Sindipetro NF se reúne com Metalúrgicos do ABC e Bancários para discutir lutas conjuntas de 2022

O coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, visitou na sexta-feira, 18, a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde se reuniu com o presidente da entidade, Moisés Selerges Júnior. Os dois líderes sindicais dialogaram sobre ações conjuntas das duas categorias neste ano.

“Estamos aqui hoje com o companheiro Moisés, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a maior referência que nós temos no Brasil do sindicalismo, do novo sindicalismo, e a gente veio trocar um pouco de experiência, conversar um pouco sobre toda dificuldade que a classe trabalhadora [está passando], que os petroleiros passam e com o metalúrgicos não é diferente”, explica Tezeu.

Moisés também destacou a importância da integração entre as duas categorias e agradeceu pela visita. “É uma honra para o nosso sindicato receber os petroleiros aqui, parceiros históricos na luta da classe trabalhadora, e dizendo aqui para o Tezeu que esse ano é um ano importante de muita luta, um ano fundamental para o avanço da classe trabalhadora e nós sabemos que os petroleiros vão ser fundamentais nesta luta.”

Petroleiros e metalúrgicos têm laços históricos profundos nas lutas sindicais. As duas categorias estiveram juntas na formação da CUT e em diversos momentos tensos do país, como em greves gerais.

Um destes momentos históricos foi o da solidariedade dos metalúrgicos ao movimento grevista petroleiro de 1983, uma das primeiras greves no final da Ditadura Militar que se assumiu como essencialmente política e sofreu grande repressão.

Bancários

O coordenador do Sindipetro NF também esteve na sede da Confederação Nacional do Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo, em um encontro com a presidenta Juvandia Moreira. A visita foi na quinta-feira, 17. Os dirigentes conversaram sobre a defesa das empresas públicas e a concentração das riquezas no país, entre outros temas importantes para o difícil cenário brasileiro atual.

Um dos pontos mais importantes foi o debate sobre as razões de a gasolina, o diesel e o gás de cozinha estarem tão caros. Conforme Tezeu, “o preço dos combustíveis está subindo exclusivamente para encher o bolso dos acionistas das grandes empresas e do sistema financeiro, num processo de Robin Hood às avessas: tira dos pobres para passar aos mais ricos”.
Para a presidenta da Contraf-CUT, “defender as empresas públicas, seja do setor financeiro, do ramo petroleiro ou elétrico, como Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Eletrobras, não interessa apenas a cada uma dessas categorias, mas sim a todos os Brasileiros”.
[Da imprensa do Sindipetro NF, com informações da Contraf]