Diretor da FUP defende defende navios de bandeira brasileira na cabotagem e trabalhador no Conselho da Petrobrás

Quarta, 12 Maio 2010 21:00
O presidente do Fórum dos Trabalhadores da Construção Naval e Offshore, Joacir Pedro...

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O presidente do Fórum dos Trabalhadores da Construção Naval e Offshore, Joacir Pedro, deixou bem claro quais são os seus maiores sonhos como representante da classe laboral do setor petroleiro: ver embarcações e tripulações brasileiras sendo utilizadas na navegação de cabotagem e colocar um trabalhador no Conselho d Administração da Petrobras. Joacir, que também é diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), participou do seminário “Balanço do Setor Naval e Offshore”, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro, nesta segunda (10).

A cabotagem deve seguir o modelo aéreo instalado no País, na avaliação de Joacir. “Aqui tem voo doméstico feito com aviões e tripulação nacionais”. Aumentar a quantidade de navios de bandeira brasileira em ação, para os trabalhadores, é garantir que empregos e fretes permaneçam no País.

Joacir, no entanto, comemorou os mais de 25 mil empregos gerados pela indústria naval no estado do Rio de Janeiro, que hoje tem 15 estaleiros em funcionamento. Ele lembra que foi importante sua categoria radicalizar e invadir empreendimentos da Petrobras, além de protestar em vias públicas, para defender a construção de plataformas no Brasil. “Os governos passados diziam que não tínhamos essa capacidade”.

Satisfeito com o aumento gradual na geração de empregos na indústria naval, Joacir parabenizou o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, pela eficaz articulação  política que sempre beneficiou os operários. Mas para a representatividade da classe trabalhadora funcionar definitivamente, ele pleiteia a eleição de um trabalhador para uma cadeira no Conselho de Administração da Petrobras.

Publicado em Últimas Notícias

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.