Mortes por Covid aumentam nas unidades da Petrobrás na Bahia

Terça, 23 Março 2021 13:02

A cada semana, um trabalhador perde a vida para a Covid-19 nas instalações da Petrobrás na Bahia. Essa tem sido a tenebrosa realidade que assusta os trabalhadores diante do aumento de surtos da doença na Rlam e nas demais unidades da empresa. A vítima mais recente foi uma trabalhadora terceirizada na área de produção terrestre de Taquipe, que faleceu no último domingo, 21. Nos dois domingos anteriores, dois operadores da Rlam também perderam a vida em consequência da Covid.

Veja a nota do Sindipetro-BA:

É com grande pesar que nos despedimos da companheira Gilsi Vasconcelos Fernandez, terceirizada da Telsan, no setor de terras em Taquipe, faleceu ontem (21), em Salvador. As mortes se avolumam semanalmente, a intensidade e o temor aumenta dia a dia, fato que não existia antes.

O Sindipetro BA, recebeu confirmação que o setor que Gilsi trabalhava, está funcionando com número exagerado de trabalhadores, o que provoca aglomeração e consequente aumenta o risco de contaminação pelo coronavirus. A gerência geral da UN-BA precisa urgentemente diminuir o efetivo de Taquipe, em especial do SOP. Identificar pessoas que tenham comorbidades, pois têm risco adicional no caso de contaminação e de vir a óbito. Adotando medidas preventivas mais concretas, de higienização no local de trabalho, de testagem dos trabalhadores com frequência, de isolamento e acompanhamento das pessoas que testem positivo.

Devem também adotar medidas de higienização de veículos, diminuir o numero de trabalhadores que circulam nos ônibus e nas vans, que aumentam o risco de contaminação. Fornecer mascaras de proteção, para que haja troca com maior intensidade durante o dia de trabalho, entre outra medidas que devem ser adotadas na perspectiva de diminuir os riscos de contaminação entre os trabalhadores e trabalhadoras, isso vale para todas as unidades da Petrobrás na Bahia.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.