FUP volta a cobrar avanços da Petrobrás

Domingo, 01 Fevereiro 2009 22:00
Em relação à Petrobrás, Moraes afirma que os constantes cortes em segurança, com cancelamento...

Imprensa da FUP

Fevereiro marca o início das comissões de acompanhamento do Acordo Coletivo e, novamente, a Federação aproveitará esse espaço para reafirmar para a direção da empresa que os trabalhadores não pagarão por uma crise que não criaram.  "Em nome de uma famigerada restrição internacional de crédito, querem impor à classe trabalhadora mais sacrifícios; já tem empresário dizendo abertamente na mídia que é necessário cortar salários e direitos, e isso não vamos aceitar de maneira alguma",  afirma o coordenador da FUP, João Moraes.

Em relação à Petrobrás, Moraes afirma que os constantes cortes em segurança, como cancelamento de cursos e falta de investimento SMS, o não cumprimento da cultura de adiantar a PLR no início do ano, o não pagamento de horas extras realizadas, entre outros pontos, demonstra uma política clara de tentar jogar o ônus da crise para os petroleiros e petroleiras. "A CUT propôs , recentemente, que em vez de cortar empregos e salários, que sejam suspensos o pagamento de dividendos dos acionistas, esta pequena proposta mostra que existem diversas alternativas que não passam pelo corte de direitos trabalhistas", afirma Moraes.

Nas reuniões de acompanhamento do ACT, a FUP voltará a intensificar suas mobilizações, como a que ocorreu no Rio, durante a reunião do Conselho de Administração da Petrobrás.

Mídia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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