A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras manifestam total solidariedade à professora Érica Cristina Bispo, cuja aprovação em primeiro lugar no concurso público da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (edital FFLCH 24/2024), para docente na área de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, foi injustamente anulada, mesmo após o Ministério Público de São Paulo concluir, no inquérito civil nº 0738.0000336/2024, que não houve dolo nem irregularidade administrativa.
A anulação de sua nomeação, baseada em alegações frágeis e subjetivas, ignora o parecer do MP-SP e representa grave retrocesso para a luta por equidade racial e justiça institucional. Como mulher negra, pesquisadora e doutora em Literatura, Érica Bispo rompe barreiras históricas e simboliza o avanço da diversidade no ensino superior público. Sua exclusão fere não apenas o direito individual, mas o compromisso coletivo com uma universidade plural e democrática.
Em suas próprias palavras, a professora afirmou: “Passei legitimamente. Não há fundamento algum para a anulação do concurso. O que está em jogo é o direito de pessoas negras ocuparem o espaço que conquistam por mérito.” (entrevista ao Correio Braziliense, 2025).
A FUP e o Coletivo de Mulheres Petroleiras se somam às entidades, movimentos e cidadãos que assinam o Abaixo-Assinado em Defesa de Érica Cristina Bispo, exigindo que o Conselho Universitário da USP revise a decisão de anulação e adote medidas reparatórias, reafirmando seu compromisso com a inclusão e o combate ao racismo institucional.
Por uma universidade pública plural, inclusiva e antirracista.
Toda solidariedade à professora Érica Bispo.
Você também pode apoiar assinando a petição. Abaixo – Assinado em apoio à professora Érica Bispo