Na quarta-feira, 18, a diretoria retomou o contato com os hospitais privados que atendem os petroleiros ativos e aposentados da Petrobrás para assegurar a garantia do atendimento nas consultas e procedimentos médicos. Desta vez a visita ocorreu em Mossoró no Hospital Wilson Rosado.

A iniciativa tem como objetivo facilitar a comunicação dos hospitais credenciados pela Associação Saúde Petrobrás(antiga AMS) com os beneficiários, afim de  evitar o reembolso dos procedimentos e informar os recursos disponíveis para a resolução de problemas.

De acordo com o diretor do SINDIPETRO-RN, José Araújo, após a mudança da AMS para Associação Saúde Petrobrás, aumentou os conflitos de informações para garantir o atendimento em consultas e exames com profissionais credenciados no plano de saúde.

“Muitas vezes os hospitais e clinicas desconhecem o regulamento do plano Saúde Petrobras que trata da Garantia do Atendimento, onde na falta de um profissional credenciado, o beneficiário pode e deve acionar a Garantia de Atendimento na Associação Saúde. Nesse caso o próprio Plano de Saúde acionará um prestador de serviço para efetuar o procedimento”, informa o diretor.

Apresentada a demanda em Mossoró, o Diretor Administrativo, Marcos Moura, informou que o Hospital Wilson Rosado nos últimos meses não tem apresentado dificuldades em atender os beneficiários da Associação Saúde Petrobrás. “Não temos registros de reclamações sobre o atendimento aos petroleiros Petrobrás”, destacou.

Mesmo o acolhimento sendo mantido, o hospital comunicou que a versão final do contrato para oficializar o repassar do atendimento da Unimed(dentre eles o da Pediatria) para o hospital Wilson Rosado, ainda não foi assinado. “Existem apenas alguns ajustes a serem feitos na redação do contrato para que a Petrobras assine o documento”, informou Marcos.

Entre os encaminhamentos da reunião, ficou acordado que a gerencia do hospital vai manter diálogo com a Direção do SINDIPETRO-RN através assistente social, Leísia Galvão, para ajudar nas dúvidas sobre a segurança do atendimento.

Esta visita contou com a participação dos diretores do SINDIPETRO-RN, Marcos Aurélio, José Araújo, Carlos Henrique e Francisco Amaral Campina, além da assistente social da entidade, Leísia Galvão.

Hospital Promater de Natal

Em 11 de agosto, a diretoria do SINDIPETRO-RN se reuniu com o diretor do Hospital da Promater de Natal, Dr. Jean Valber, para falar também sobre a Garantia do Atendimento. Entre os encaminhamentos definidos, o diretor se comprometeu em entregar o documento da Associação Saúde Petrobrás aos beneficiários que recorrerem ao plano em caso de não abrangência do plano.

Anestesiologistas

Nos últimos meses a diretoria vem recebendo diversas demandas da categoria envolvendo anestesiologistas descredenciados pelo plano. “As demandas poderiam ser facilmente resolvidas se os assistidos pela Associação conhecessem seus direitos no site saudepetrobras.com.br”, explica José Araújo.

A diretoria informa que as demandas apresentadas pela categoria foram acompanhadas pela pasta de aposentados e pensionistas do sindicato, e informados os devidos encaminhamentos.

[Da imprensa do Sindipetro RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

Manifestação do MPT se deu em ação movida pela FUP e seus sindicatos pela suspensão do Programa de Prêmio por Performance (PPP), imposto unilateralmente pela Petrobrás em 2019, para beneficiar com bônus milionários o alto escalão da empresa

[Da imprensa da FUP | Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobras]

O Ministério Público do Trabalho (MPT) manifestou-se favorável à ação que a FUP e seus sindicatos movem na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, cobrando a suspensão do Programa de Prêmio por Performance (PPP), criado pela gestão da Petrobrás para beneficiar o alto escalão da empresa, principalmente o presidente, diretores, gerentes executivos e demais cargos de nomeação.

A ação foi impetrada no dia 26 de junho de 2020 e denuncia a forma unilateral com que o PPP foi implementado pelos gestores, com regras impostas em benefício próprio, para premiar o alto comando da Petrobrás. O presidente da empresa, por exemplo, pode receber até R$ 1,5 milhão por ano em bônus, além de seu salário.

A juíza que analisa a ação na 53ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro decidiu ouvir o MPT antes do julgamento, considerando "as repercussões que uma decisão neste processo pode ter", sobretudo quanto ao pagamento diferenciado aos executivos da Petrobrás".

Em parecer emitido pela procuradora Junia Bonfante Raymundo, o Ministério Público entendeu o Programa de Prêmio da Petrobrás como uma "verdadeira participação de lucros e resultados", que cria grandes distorções na remuneração dos empregados, e exclui os trabalhadores do debate.

Ao manifestar-se pela anulação do PPP, a procuradora do trabalho ressaltou que “a filosofia do Plano é a ‘meritocracia’, segundo a qual os grupos de indicadores terão pesos definidos de acordo com o nível hierárquico de cada participante", explicando que "quanto maior o nível hierárquico, maior será o peso das métricas de topo" e destacando que "os ‘membros da Diretoria Executiva, os ocupantes de função gerencial, especialista e supervisão na Petrobras’, receberão valores mais altos que os ‘demais empregados’”.

No parecer, a procuradora afirma ainda que, “considerando-se que, conforme informam os Autores (FUP e sindicatos), perto de 75% dos empregados da Ré (Petrobrás) não exercem qualquer função gratificada, o programa irá destacar as diferenças salariais da categoria e criar enorme desestímulo aos trabalhadores da base da pirâmide remuneratória que nunca atingirão a ‘premiação’ diferenciada dos empregados de função gerencial”. 

PPP foi imposto para beneficiar os "amigos do rei"

Após encerrar em 2019, sem acordo com a FUP e os sindicatos, as negociações sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a gestão da Petrobrás implantou, unilateralmente, o PPP, cujos critérios são desiguais e concentram benefícios em favor do alto escalão da empresa.

Em live realizada pela FUP em julho do ano passado, o assessor jurídico da entidade, Normando Rodrigues, já havia alertado que o PPP "é o sonho do empregador, pois pode individualizar e relativizar a remuneração do empregado, fazendo isso, caso a caso, e não para o grupo, com um regra coletiva para todo mundo, como era a PLR". 

A PLR sempre foi negociada com a FUP e os sindicatos, estabelecendo regras e metas democráticas, definidas em comum acordo com os trabalhadores. Ao contrário do PPP, a PLR é definida com transparência e a preocupação de uma divisão justa do lucro construído pelos trabalhadores, reservando a maior parte do recurso para a massa dos que têm um salário menor.

O PPP, por sua vez, viola o princípio de isonomia, de forma a gerar um esquema de premiação "do rei e de seus amigos", e ofende o teto constitucional e a moralidade administrativa. Além disso, incentiva a subnotificação de acidentes e viola a lei que regula a PLR e o Acordo Coletivo de Trabalho da categoria. 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Cerca de 300 aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrás participaram, na manhã desta terça-feira (17), de uma manifestação em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no bairro do Comércio, em Salvador, onde tramita, na 18ª Vara, uma ação que pede a condenação da Petrobrás e da Petros (fundo de pensão da categoria) pelo descumprimento da cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que trata sobre o plano de saúde dos petroleiros.

A mobilização chamou a atenção dos pedestres e motoristas que passavam pelo local, um bairro muito movimentado da capital baiana. “Este foi um dos nossos objetivos, o de chamar a atenção da sociedade e da justiça do trabalho para a situação deste segmento da categoria petroleira, que de uma hora para outra perdeu o controle do seu orçamento financeiro devido aos aumentos abusivos no seu plano de saúde, a AMS (Assistência Multidisciplinar de Saúde)”, explica o Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista.

Durante o ato, muitos aposentados deram depoimentos contando o que está ocorrendo em suas vidas, lamentando não poder usufruir de uma aposentadoria tranquila após trabalharem durante anos para isto. Eles relataram que tiveram redução de até 300% na renda  (levando em conta os descontos indevidos da AMS e os outros descontos que têm no contracheque) e muitos estão recebendo contracheques com valores quase zerados.

Luiz Carlos, que trabalhou por mais de 30 anos na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN-BA) estava revoltado. “Estamos sendo perseguidos pelo governo Bolsonaro através da direção da Petrobras. Querem nos matar de fome, tirar nossa assistência médica e nossos direitos. Estamos aqui pedindo justiça para dar fim a arbitrariedade da direção da Petrobras.”

Nacionalmente, o problema atinge aproximadamente 74 mil aposentados e pensionistas da Petrobras. Destes, cerca de 18 mil são da Bahia.

Participaram da manifestação, aposentados e pensionistas de Salvador e das cidades de Alagoinhas, São Francisco do Conde, Feira de Santana, Pojuca, Catu, Cardeal da Silva, São Sebastião do Passé, Entre Rios, Madre de Deus e Serrinha. O ato também contou com a presença de dirigentes da ASTAPE.

A ação

O Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa conta que a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindipetro Bahia tentaram resolver esta situação através de reuniões e negociações com a direção da Petrobrás, mas não tiveram sucesso. Por isso, entraram com ação na justiça denunciando o descumprimento do ACT. “A atual gestão da Petrobrás vem se recusando a negociar determinados assuntos com os representantes sindicais, o que está levando a FUP e os sindicatos a judicializar questões que poderiam ser resolvidas na mesa de negociação”, lamenta o líder sindical.

Na ação, a assessoria jurídica do Sindipetro pede que seja declarado ilegal o aumento de 13% para 30% da margem consignável de desconto da AMS na folha de pagamento dos petroleiros. Em sua tese, os advogados sustentam que o novo aumento não respeita a priorização prevista no parágrafo primeiro da cláusula 34 do ACT 2020/2022 da Petrobras. O que significa que a Petrobrás está descumprindo o acordo, causando prejuízos irreparáveis à categoria petroleira.

O Sindipetro solicita à justiça que a Petrobras e a Petros sejam condenados a devolver todos os valores pagos pelos empregados, aposentados e pensionistas que ultrapassem o limite de 13% da margem consignável (parcelas vencidas e vincendas).

O processo caminha para a conclusão definitiva e é grande a expectativa dos aposentados e pensionistas em relação à decisão.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em APOSENTADOS

Em decisão liminar da 70 Vara do Trabalho do Rio de Janeiro(VTRJ) na Ação Civil Pública nº0100536-51.2021.5.01.0027 movida pelo Ministério Público do Trabalho( MPT), foram declaradas ilegais as escalas unilateralmente impostas de 21 dias laborados, com base em denúncia realizada pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), assim como uma ação trabalhista movida por esta entidade contrária a aplicação dessas escalas ilegais imposta pela Petrobrás aos seus empregados e trabalhadores terceirizados, em com outras ações coletivas que questionavam tais escalas por todo o país .

Na ação coletiva movida pelo MPT e a ação coletiva n. 0100696- 06.2020.5.01.0482, movida pelo SINDIPETRO NF contra a PETROBRAS em 09.06.2020, houveram pedidos de tutela de urgência para manutenção integral das escalas de 14×21 (14 dias de trabalho embarcado por 21 dias de folga) para os trabalhadores substituídos que prestam serviços em plataformas de petróleo, FPSO’s e unidades afins, com a declaração de nulidade da referida alteração contratual, promovida pela PETROBRAS.


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Entendeu o juízo da 70ª VTRJ que a escala máxima fixada nos acordos coletivos da Petrobrás e das empresas privadas terceirizadas de 14 dias, não autoriza a estatal em promover sua alteração de forma impositiva e unilateral, sobretudo para aumentar o número de dias de embarque para além do limite de 15 dias consecutivos previsto no art. 8º da Lei 5811/72.

Também, entendeu o magistrado, que houve evidente perigo de dano ao se exigir o cumprimento de períodos de embarque superiores ao limite legal, em razão dos efeitos nocivos que tal imposição produziria sobre a saúde desses trabalhadores.

Foi acrescido a esse entendimento, por força do art. 8º da lei 5811/72 e ainda por razões de isonomia, que a impossibilidade de imposição unilateral de períodos de embarque acima do limite de 15 dias consecutivos deve se estender aos empregados terceirizados, que seriam expostos aos mesmos efeitos nocivos no caso de alteração de escala pela PETROBRAS, para além do limite legal.

Portanto a presente liminar concedida nesta ação civil pública foi estendida aos trabalhadores terceirizados de todas as empresas prestadoras de serviço do sistema Petrobrás, determinar que a Petróleo Brasileiro S.A Petrobras se abstenha, em âmbito nacional, de adotar escalas de embarque para trabalhadores terceirizados que atuam em suas plataformas em regime de revezamento na forma do art. 2º, §1º, alíneas “a” e “b” e art. 5º da Lei nº 5.811/72 por período superior ao máximo de 15 (quinze) dias ou das normas coletivas estabelecidas de 14 dias.

[Da imprensa do Sindipetro NF | Foto: Juarez Cavalcanti/Agência Petrobras]

Publicado em Sistema Petrobrás

Parece, finalmente, que as populações de São Mateus do Sul e do Paraná serão ouvidas na disputa em torno do pagamento de multas e royalties devidos pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), cuja dívida já beira R$ 1 bilhão. Em documento enviado pela FUP à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e à Petrobrás, cobrando explicações sobre as tratativas em torno da solução desta pendência, que já dura quase uma década, tanto o órgão fiscalizador, quanto a empresa afirmaram que irão consultar em breve a população sobre o caso.

Em respostas enviadas à FUP, a ANP informou que será realizada uma audiência pública e a Petrobrás disse se tratar de uma consulta pública. O fato é que é fundamental garantir à sociedade participação nesse debate, como os petroleiros vêm cobrando há tempos.

A disputa em torno dos royalties devidos pela SIX se acirrou a partir de 2013, quando a ANP instaurou um processo administrativo que resultou em multa para a Petrobrás por não pagar royalties sobre a extração de xisto na região de São Mateus do Sul entre 2002 e 2012. A agência cobrou alíquota de 10% de royalties e a estatal vem tentando reduzir à metade esse valor.

“É de extrema relevância essa informação que recebemos tanto da ANP, quanto da Petrobrás de que a sociedade de São Mateus do Sul e também do estado do Paraná será ouvida sobre a destinação desses recursos do passivo e multas em relação aos royalties do Xisto. Isso é uma questão que não pode ser tratada simplesmente como “uma oportunidade de negócio”, como a Petrobrás vem fazendo com a sua política de desinvestimento e entrega de ativos, sem se preocupar com os impactos sociais que estas medidas se impõem à população”, afirma o diretor da FUP e do Sindipetro PR/SC, Mário Dal Zot, lembrando que os recursos devidos pela Petrobrás são muito importantes para os cidadãos paranaenses e não podem ser discutidos a portas fechadas, entre o devedor (Petrobrás) e o credor (ANP).

A FUP espera que esse imbróglio seja resolvido, pois é inadmissível que a Petrobras continue se negando a pagar a dívida que tem com São Mateus do Sul e municípios vizinhos à SIX, em plena pandemia da Covid-19, quando os recursos devidos poderiam já ter sido utilizados na compra de vacinas, em equipamentos hospitalares e em políticas públicas de proteção social no momento em a população mais precisa do Estado.

[Da imprensa da FUP | Foto: Rogério Reis/Agência Petrobras]

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Decisão desfavorável aos trabalhadores foi tomada monocraticamente pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante recesso da Corte

[Da imprensa do Sindipetro SP | Foto: josé Cruz/Agência Brasil]

No dia 28 de julho, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a decisão de 2018 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que deu ganho de causa aos sindicatos nas ações referentes ao complemento da Remuneração Mínima de Nível e Regime (RMNR), pleiteado há mais de dez anos.

O processo da RMNR foi julgado pelo pleno do TST, ou seja, contou com a participação integral dos 27 ministros e teve decisão favorável aos trabalhadores pelo voto de desempate do presidente do tribunal, o ministro Ives Gandra Martins Filho.


Leia também: RMNR: Decisão de Ministro do STF é monocrática e cabe recurso


Na ocasião, o TST determinou que a Petrobrás corrigisse o salário dos 51 mil funcionários, da ativa e aposentados, com custo estimado pela própria empresa em R$ 17 bilhões, em 2018, e 46 bilhões, no primeiro trimestre deste ano. Para evitar o pagamento, a estatal interpôs recurso extraordinário, movendo o processo para o STF, que designou a relatoria ao ministro Alexandre de Moraes, em 2019.

Durante o último recesso – período no qual não há expediente e não correm prazos, com exceção feita para assuntos inadiáveis e urgentes –, no mês de julho, Moraes proferiu uma decisão monocrática, acatando o recurso extraordinário da Petrobrás e julgando a causa improcedente. A decisão é desfavorável aos trabalhadores e, uma vez mantida pelos ministros do STF, será estendida para todas as ações em andamento relacionadas ao complemento da RMNR.

De acordo com o advogado trabalhista que assessora o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), João Antônio Faccioli, o que causou maior surpresa foi o fato de a decisão ter sido proferida durante o recesso do STF, considerando que o recurso da Petrobrás já estava com o ministro Alexandre de Moraes há quase dois anos.

Ainda segundo Faccioli, o ministro Alexandre de Moraes não poderia proferir decisão monocrática (individual) nesta situação. “Trata-se de um processo que afeta todos os processos envolvendo o assunto RMNR, e é, também, uma decisão proferida pelo plenário do TST, e não se apresenta razoável que um único ministro do STF julgue o processo”, explicou o advogado. 

Esse entendimento jurídico também é compartilhado pelas demais assessorias jurídicas filiadas à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que afirmam que o regimento interno da Corte e a Constituição Federal não permitem que o processo seja julgado por meio de decisão monocrática, mas, sim, pelo plenário do STF. Em razão disso, as entidades sindicais entraram com embargos de declaração.

Esses recursos deverão ser analisados pelo ministro Alexandre de Moraes e, por isso, a decisão ainda não é definitiva. “Ele pode acatar os embargos de declaração e alterar a decisão, passando o julgamento para o plenário do STF, ou pode manter a decisão. Neste caso, poderíamos interpor recurso de agravo interno, que necessariamente deverá ser apreciado pelo plenário do STF”, completou.

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Plenária foi realizada de forma virtual, entre os dias 12 e 15, com participação de cerca de 150 petroleiros e petroleiras em cinco mesas temática e trabalhos em grupo

[Imprensa da FUP]

Com participação de cerca de 150 petroleiros e petroleiras de norte ao sul do país, foi encerrada neste domingo, 15, a IX Plenária Nacional da FUP, que, ao longo dos últimos quatro dias, realizou debates estratégicos para a luta em defesa da soberania nacional e da democracia. Com o tema “Energia para reconstruir o Brasil”, o evento ocorreu de forma virtual, devido à pandemia da Covid-19, com a maior parte das atividades realizadas em salas fechadas de videoconferência.

A plenária aprovou um conjunto de propostas para um novo modelo energético, que garanta o abastecimento nacional, com preços justos para a população, transição para fontes limpas de energia e que tenha como eixo a reconstrução da Petrobrás como empresa pública, integrada e motora do desenvolvimento nacional. Entre as principais deliberações, estão a interrupção imediata dos leilões de petróleo e das privatizações e a retomada do controle acionário da empresa pelo Estado rasileiro.

Veja aqui todas as notíticas da IX Plenafup

Ampliação da representação sindical

A plenária também discutiu temas estruturantes para a organização sindical da categoria petroleira, no enfrentamento à precarização das condições de trabalho decorrentes do processo de desmonte do Sistema Petrobras. As deliberações apontam para a ampliação da representação dos trabalhadores terceirizados e de operadoras privadas de petróleo, na busca pela construção de uma convenção coletiva para todo o setor petróleo, envolvendo tanto os trabalhadores da Petrobrás, quanto do setor privado. O fortalecimento das pautas LGBTQIA+ e da luta sindical contra todas as formas de opressão também tiveram papel de destaca nos debates da IX Plenafup.


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Resistência nas ruas e nas urnas

“A reconstrução da Petrobras só será possível com a derrota do projeto genocida e fascista do governo Bolsonaro e seus aliados. Nossa resistência tem que ser nas ruas e nas urnas, em 2022. Para isso, temos que continuar o nosso enfrentamento diário ao desmonte do Sistema Petrobrás, resistindo aos ataques e fazendo a disputa nas ruas, com uma agenda unitária de luta, com as categorias que estão sofrendo com o desmonte do patrimônio público, de forma a envolver todos os setores organizados da classe trabalhadora na defesa da democracia e na luta pela reconstrução do país”, afirmou o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.


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Acordo Coletivo

A Plenafup não discutiu temas relacionados à campanha reivindicatória, pois o Acordo Coletivo de Trabalho negociado ano passado com a Petrobrás tem validade até agosto de 2022. No entanto, em função dos graves ataques que os trabalhadores vêm enfrentando em plena pandemia da Covid-19, questões como saúde e segurança, regimes e jornadas de trabalho, AMS e Petros tiveram grupos de trabalho específicos, que deliberaram sobre propostas e encaminhamentos feitos pela categoria nos congressos regionais.


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As deliberações da IX Plenária Nacional da FUP serão sistematizadas e divulgadas ao longo dos próximos dias.

 

 

Publicado em IX PlenaFUP

A disputa da energia é uma disputa social, alertaram a diretora da FUP, Cibele Vieira, e o ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, na última mesa temática da IX Plenafup

[Da imprensa da FUP]

A última mesa de debate da IX Plenafup, realizada no sábado (14) à tarde, teve como tema “Energia para reconstruir o Brasil e a proposta dos petroleiros e petroleiras” e contou com a participação do ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, professor aposentado da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que integra o grupo de pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP). Ele dividiu a mesa com a diretora da FUP, Cibele Vieira, que traçou um panorama dos principais desafios enfrentados pela organização sindical petroleira, diante do desmonte do Sistema Petrobrás e de uma gestão que espelha o projeto antidemocrático do governo Bolsonaro.

“No começo de 2020, a conjuntura nos levou a uma grande greve, a maior greve depois de 1995, mesmo tendo passado pela greve de 2015, em 2020 foi um nível de acirramento ainda maior e com uma pauta absurda, uma pauta que era cobrar um espaço negocial. Nós ocupamos uma sala no EDISE, na simbologia de que era uma sala no andar do RH onde era para serem feitas negociações, só que era um espaço vazio, não existia negociação, pois a empresa com essa nova gestão não reconhece o movimento sindical. Por isso essa exacerbação das negociações individuais”, lembrou.

Cibele chamou atenção para os desafios que a categoria petroleira e o movimento sindical têm enfrentado, com o avanço das privatizações e a precarização das condições de trabalho decorrentes deste processo. Ela observou que, apesar da Petrobrás ainda ser a principal petrolífera do país, está cada vez perdendo mais espaço dentro da indústria nacional do setor.  

Desde a quebra do monopólio da estatal, em 1997, os governos brasileiros realizaram 16 leilões de campos de petróleo no modelo de concessão e sete, no modelo de partilha do pré-sal, o que significou a entrada de 69 operadoras no setor de óleo e gás. Atualmente, são cerca de 101 empresas de petróleo atuando no Brasil, sendo 51 nacionais e 50 estrangeiras.

A Petrobrás, que em 2010 era responsável por 93% da produção nacional de óleo e gás, em 2020 representava 73%. Ou seja, uma redução de 20% na última década. Soma-se a isso, a desintegração do Sistema, com a privatização de 32 ativos entre 2014 e 2021, incluindo subsidiárias, empresas de logística, plantas de fertilizantes, termelétricas, usinas de biodiesel.

Os dados foram apresentados por Cibele, com base em levantamento feito pela subseção do Dieese da FUP e estudos do INEEP.


Acompanhe aqui todas as notíticas da IX Plenafup

 “Tudo isto que está acontecendo está dentro do contexto do que a gente vai retratar aqui, acho que a plenária e essa mesa, Energia para reconstruir o Brasil, nos faz questionar, de onde vem essa energia? Vem do petróleo, afinal o petróleo é uma energia, mas quem faz a disputa por essa energia para reconstruir o Brasil? Não é lá no fundo do poço que isso acontece, isso é uma disputa social”, afirmou Cibele. “Precisamos de um movimento sindical cada vez mais forte para fazer essa disputa”, destacou.

Em sua explanação, Gabrielli buscou discutir o que estará previsto para a indústria energética e a geopolítica mundial do setor petróleo de 2023 em diante, chamando atenção para o atual quadro de disputa entre os Estados Unidos e a China. “São dois modelos de sociedade que se diferenciam profundamente em relação ao papel do Estado”, afirmou, destacando que as duas nações também lidam de forma diversa com a transição energética.