updated 6:27 PM CDT, Jul 20, 2018
Sábado, 21 de Julho de 2018

FUP transfere para Curitiba sua agenda de atividades sindicais

Diante dos graves ataques ao Estado Democrático de Direito, que se acirram com a prisão política do ex-presidente Lula, a FUP transferiu para Curitiba as atividades sindicais que seriam realizadas esta semana no Rio de Janeiro. A orientação é que os petroleiros se somem às demais categorias e movimentos sociais na construção e realização dos atos e mobilizações convocados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo para denunciar as arbitrariedades contra Lula e exigir seu direito à liberdade.

“A prisão de Lula é parte essencial do Golpe que está em curso contra o povo brasileiro. A ofensiva conservadora que liderou o impeachment contra a presidenta Dilma, provocou o assassinato de Marielle Franco, se manifesta também na prisão do Presidente Lula. Lula é um preso político, sua prisão inaugura um novo ciclo do golpe e nos desafia a ampliar nossa capacidade de luta e resistência”, afirmam as frentes, em manifesto unitário divulgado no final de sábado.

Estão sendo montados acampamentos permanentes em Curitiba e em Brasília. Na capital federal, a resistência será na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde, na próxima quarta-feira, 11, deve ser julgado um pedido de liminar feito pelo Partido Ecológico Nacional (PEN) para suspender a execução da pena de condenados em segunda instância. Nesse dia, haverá uma mobilização nacional em todo o país e nas embaixadas do exterior. A ideia é que os movimentos sociais realizem atos permanentes no STF pela liberdade de Lula. 

“Precisamos nos preparar para um processo de luta de curto, médio ou longo prazo. Para isso a construção de ações unitárias em todo país é crucial ampliando nossa capacidade de diálogo com a sociedade. Isso se traduz na mobilização de todas as forças progressistas”, ressaltam os movimentos sociais no manifesto das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Uma das principais frentes de resistência está em curso em Curitiba, onde os petroleiros e petroquímicos já estão acampados desde sábado, 07, e foram vítimas de uma ação covarde e arbitrária da Polícia paranaense, que atacou com bombas e balas de borracha os milhares de manifestantes que aguardavam a chegada de Lula à sede da Polícia Federal. Apesar da violência, os trabalhadores não se intimidaram e reorganizaram o Acampamento, que já conta com a participação de diversas organizações sindicais e populares, que estão chegando a Curitiba em caravanas de várias regiões do país.

A capital paranaense, portanto, é de agora em diante a capital da resistência nacional pela reconstrução da democracia no Brasil e pela libertação de Lula. Os dirigentes da FUP e de seus sindicatos estarão em Curitiba nos próximos dias para fortalecer essa agenda unitária de luta, que envolve todas as forças progressistas e democráticas do país.

Nos dias 10 e 11 de abril, a FUP e seus sindicatos realizam um Seminário Nacional para apontar alternativas ao equacionamento do Plano Petros-1 e um Conselho Deliberativo onde serão definidos encaminhamentos para a categoria petroleira. A FUP também se somará as atividades das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo:

11 de Abril: Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre.
11 Abril: Manifestações em todas as embaixadas do Brasil no exterior.
10 e 11 de Abril: Ato com juristas em Brasília.
14 de Abril: Atos em todo país: “Marielle Vive, Lula Livre”.
17 de Abril: Dia nacional de mobilização contra a Rede Globo.
26 de Abril: Ato em defesa da Petrobrás no Rio.
1º de Maio: Dia do trabalhador/a em defesa dos Direitos e Liberdade para Lula.

[FUP| Arte com foto de Francisco Proner]

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