O candidato que disputa a eleição para o Conselho Deliberativo da Petros fala sobre as propostas da Chapa apoiada pela FUP

Domingo, 19 Abril 2009 21:00

Diretor do Sindipetro-NF e atual suplente do Conselho Deliberativo da Petros, eleito pelos participantes e assistidos em 2005, Cláudio Alberto de Souza quer dar continuidade ao trabalho que os conselheiros apoiados pela FUP vêm desenvolvendo há nove anos junto à gestão da Petros. Nesta entrevista, ele fala sobre a importância deste processo eleitoral, as propostas para ampliar as conquistas dos participantes e assistidos e as manobras e mentiras da oposição.

A eleição para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da Petros termina no dia 29. O número de Cláudio Alberto (titular) e Itamar Sanches na cédula eleitoral do Conselho Deliberativo é o 12. Junto com eles, disputam a eleição também os candidatos ao Conselho Fiscal: Paulo César Martin (titular) e Iranildo Germano (suplente), cujo número na cédulo é o 33.

Como está sendo a receptividade dos aposentados, pensionistas e participantes ativos da Petros aos candidatos da Chapa  apoiada pela FUP e sindicatos?

Está sendo muito boa. Desde o início da campanha, eu e o Conselheiro Paulo César C. Martin, temos visitado diversos estados do Brasil, prestando contas a todos os participantes e pensionistas do Plano Petros. Nessas visitas, tivemos a oportunidade de explicar as alterações no Regulamento do Plano, após a homologação, aprovada pela Secretaria de Previdência Complementar. Além disso, também estamos apresentando a proposta de reabertura da repactuação, que vai estender os ganhos do Acordo de Obrigações Recíprocas aos 27% dos que não repactuaram. Os participantes e assistidos do Plano Petros apóiam totalmente essa iniciativa e entendem que estamos agindo com total transparência. A aceitação às nossas propostas tem sido muito grande.

Qual a sua expectativa para essas eleições?

A minha expectativa é que nessas eleições, comparando com as anteriores, teremos uma participação muito maior dos eleitores. A votação começou no dia 07 de abril e termina no próximo dia 29, com diversas alternativas que facilitam a votação, como o voto por telefone, pela internet ou correio.
Esperamos que todos os ativos, aposentados e pensionistas da Petros aproveitem estas alternativas, votando com consciência, e percebam que as propostas dos candidatos apoiados pela FUP e Sindicatos filiados são as melhores para todos os participantes e assistidos.

Os candidatos que fazem oposição à FUP estão mentindo e fazendo terrorismo em cima da repactuação do regulamento do Plano Petros e do Plano Petros 2. Como os eleitores estão respondendo a essas manobras eleitorais?

Os eleitores estão respondendo de maneira consciente e coerente, ou seja, escolhendo seus candidatos com discernimento, já que todos os eleitores tiveram provas de que as nossas propostas são verdadeiras e que todas elas estão sendo concretizadas. Além disso, como citei anteriormente, os ativos, aposentados e pensionistas do Plano Petros estão tendo acesso a todas as informações necessárias sobre as alterações no Regulamento do Plano Petros, através das nossas visitas e da nossa prestação de contas. Os candidatos da oposição, mais uma vez, estão usando de artifícios inúteis.

Exemplo disso foi o último golpe que os divisionistas tentaram aplicar, ao entrar com uma liminar para barrar o processo do Acordo de Obrigações Recíprocas (AOR). Nós, da Federação,  entramos com recursos jurídicos e barramos esta liminar. Diante disso, os participantes estão tranqüilos e continuam apoiando nossa Chapa.

Por que as direções dessas entidades insistem em atacar o AOR e, principalmente, a FUP e seus candidatos, se esse Acordo trouxe tantos benefícios e foi aprovado pela maioria dos participantes e assistidos, inclusive, entre os associados dessas mesmas entidades?

São muitos os motivos, mas eu diria que o principal motivo é a disputa política pela hegemonia de representação na categoria. No movimento sindical, as direções dos Sindicatos que se desfiliaram da FUP sempre pensaram em formar outra organização nacional, pois, enquanto estiveram filiados à Federação, sempre tentaram ser maioria na direção, mas nunca conseguiram. A repactuação e o Plano Petros 2 foram apenas os motivos que eles precisavam para executar esse projeto. Já as direções das Associações tentam retomar a liderança perdida junto aos aposentados e pensionistas.
Desde que a FUP, iniciou o trabalho da busca de soluções para os problemas do Plano Petros, que culminou no AOR, essas direções ficaram totalmente à reboque do trabalho feito pela FUP. Isso incomodava bastante essas direções. A repactuação e o Plano Petros 2 foram, também, o motivo que eles precisavam para romper com a FUP. O que todas as direções desses Sindicatos e Associações não esperavam era o apoio da grande maioria dos participantes e assistidos à repactuação e ao Plano Petros 2, inclusive, entre os seus próprios associados.

Quais são suas principais propostas de trabalho, se eleito conselheiro deliberativo da Petros?

Temos muitas propostas, todas muito importantes para o Plano, mas posso citar algumas das principais bandeiras de luta para o Conselho Deliberativo,
como: democratizar o Estatuto da Petros, acabando com o voto de minerva
(desempate) no Conselho Deliberativo, implementar a eleição direta para duas das quatro vagas na Diretoria da Petros, implantar o Plano Petros 2 para todos os trabalhadores da Transpetro, extinguir totalmente o limite de idade do Plano Petros. Entretanto, inicialmente, nosso maior objetivo é a reabertura da Repactuação do Regulamento do Plano Petros, que vai estender os ganhos do Acordo de Obrigações Recíprocas aos pensionistas e participantes que não repactuaram.

Você participa da comissão de implantação do Plano Petros 2 na Transpetro. Como estão os trabalhos?

Os trabalhos continuam a todo vapor. Nós já tivemos quatro reuniões com a Transpetro e temos visitado todos os terminais do Brasil, explicando a diferença do Plano Transpetro e Plano Petros 2. Os companheiros têm mostrado grande interesse em aderir ao Plano. O Plano Petros 2 fechou o ano de 2008 superavitário e, com apenas um ano e meio de existência, já está pagando benefícios de renda vitalícia à 16 assistidos, todos eles decorrentes de morte ou invalidez do participante ativo. Diferentemente do que os divisionistas afirmam, o Plano Petros 2 garante benefício de risco, assim como o Plano Petros.

E quanto à reabertura da Repactuação do regulamento do Plano Petros? Há possibilidade da Petros e Petrobrás reabrirem o processo  para os assistidos e participantes que quiserem assegurar os benefícios deste acordo?

Sim, existe a possibilidade, e posso afirmar que este é, atualmente, o maior compromisso de campanha de todos os candidatos apoiados pela FUP e seus Sindicatos.

Publicado em ENTREVISTAS

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.