Petroleiros do Paraná e Santa Catarina paralisam atividades nesta sexta

Quinta, 09 Junho 2016 16:54

Os trabalhadores das unidades do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina decidiram em assembleias que irão paralisar suas atividades nesta sexta-feira (10), em adesão à Jornada Nacional de Mobilização convocada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que congregam movimentos populares, sindicais e estudantis de todo o país.  

Realizada em todo país, a ação vai protestar contra o presidente interino Michel Temer e contra os retrocessos já sinalizados nesse período de menos de um mês, desde que assumiu a presidência após o afastamento ilegítimo da presidenta Dilma Rousseff. Reforma da previdência, retrocesso nos direitos dos trabalhadores, fim do fundo soberano e da lei da partilha no pré-sal, venda de ativos da Petrobrás, privatizações, desvinculação do orçamento da educação e saúde, suspensão de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), Programa Universidade para Todos (PROUNI) e Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), criminalização e perseguição dos movimentos sociais, são alguns das medidas que foram tomadas ou apontadas por Temer. 

Os petroleiros irão cortar a rendição do turno a zero hora desta sexta e também haverá piquetes nas entradas das unidades no início do horário administrativo.  A única exceção será no Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, onde os empregados decidiram não aderir ao movimento, justamente em uma base da Transpetro, empresa subsidiária a qual membros do governo interino já disseram publicamente que pretendem privatizar.

Manifestação em Curitiba

Um grande ato está marcado para as 14h00, na Praça Santos Andrade, em Curitiba. O protesto vai reunir trabalhadores das categorias que aderiram à Jornada de Lutas, como petroleiros, bancários, vigilantes, servidores públicos e trabalhadores rurais.  

Fonte: Sindipetro-PR/SC

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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