Petroleiros fortalecem ações solidárias no segundo dia de greve

Terça, 26 Novembro 2019 12:56

Os petroleiros seguem mobilizados nesta terça-feira, 26, em várias unidades do Sistema Petrobrás, denunciando as demissões e transferências em massa de trabalhadores, sem negociação com a FUP e os sindicatos, o que fere o Acordo Coletivo de Trabalho e aumenta os riscos de acidentes.

A greve por tempo determinado prossegue até sexta, 29, sem impactos no abastecimento de combustíveis. Ou seja, não afeta a população. Mesmo assim, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) bloqueou as contas da FUP e dos sindicatos e suspendeu o repasse às entidades das mensalidades dos trabalhadores associados. Uma arbitrariedade que fere o direito constitucional de greve e a liberdade de organização sindical.

Os petroleiros, no entanto, não se intimidaram e seguem mobilizados, em diversas unidades. Nesta terça, houve atrasos e paralisações nas seguintes bases: Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA), Refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE), Terminal Aquaviário de Suape (PE), Refinaria de Manaus (Reman/AM), Araucária Nitrogenados (Fafen/PR), Refinaria de Paulínia (Replan/SP), Terminal de Guararema (SP). Transpetro (BA), Campos Terrestres da Bahia (Taquipe, Araças, Candeias, Bálsamo, Buracica), Sede Administrativa da Petrobrás em Salvador (Torre Pituba\EDIBA), Heliporto Farol de São Tomé, em Campos (NF), onde são feitos embarques para plataformas da Bacia de Campos.

Paralelamente à greve, os sindicatos estão realizando audiências públicas denunciando os impactos das privatizações na Petrobrás e participando de diversas ações solidárias, como o fortalecimento da campanha nacional de doação de sangue que ocorre esta semana em todo o país. Nesta terça, foi a vez dos petroleiros do Norte Fluminense, Espirito Santo e Pernambuco intensificarem a doação.

Na Refinaria Duque de Caxias (REDUC), na Baixada Fluminense, os petroleiros distribuíram cestas básicas para os trabalhadores que perderam o emprego nos últimos anos, em função das privatizações e cortes de investimentos da Petrobrás.

O número de trabalhadores próprios da empresa caiu de 86 mil, em 2013, para 63 mil, em 2018. Com os atuais planos de desligamentos que foram lançados unilateralmente pela atual gestão, sem qualquer discussão com a FUP e os sindicatos, mais 10 mil postos de trabalho devem ser extintos (levando em conta as vagas das unidades que estão sendo vendidas e fechadas e dos trabalhadores que estão se aposentando).

Somam-se a estes, os trabalhadores terceirizados das refinarias, fábricas de fertilizantes, sedes administrativas e outras unidades que estão sendo vendidas ou desativadas. Em 2013, a Petrobrás empregava cerca de 360 mil trabalhadores terceirizados. No primeiro trimestre de 2019, esse número já havia caído para 112 mil.


Leia também:

> Sobre direito de greve e os trabalhadores da Petrobrás

> Petroleiros decidem manter mobilização mesmo com nova decisão do TST


[FUP]

45d2cb91-a607-44aa-94e0-c969acb341f4
reduc-cestas-2
reduc-cestas-0
reduc-cestas
d8f0e51b-cbed-4173-92f3-aa4d7252ffe0
cestas-reduc
b50fa5e3-8960-41f1-8318-16d4d83bac1b
feecc8f6-9925-415d-8af1-061ecca3cac3
f8eb966d-360f-4d02-9d36-9625cceb8668
f7d1a8a5-6506-4cfc-be73-c90aa175dc32
d8f0e51b-cbed-4173-92f3-aa4d7252ffe0
d8365536-f631-46d7-823c-e4c32f7bea01
9ba6c92e-d79f-4c63-bb56-29d48ea9a3d1
a183e0da-bfba-4f77-9a6f-31f9742e02b9
8b9c437f-e0e5-4360-a579-537ff2dfc328
04dbb642-72a1-4815-8fa2-0a24c73d50f4
TRANSPETRO-SP
GREVE-NF-FAROL
ebab285c-ec0b-4212-9f5f-621d16b6ce87
cd3133bf-021c-438e-85c1-f3105c54321d
cc971cc4-8c58-4548-b081-6fa7054fc6e4
8e190a98-45c8-46af-9d47-b9ec131d8649
47d08a63-9081-4b6a-9a35-8e621ac68fb3
35c7ac26-f53e-44cc-9c2c-033d95153fdb
4a3f5a0b-1bc1-4c86-9902-78f2017070c7
1a7afb19-6f98-4b32-957e-aa1efd9bb0ee
e692b15d-cfff-4883-8b3e-71e9e9c0c27c
d30b7bc3-67fb-4be4-aef7-16bce6f4fb7b
cacf26f7-a0f5-4a80-a4b4-29f2a7ed6da5
be1b57b1-6baf-43e3-8d7c-a66cb9225dae
24354576-df96-4425-8480-fe0636dfd3e2
7631adac-c4c6-43a3-85d4-fc11a7956c14

Última modificação em Terça, 26 Novembro 2019 13:58

Mídia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram