Protesto contra insegurança na Petrobrás reúne 3 mil trabalhadores na Bahia

Cerca de três mil trabalhadores da Petrobrás participaram de um ato de protesto…





Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia

Cerca de três mil trabalhadores da Petrobrás participaram de um ato de protesto no Posto Mil, na BR 324, na manhã desta terça-feira,18/05, para protestar contra a política de (in) segurança da Petrobrás que continua fazendo vítimas fatais. Foram desviados os ônibus das unidades da RLAM, Transpetro, Taquipe, OPCAN/UPGN, Fafen, Taquipe, Santiago, Buracica, Miranga.

Durante o ato, os trabalhadores fizeram uma oração em memória dos trabalhadores mortos nos últimos anos e, principalmente, pelo operador Miraldo da Costa Leal, 48 anos, que morreu no dia 11/05, vítima de uma explosão de um compressor de gás, na Estação de Imbé/OP-AR (Araças).

Miraldo foi enterrado no dia 12/05, às 11h, no Cemitério da Saudade, em Alagoinhas. Outros dois trabalhadores terceirizados da empresa MTM de Manutenção, que também estavam no local do acidente, ficaram feridos. Luciano dos Santos Lima continua internado no hospital Aeroporto, em Lauro de Freitas, e Eduardo dos Santos Neto, que passa bem. O Sindicato já encaminhou a denúncia ao Cesat, a SRTE, Ministério Público do Trabalho (MPT). Foi criada uma comissão para apurar as causas do acidente da qual o Sindicato está fazendo parte, para garantir a transparência e a divulgação das informações para a categoria. Sabemos que conhecendo os motivos ocorrências como estas poderão não se repetir.

Ainda, no dia 11, diretores do Sindicato, na inauguração da Termoelétrica UTE, em Arembepe, denunciaram a política de SMS e o acidente ao presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e ao governador da Bahia, Jaques Wagner, presente à solenidade. Também, foi feito um minuto de silêncio em homenagem às vítimas, e foram cobradas mudanças na política de SMS da empresa e reiterado o sentimento de revolta e insatisfação da categoria com a grande ocorrência de acidentes. Não é possível que a Petrobrás, que é considerada uma das maiores empresas na área de petróleo, continue com a mesma política que vem ceifando vidas dos trabalhadores diretos e terceirizados.

O Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia e a FUP já alertaram à Petrobrás que a partir de agora os gerentes serão responsabilizados criminalmente por estas mortes. Desde o início do ano, já aconteceram duas mortes no setor de petróleo, na Bahia. Além da morte de Miraldo, no dia 19/03, faleceu o companheiro terceirizado Eli da Silva vítima de um acidente no dia 12/03, na RLAM. Outros dois companheiros ficaram feridos. Trabalho não combina com morte. Se os acidentes continuam acontecendo é porque há falhas na política de SMS da Petrobrás. A empresa precisa mudar essa política urgentemente.

Chega de mortes!