Manifestações exigem responsabilização de Bolsonaro por mais de 500 mil mortes na pandemia

Segunda, 21 Junho 2021 15:11

O presidente Jair Bolsonaro ultrapassou todos os limites ao permitir que mais de meio milhão de brasileiros tivessem suas vidas interrompidas por uma doença para a qual já há vacina.  Quase dois terços das mortes por Covid-19 no Brasil ocorreram neste primeiro semestre de 2021, quando países do mundo inteiro avançavam nas campanhas de vacinação. Muitas das vidas perdidas poderiam ter sido salvas, se não fossem a incompetência, o negacionismo e o projeto genocida do atual governo. A FUP e seus sindicatos reafirmam a solidariedade com cada uma das famílias atingidas por essa tragédia anunciada, bem como o nosso compromisso de continuar na luta por #ForaBolsonaro e por #Vacinajá

[Com informações da Rede Brasil Atual]

O Brasil ultrapassou a trágica marca de meio milhão de vidas perdidas para a covid-19, com a certeza de que muitas destas mortes poderiam ter sido evitadas. Se o país estivesse na média do mundo, seriam 125 mil. Entretanto, além do vírus, o Brasil enfrenta um governo aliado da morte. Jair Bolsonaro, desde o início da pandemia, incentivou e promoveu aglomerações; divulgou mais de 2 mil mentiras sobre a covid-19, entre elas, informações falsas contra o uso de máscaras. Atacou com desinformação, rejeitou e ignorou vacinas.

No sábado, 19, mesmo dia em que o país alcançou a sombria marca de 500 mil mortes pela covid-19, mais de 750 mil pessoas foram às ruas protestar contra a gestão genocida do presidente, cobrando responsabilização do governo pelas vidas perdidas, Vacina no Braço e Comida no Prato. Foram 427 atos em todas as capitais e no Distrito Federal e em mais de 400 municípios brasileiros e outros 17 no exterior.

Trabalhadores, estudantes, artistas, políticos, religiosos, familiares de vítimas da Covid, todos unidos em atos de protestos e de soliariedade aos brasileiros e brasileiras que choram a perda das mais de 500 mil vidas que foram ceifadas pelo vírus. É como se, em pouco mais de um ano, uma cidade como Florianópolis desaparecesse. A capital catarinense tem 508 mil habitantes. Mas, nas palavras do presidente, “e daí?”. “É só uma gripezinha”. Se lamentar pelos mortos? “Coisa de maricas”. Além de todo o histórico de falas, atitudes concretas como aliado do vírus. Bolsonaro chegou a entrar na Justiça contra prefeitos e governadores que adotaram medidas (fracas) de isolamento social para frear o vírus.

A revolta, a indignação, a dor estavam estampadas nos olhares dos manifestantes, protegidos por máscaras e atentos às recomendações de segurança feitas a todo instante pelos organizadores dos atos, que tiveram ampla cobertura da mídia. 

Dirigentes da FUP e dos sindicatos filiados, assim como petroleiros de diversas unidades do Sistema Petrobrás e de empresas do setor privado também compareceram aos atos, de norte a sul do país. Em seu perfil no instagram, o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, registrou a presença no ato em Feira de Santana, na Bahia, onde falou aos manifestantes:

 

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2021 17:47

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.