Petroleiros mineiros fazem corte de rendição e atrasos no Dia Nacional de Greve

Sexta, 11 Novembro 2016 19:38

Em defesa da classe trabalhadora, petroleiros da Regap, Termelétrica Aureliano Chaves e Transpetro fizeram vários atos ao longo desta sexta-feira (11), Dia Nacional de Greve convocado pelas centrais sindicais em todo o País.

Durante a madrugada, os trabalhadores de turno fizeram um corte de rendição de 8h. Dessa forma, os empregados que deveriam pegar serviço à meia-noite para render os demais, não entraram nas unidades da Petrobrás em Minas.

Já pela manhã e a tarde, os petroleiros fizeram atos de atraso de aproximadamente duas horas na porta da empresa. Eles protestam contra a retirada de direitos proposta pelo governo Michel Temer e também em defesa da Petrobrás, contra a privatização da estatal e a entrega do pré-sal às multinacionais.

Além disso, a categoria também aprovou a manutenção do corte de rendição para todos os turnos de 0h, a partir de 23h30 desta sexta-feira (11), como forma de manifestação em defesa da Petrobrás.

 

Os petroleiros saíram às ruas de Belo Horizonte juntamente com estudantes, professores, bancários, eletricitários, metalúrgicos e profissionais da saúde. Eles denunciam as medidas golpistas anunciadas pelo presidente Michel Temer, entre elas a PEC 55 (antiga PEC 241), que reduz os recursos destinados à saúde e educação nos próximos 20 anos.

 

Além disso, os trabalhadores e estudantes também são contra as propostas de reforma trabalhista e previdenciária, as privatizações das estatais, a entrega do pré-sal às multinacionais, a reforma do Ensino Médio e o programa Escola Sem Partido.

 

Após o protesto, os manifestantes seguiram para a ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) onde uma audiência pública debateu a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e sua influência nos direitos humanos dos trabalhadores brasileiros.

Fonte: Sindipetro-MG

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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