Resistir à política de cortes de direitos da Petrobrás


Durante os últimos dias, o Capital tem tentando desferir diversos golpes contra os direitos dos trabalhadores em todo o mundo. Nas empresas montadoras diariamente se lê notícias de milhares de demissões, mesmo com fato de as vendas de automóveis no mês de janeiro de 2009 terem aumentado 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Nunca as empresas transnacionais lucraram tanto como nas décadas de 80 e 90. O faturamento combinado da GM, Ford e Toyota nas duas décadas superaram o Produto Nacional Bruto de toda a África subsaariana.  

 

Na Petrobrás não é diferente, a mesma Petrobrás que é propulsora do PAC, que anunciou lucro recorde no ano passado, que investirá bilhões de reais na exploração da camada do Pré-sal e que está investindo pesadamente em novas unidades por todo país, vem sistematicamente atacando os direitos dos trabalhadores.

 

Primeiro, foi o corte nas horas extras (se fosse devido ao aumento do efetivo tudo bem), depois, o corte na cesta de Natal, a suspensão de cursos de segurança entre diversas outras coisas que devem ter reduzido em “bilhões” os custos operacionais. Essa é a típica economia burra, que não gera nenhum impacto global, mas serve para desanimar a força de trabalho.

 

No entanto, o que se percebe por trás disso não é apenas a miopia de algumas gerências, que agem como Tio Patinhas, economizando moedinhas, mas um ensaio geral em direção a cortes mais profundos, que virão caso não haja firme resistência dos trabalhadores.  

 

Essa Petrobrás que tenta imputar aos trabalhadores os custos da “crise econômica” é a mesma que transporta os supervisores de turno em carros individuais e que disponibiliza a uma série de gerentes carros exclusivos (cada um ao custo médio de R$ 40.000,00), sem contar com tantas outras barbaridades que são realizadas com o dinheiro público colocado na Petrobrás.

 

O último ataque é a tentativa de retirada do feriado extra-turno aos trabalhadores pós-2002. Contra mais esse desmando os trabalhadores preparam uma resposta à altura, com mobilizações e resistência.

 

Os trabalhadores estão atentos e prontos para acabarem com essas distorções que acontecem na empresa que nos deixa em dúvida se trabalhamos na “Petrobrás da mídia” ou na “petrobrax”, que, sem dúvida alguma, neste ano concorre ao troféu “boca de porco”.

 

Parabéns Petrobrás, rumo a mais uma conquista!