No 4º dia da greve nacional petroleira, unidade da Bacia de Campos, operada por equipe de contingência da Petrobrás, entra em shutdown. “É mais uma comprovação da irresponsabilidade da Petrobrás, em tocar as plataforma com equipes de contingência sem saber se ela tem capacidade técnica para isso. A própria empresa rasga as normas de segurança”, afirma o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira
[Da comunicação do Sindipetro NF]
O Sindipetro-NF foi informado há pouco da ocorrência de um grande vazamento de gás na plataforma P-40, na Bacia de Campos, que está sendo operada por equipe de contingência da Petrobrás — prepostos da empresa que substituem os grevistas durante paralisações. A unidade entrou em shutdown (paralisação total da operação).
O vazamento impacta toda a Bacia de Campos, que também está com a produção parada, com exceção do Campo de Marlin. O sindicato ainda não tem informações sobre o volume de gás envolvido no vazamento.
“O vazamento da P-40 foi numa linha de alta de exportação. A plataforma está parada, todos os trabalhadores recolhidos, aguardando a dispersão do gás. Com exceção de Marlin, o restante da Bacia de Campos está toda fora de operação”, relata o coordenador-geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges.
“É mais uma comprovação da irresponsabilidade da Petrobrás, em tocar as plataformas com equipes de contingência sem saber se ela tem capacidade técnica para isso. A própria empresa rasga as normas de segurança”, complementa o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira.
O também diretor da entidade, Matheus Nogueira, destaca que tudo indica que o caso também tem relação com o sucateamento de unidades da Petrobrás, em razão da chamada política de austeridade da atual gestão da companhia.
O Sindipetro-NF vai buscar mais informações sobre o vazamento e denunciar o caso aos órgãos de fiscalização. Confira o pronunciamento do coordenador do sindicato, Sérgio Borges: