Trabalhadores da Petrobrás no Uruguai se manifestam por liberdade para Lula

Segunda, 17 Junho 2019 18:53

O sindicato uruguaio dos trabalhadores do setor de gás, que representa os empregados da Petrobrás no país, realizou na última sexta-feira, 14, uma manifestação em frente à Embaixada do Brasil em Montevidéu, em apoio à greve geral brasileira e também para exigir a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O sindicato denunciou os vazamentos de trocas de mensagens no aplicativo Telegram, entre os procuradores do Ministério Público do Paraná e o ex-juiz Sérgio Moro, que revelam a ilegalidade cometida pela operação Lava Jato para prender Lula e tirá-lo da disputa da eleição presidencial do ano passado. 

"A prisão de Lula foi uma operação política e não judicial. Por isso reivindicamos mais uma vez a sua liberdade", afirmou o diretor do sindicato, Alejandro Acosta, ressaltando que as arbitrariedades da Lava Jato levaram à eleição de Jair Bolsonaro, cujo governo está reduzindo os quadros e ativos da Petrobrás, o que afeta também os trabalhadores da empresa no Urugai. 

"A intenção do atual presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, é congelar salários, eliminar empregos e alienar áreas estratégicas da empresa, então, nessas circunstâncias, entendemos que as políticas de Bolsonaro têm um efeito concreto no Uruguai", ressaltou o sindicalista, em entrevista à imprensa local.

 A Petrobrás é controladora da MontevideoGas, da qual detém 100% do capital, e da distribuidora de gás Conecta, onde tem 55% das ações.

No dia 26 de abril, o Conselho de Administração da estatal aprovou um pacote de privatizações que incluiu a saída do setor de distribuição de gás do Uruguai e a venda da rede de postos de gasolina da PUDSA.

Os trabalhadores do setor de gás uruguaio denunciam desde 2016 os conflitos com a gestão da Petrobrás, que levaram o sindicato a realizar greves de fome, manifestações e ocupações nas dependências da MontevideoGas.

No último dia 10 anunciaram uma greve por tempo indeterminado para reverter a precarização e as demissões, que ocorrem em função do desmonte que a empresa brasileira está promovendo no setor de gás do país vizinho. 

[FUP, com informações da Agência EFE]

 
 
Última modificação em Segunda, 17 Junho 2019 22:51

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