Funcionários da Oxiteno, no Polo de Camaçari, paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira

Quinta, 11 Dezembro 2014 15:22

Funcionários diretos e terceirizados da Oxiteno, empresa localizada no Polo de Camaçari, paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira (11). Segundo o Sindiquímica,  a categoria está em campanha salarial e o  movimento faz parte do calendário de mobilizações. Entretanto, durante a mobilização, o sindicato manifestou sua indignação contra a empresa que vem descumprindo a Lei 5811/72, que trata sobre regime de trabalho, e também a Convenção Coletiva da categoria.

Sem justificativa, a Oxiteno decidiu extinguir a Hora de Repouso e Alimentação (HRA), um adicional pago aos trabalhadores do turno para compensar o horário de repouso e alimentação na jornada de trabalho. Com o fim do benefício, os trabalhadores do turno estão sendo obrigados a redobrar atenção na operação, na hora das refeições, devido à alteração da escala de trabalho. De acordo com o Sindiquímica, com o quadro reduzido, os trabalhadores sofrem risco de acidente devido às tarefas que desenvolvem durante a operação.

Além disso, o HRA é uma conquista histórica dos petroquímicos baianos consolidada na Convenção Coletiva. Em relação à campanha salarial, o impasse continua. Com data base em setembro, os petroquímicos baianos estão indignados com a atitude do Sinpeq (sindicato patronal) de abandonar a mesa de negociação, no dia 15 de outubro. Vários pontos ficaram pendentes que precisam ser negociados a exemplo da assistência médica e o seguro de vida. Os patrões ofereceram uma proposta de reajuste salarial de 7,52% que foi rejeitada pela categoria.

Os petroquímicos reivindicam reajuste salarial de 10%, assistência médica de qualidade e gratuita, participação na gestão do seguro de vida e implantação do Vale Cultura, dentre outros itens.

Já ocorreram paralisações na Braskem, Elekeiroz, Acrinor, Monsanto e agora na Oxiteno. O Sindiquímica avisa que, caso o patronato não retome as negociações, a categoria poderá entrar em greve. 

Mais informações com os diretores do Sindiquímica, Carlos Itaparica, telefone 884-0484; Reginaldo Freitas, 8897-3316 e Iglesias Cabalero 8604-0101.  

Fonte: Sindiquímica BA

 

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