiago, onde a Vigília Petroleira em Defesa da Petrobrás e da Bahia chegou nessa terça (11).

Atualmente, Santiago tem cerca de 200 trabalhadores entre próprios e terceirizados e importância estratégica, pois processa boa parte do gás natural produzido na Bahia. Também está localizado em Santiago, o GASCAC, base da Transpetro que faz a operação e processamento do gasene, através do Gasoduto Nordeste, atravessando o Nordeste em direção ao Sudeste do país.

Catu

Localizada no Recôncavo Baiano, Catu é umas das cidades do país com maior tradição na indústria do petróleo. Foi nesse município que na década de 1960 foi descoberto o Campo de Água Grande, responsável por manter a produção de petróleo da Bahia em alta por décadas. Ainda nesse período foi construída em Catu a Planta de Processamento de Gás Natural, que era popularmente chamada de planta de gasolina.

A Petrobrás mudou a realidade de Catu. A estatal chegou a ter uma sede na cidade e construiu um conjunto residencial para acomodar os trabalhadores, que, por sua vez, injetaram o dinheiro dos seus salários na economia do munícipio, contribuindo para o crescimento do comércio e serviços da cidade.

A estatal também foi a responsável pela construção do Hospital Municipal de Catu. Além de ter atraído inúmeras empresas privadas de petróleo que se instalaram na região. Onde a Petrobrás está a economia gira, os municípios arrecadam royalties e ISS e a população ganha com a oferta de empregos diretos e indiretos.

Mas desde o governo Temer, a direção da Petrobrás vem aprofundando o processo de desmonte da estatal, chegando, agora, no governo de extrema direita de Bolsonaro, a níveis preocupantes.

De um munícipio que já viveu a fase áurea do petróleo e que depende do ouro negro para garantir a qualidade de vida de sua população, Catu, hoje, já sente os impactos do desinvestimento da Petrobrás. Com o desemprego em alta e prejuízos na sua economia, a cidade será ainda mais prejudicada com a venda das unidades da estatal para a iniciativa privada, que além de investir menos, tem o hábito de reduzir os postos de trabalho e oferecer salários baixos.

O Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, que está acompanhando a vigília, lembrou que “a UPGN Santiago, que chegou a ter mais de 2 mil trabalhadores, já foi símbolo da grandeza da Petrobrás para a Bahia , mas hoje, infelizmente encontra-se sucateada”. Ele ressaltou a importância da vigília como forma de denunciar para a sociedade o crime que e está sendo cometido contra estatal e o povo brasileiro.

Batista, acompanhado de outros diretores, percorreu a cidade de Catu com ônibus adesivo da campanha, onde conversou com a população e distribuiu máscaras e álcool em gel. “Uma pequena contribuição do Sindipetro Bahia para aqueles que não têm condições de obter esses produtos, imprescindíveis para a proteção contra a covid-19”, pontuou.

Assista ao vídeo da vigília em Taquipe:

Veja abaixo o calendário da vigília:

31 de julho (sexta) – Salvador – Torre Pituba
3 de agosto (segunda) – Itabuna – Osub
4 de agosto (terça) – Jequié – Transpetro
5 de agosto (quarta) – Candeias – OP-Can e Petrobrás Biodiesel
6 de agosto (quinta) – São Francisco do Conde – Rlam
7 de agosto (sexta) – Madre de Deus -Temadre
10 de agosto (segunda) – São Sebastião do Passé – Taquipe
11 de agosto (terça) – Catu – Santiago
12 de agosto (quarta) – Mata de São João
13 de agosto (quinta) – Camaçari – Fafen
14 de agosto (sexta) – Alagoinhas – Buracica
17 de agosto (segunda) – Entre Rios – Bálsamo
18 de agosto (terça) – Araças – Unidade de Araças
19 de agosto (quarta) – São Francisco do Conde – Refinaria Landulpho Alves (Rlam).

Assista ao vídeo gravado em frente ao Temadre: 

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

A vigília itinerante em defesa da Petrobrás e da Bahia chegou à cidade de Itabuna na manhã dessa segunda-feira (3). Distante 436,3 KM de Salvador, Itabuna sedia o terminal terrestre da Transpetro, o ORSUB,  que abastece toda a região Sul do estado da Bahia  e parte do Norte de Minas Gerais.

O Terminal, ameaçado de privatização pelo governo Bolsonaro/Guedes,  recebe e armazena derivados de petróleo como o diesel, gasolina e GLP (gás de cozinha), álcool anidro e hidratado, além de biodiesel. Com aproximadamente 80 trabalhadores, entre diretos e indiretos, o ORSUB, além de contribuir com a arrecadação de impostos para o munícipio, desde a sua fundação vem atraindo diversas outras empresas e distribuidoras privadas para Itabuna.

Com uma boa logística montada, o Terminal facilita a distribuição dos derivados de petróleo para os diversos postos de combustíveis da região, contribuindo, assim, para a diminuição dos riscos de acidentes nas estradas.

O ORSUB  também opera o GASCAC que distribui o gás  para a Bahia Gás que, por sua vez, comercializa esse gás para toda a região Sul do estado.

Na cidade de Itabuna não tem quem não conheça o ORSUB, diz o diretor licenciado do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, que está acompanhando a vigília. “Aproveitamos para visitar os principais pontos de Itabuna e conversar com as pessoas nas ruas e também com lideranças locais a respeito dos riscos de privatização da Petrobrás e da Transpetro (subsidiária da estatal) e fomos muito bem recebidos. Também falamos com a imprensa, dando entrevistas em rádios da região, o que foi ótimo, pois conseguimos dar o nosso recado a um grande número de pessoas”, pontua.

Por onde passou, o ônibus com o adesivo da vigília chamou muita atenção e os diretores do Sindipetro aproveitaram para distribuir máscaras e álcool gel para a população carente, contribuindo com a prevenção contra a convid-19.

A vigília segue para a cidade de Jequié, onde chegará na terça (4).

Veja  abaixo o calendário:

31 de julho (sexta) – Salvador – Torre Pituba

3 de agosto (segunda) – Itabuna – Osub

4 de agosto (terça) – Jequié – Transpetro

5 de agosto (quarta) – Candeias – OP-Can e Petrobrás Biodiesel

6 de agosto (quinta) – São Francisco do Conde – Rlam

7 de agosto (sexta) – Madre de Deus -Temadre

10 de agosto (segunda) – São Sebastião do Passé – Taquipe

11 de agosto (terça) – Catu – Santiago

12 de agosto (quarta) – Mata de São João

13 de agosto (quinta) – Camaçari – Fafen

14 de agosto (sexta) – Alagoinhas – Buracica

17 de agosto (segunda) – Entre Rios – Bálsamo

18 de agosto (terça) – Araças – Unidade de Araças

19 de agosto (quarta) – São Francisco do Conde – Refinaria Landulpho Alves (Rlam). 

O diretor licenciado do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, esteve em Itabuna, nessa segunda-feira (3). Ele está...

Publicado por Sindipetro Bahia em Segunda-feira, 3 de agosto de 2020
Publicado em SINDIPETRO-BA

Um técnico de operações da Petrobrás da UO-BA, lotado na unidade de Araças, na Bahia, testou positivo para covid-19. Ele trabalhou normalmente até a quarta-feira (13), quando saiu de folga e também recebeu o resultado do exame para o novo coronavírus.

De acordo com informações que chegaram aos diretores do Sindipetro Bahia, ele já vinha apresentando sintomas, mas a gerência da UO-BA decidiu por mantê-lo trabalhando, enquanto aguardava o resultado do teste.

Esse é o terceiro caso em Araças e o quinto de trabalhadores próprios da UO-BA. Há ainda o caso de um trabalhador da RLAM, lotado no Torre Pituba que testou positivo.

Na Transpetro de Itabuna um motorista terceirizado também testou positivo para o vírus. Houve também a morte do trabalhador Jonas da Halliburton, proveniente do Rio de Janeiro, que prestava serviços à empresa na Bahia. O rapaz que tinha por volta de 35 anos, chegou a ficar internado no Hospital Aeroporto, mas não resistiu.

No dia 9 de maio a imprensa veiculou informação de que, nacionalmente, já havia mais de 800 petroleiros próprios e terceirizados contaminados pela covid-19 de acordo com o Ministério de Minas e Energia, que recebeu os dados da própria Petrobrás. Os casos de contaminação no ambiente de trabalho da estatal viraram alvo de investigações do Ministério Público do Trabalho (MPT) que aventou a possibilidade de numa eventual ação judiciária, responsabilizar a Petrobrás pelas contaminações, a maior parte delas de trabalhadores terceirizados. 

Desleixo

O grande problema é que a atual gestão da Petrobrás vem negligenciando os procedimentos de prevenção contra o vírus e não fiscaliza as empresas terceirizadas que prestam serviço em suas unidades. A FUP e seus sindipetros têm feito reiteradas denúncias e solicitações para que a Petrobrás trate com mais responsabilidade as questões relacionadas à pandemia da covid-19. Em muitos casos, os gerentes sequer atendem os diretores sindicais. O caso de contaminação do trabalhador de Araças na quarta (13) é um exemplo disso. Se o trabalhador já estava apresentando os sintomas da doença, o protocolo a seguir seria o de afastá-lo até o resultado do teste. Mas a Petrobrás preferiu pagar para ver: não afastou o trabalhador, colocando em risco a vida dele e de seus colegas de trabalho.

Na Bahia, há problemas em todas as unidades da empresa, mas os mais graves se concentram na RLAM e na UO-BA. Na refinaria houve vários relatos de trabalhadores terceirizados sobre refeitórios lotados, ônibus cheios, falta de álcool gel, de sabonetes e até de toalha de papel, além de aglomeração nos relógios de ponto. Na UO-BA foram relatados também problemas de falta de higienização, inclusive nos transportes, e dormitórios inapropriados para os trabalhadores que estão de sobreaviso. Após as denúncias do Sindipetro houve algumas melhoras, mas ainda há muito a fazer para melhorar a proteção aos trabalhadores.

O Sindipetro Bahia continua atento e mesmo com o isolamento social imposto pela pandemia vem conseguindo resolver muitos dos problemas denunciados pela categoria. Se você está se sentindo inseguro no ambiente de trabalho, se acha que os procedimentos adotados pela empresa para prevenção contra o coronavírus são insuficientes, denuncie. Você pode entrar em contato com algum diretor do Sindipetro, enviar uma mensagem via whatsApp para (71) 99924-2999 ou para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Via Sindipetro Bahia]

Segundo levantamento do INEEP, interrupção das atividades pode extinguir mais de 5 mil empregos, além de provocar perdas de quase R$ 400 milhões a cofres públicos do estado da Bahia e de 16 municípios baianos

Com apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindipetro-Bahia, o deputado federal Joseildo Ramos (PT) ingressou, na noite de domingo (10/4), com pedido de liminar na Justiça Federal da Bahia (3ª Vara Cível da Seção Judiciária da Bahia) para suspender a hibernação dos campos terrestres de petróleo e gás natural no estado, iniciada pela Petrobrás em abril, com a demissão de 350 trabalhadores do campo terrestre de Dom João, em São Francisco do Conde. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP), a interrupção das atividades no estado pode extinguir mais de 5 mil empregos.

Além do desemprego, a interrupção das atividades da Petrobrás na Bahia deve gerar grandes perdas aos cofres públicos, sobretudo para municípios baianos que têm a atividade petrolífera como uma de suas principais fontes tributárias. Somente com royalties e participações especiais, as perdas podem chegar a R$ 170 milhões anuais para o governo do estado e a R$ 220 milhões para 16 cidades baianas, aponta o INEEP. Perdas financeiras que certamente vão impactar as ações de saúde pública para o combate à pandemia do novo coronavírus.

“A decisão da Petrobrás de paralisar atividades em plena pandemia de covid-19 mostra a irresponsabilidade da atual gestão da empresa não apenas com seus trabalhadores, mas também com a população brasileira. A empresa que anunciou lucro recorde em 2019 demite pessoas, abandona trabalhadores terceirizados, interrompe atividades lucrativas alegando corte de gastos, mantém a venda de ativos como gasodutos e refinarias, o que vai diminuir sua capacidade de sustentação econômica, e ignora sua função social de apoio às comunidades locais onde está instalada. O foco da atual diretoria da empresa é beneficiar somente os acionistas, sem se importar com os cidadãos e as cidadãs”, afirma Deyvid Bacelar, diretor da FUP.

A ação de tutela antecipada com pedido de liminar impetrada por Ramos solicita cobrança de multa diária de R$ 100 mil à Petrobrás, caso a empresa não cumpra a interrupção da hibernação. O texto menciona que “apenas no caso da Bahia o faturamento da Petrobrás é da ordem de R$ 2.000.000.000,00 (Dois Bilhões de Reais), além do pagamento de impostos (ICMS para o estado e ISS para os municípios produtores), além de Royalties. Caso a intempestiva e despropositada determinação se cumpra, teríamos, em pleno estado de calamidade de saúde, o agravamento do quadro de desemprego no Nordeste; ampliação das consequências nefastas na economia nordestina, além da aceleração do processo de desindustrialização da região, uma verdadeira catástrofe anunciada”.

Embora se refira à Bahia, o pedido de liminar menciona os efeitos da hibernação adotada pela gestão da Petrobrás em outros estados da Região Nordeste e no Espírito Santo. “As medidas previstas não atingem só a Bahia. Atingem também os estados de Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará e o norte do Espírito Santo. Na cadeia produtiva nos diversos estados a paralisação progressiva das atividades operacionais da Petrobrás terá como principal consequência a destruição de cerca de 10.000 postos de trabalho direta e indiretamente”, diz o texto da ação.

“No momento em que o país assiste nas últimas 24 horas a ocorrência de mais de 700 mortes e em números totais, cerca de 10 mil óbitos em razão da pandemia da COVID-19, a Petrobrás, sendo uma empresa pública, com a responsabilidade social que lhe é inerente, em um dos piores momentos vividos pela humanidade deveria contribuir para, talvez, tentar amenizar o sofrimento do povo brasileiro, considerando o elevado lucro auferido em 2019.

A demissão dos profissionais que trabalham nos campos em questão impactará, certamente, na sustentabilidade econômica de estados e municípios, aprofundando a crise macroeconômica e sanitária que enfrentamos. Além, é claro, de impactar diretamente no sustento dos profissionais demitidos e das suas famílias.

Trata-se de uma medida absurda, sem justificativa plausível e tomada no pior momento possível”, completa o pedido de liminar.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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