Ato político comemora 50 anos de história do Sindiquímica no dia 1° de maio

Quinta, 25 Abril 2013 15:03

 

Sindiquímica-BA

Na quarta-feira (01), Dia Internacional do Trabalhador, o Sindiquímica-BA promoverá um ato político em  comemoração aos seus 50 anos de luta pela classe trabalhadora. O evento acontecerá a partir das 09 horas na sede do sindicato que, após uma ampla reforma, será reinaugurada. O Governador da Bahia Jaques Wagner; o Secretário da Casa Civil, Rui Costa; a Secretária de Desenvolvimento e Combate à Pobreza, Moema Gramacho – que foram ex-diretores do Sindiquímica - e outros ex-dirigentes sindicais; anistiados e militantes estarão presentes no ato.           

Essa atividade faz parte da programação comemorativa que o sindicato vem desenvolvendo no mês de abril. Meio século de lutas e conquistas não poderia ficar parado na história - ao contrário, esse marco revive no empenho diário do Sindiquímica em garantir direitos à classe trabalhadora desde as suas origens, quando foi criada Associação dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica (Aspetro), em 1963.

Foram vários acontecimentos que elevaram o Sindiquímica ao patamar de entidade vanguardista na luta sindical. A intercessão pelos trabalhadores foi constante desde o período de ditadura militar. De 1964 a 1972, três juntas interventoras se sucederam na direção da Aspetro e alguns dos seus dirigentes acabaram presos e torturados. A carta sindical do Sindiquímica foi obtida em 1978.

Durante o período militar, o Sindiquímica apoiou as oposições sindicais que combatiam a ditadura e teve importante participação no novo sindicalismo, rompendo com o sindicalismo tradicional e contribuindo para a criação da CUT. Para barrar a tentativa dos empresários de dividir a categoria em químicos e petroquímicos, em 1985, foi criado o Proquímicos/Sindiquímica. Nesse mesmo ano, a categoria enfrentou a Polícia Militar em uma greve de 16 dias que paralisou o maior complexo petroquímico da América Latina. Com a demissão de 171 grevistas, o Sindiquímica iniciou a luta pela reintegração dos demitidos e depois pela anistia política.     

 Os petroquímicos foram a única categoria no país a garantir o gatilho na Convenção Coletiva da categoria, mas em setembro de 1989 o patronato descumpriu o reajuste salarial, criando um passivo trabalhista que há mais de 20 anos está na Justiça aguardando julgamento no STF. Na década de 1990, a recessão econômica reduziu o número de 18 mil empregos diretos para 12 mil - na atualidade, chega a um terço do total dos postos de trabalho, promovendo a terceirização em quase todas as áreas de atividade.  

Na área de saúde, o sindicato tem denunciado as ocorrências constantes de acidentes e mortes dos trabalhadores nas fábricas.  Após a campanha “Operação Caça Benzeno”, foram criados instrumentos legais de controle e redução da exposição do trabalhador ao produto altamente nocivo, resultando na Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz). Apesar desses problemas, a categoria conta com uma das Convenções Coletivas mais avançadas no país, com ganhos e garantias que nenhuma outra tem, a exemplo da ampliação da licença maternidade para seis meses, feita antes da Lei 11.770/08 ser sancionada pelo ex-presidente Lula.

Hoje, esses fatos do passado justificam os atuais objetivos, missões e valores da luta sindical. Sempre atuante e inovando, o Sindiquímica-BA conta com grande influência no cenário político nacional e local e é uma instituição com grande credibilidade na categoria. Logo, o evento representa um ato simbólico e político em que as causas trabalhistas e as demandas sociais se fundem à história de uma categoria, de uma entidade, de 50 anos de Sindiquímica no estado da Bahia.

Mais informações sobre o evento, com os diretores do Sindiquímica Carlos Itaparica, telefone (71) 8884-04, e Reginaldo Freitas, 8897-3316.

 

Serviço

Ato político em comemoração aos 50 anos do Sindiquímica

Quarta-feira, 01 de maio de 2013

Horário: 09h

Local: sede do Sindiquímica, Rua Marujos do Brasil, 20, Tororó

Mídia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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