Petroleiros e petroleiras da Bahia realizam 40º Congresso Regional

[Da comunicação do Sindipetro BA]

O XIV Congresso das Petroleiras e Petroleiros da Bahia terminou no domingo (8), após três dias de intensos debates e reflexões, apontando para a importância da unidade e da força da categoria petroleira na luta pelos seus direitos e na garantia da justiça social em um momento de transição que se aproxima na Petrobrás e no setor de energia.

Com mais de 200 delegados(as) credenciados(as) da capital e das 12 subsedes no interior da Bahia, o XIV Congresso definiu ser prioritária a luta por mais investimentos da Petrobrás no estado, que será possibilitada pela mudança na política de distribuição de dividendos da empresa e, em última instância, pela continuidade de um projeto político progressista no Brasil. A manutenção de direitos já conquistados como o teletrabalho e os acordos de remuneração variável também foram destacados, além da luta por um novo plano de cargos e salários unificado, mais segurança e melhores condições de trabalho, especialmente para os prestadores de serviço. O fim dos equacionamentos da Petros também foi uma importante reivindicação entre congressistas.

A programação começou na sexta-feira (6), com uma mesa de conjuntura que estabeleceu um debate profundo sobre a geopolítica do petróleo, o atual momento político do Brasil e do mundo, apontando ainda qual é a posição da Bahia e da categoria petroleira neste cenário. Mediada pela coordenadora geral do Sindipetro Bahia, Elizabete Sacramento, e pelo coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, a mesa contou com as contribuições do professor de economia da UFBA e ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli, e do fundador e ex-presidente do PT na Bahia, Jonas Paulo.

No sábado (7), houve a mesa solene de abertura, com entidades sindicais e políticas, marcando o início oficial do Congresso. Fortalecer a unidade da classe trabalhadora e o projeto político da esquerda brasileira foi a mensagem da mesa, composta novamente por Elizabete e Deyvid, além do secretário sindical do PT nacional, Paulo Cayres; o presidente da CNQ, Geralcino Teixeira; a diretora da CUT Bahia, Cristina Brito; o diretor da CTB Bahia, Jerônimo Junior; o secretário estadual de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos; e o deputado estadual petroleiro Radiovaldo Costa (PT).

Ainda no sábado, três paineis foram os responsáveis por aprofundar os debates necessários para a organização da luta petroleira. Os investimentos da Petrobrás, a transição energética, a situação negocial da categoria e os problemas com a Petros e o plano de saúde foram temas discutidos pelos painelistas e demais congressistas, que definiram no último dia do congresso (8) a pauta de reivindicações da categoria.

O XIV Congresso também teve momentos culturais e de resgate da memória de luta e resistência das petroleiras e petroleiros da Bahia. Em uma das sessões especiais do PetroCine – Tela da Memória Petroleira, a organização sindical em tempos de fundação da CUT foi relembrada a partir do filme “Linha de Montagem”. Na outra, com exibição de “A Greve do Fim do Mundo”, a greve petroleira de 1995 foi prestigiada, com muitos depoimentos de gratidão e orgulho por esse movimento fundamental para a categoria.

Solenidade de abertura

Fortalecer a unidade da classe trabalhadora e o projeto político da esquerda brasileira foi a mensagem da mesa de abertura do XIV Congresso das Petroleiras e Petroleiros da Bahia, ocorrida na manhã deste sábado (7), marcando o início oficial da instância máxima da categoria petroleira baiana. Com uma mesa representativa do movimento sindical e das forças políticas que compõe o campo progressista, o momento solene foi também um rico espaço de reflexão e debate.

A coordenadora geral do Sindipetro Bahia, Elizabete Sacramento, destacou o forte compromisso com a luta que marca a categoria, citando os aniversários das greves de 1995, 2015 e 2020, movimentos que garantiram direitos para trabalhadores e trabalhadoras, mas também defenderam a soberania nacional na indústria petrolífera. No mesmo sentido, Elizabete apontou a importância da categoria para o futuro do país. “Sairemos desse congresso com a compreensão de quais lutas precisamos travar, enquanto petroleiros e petroleiras, e enquanto cidadãos e cidadãs. Vamos lutar pelos nossos direitos e por um projeto político que defenda e avance a força da classe trabalhadora em nosso estado e em nosso país”, encaminhou.

A disputa da política de investimentos da Petrobras foi o tema principal da contribuição do coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. “Temos uma empresa que ampliou seus investimentos, em relação ao governo anterior, mas precisamos continuar a disputa com relação aos dividendos que a Petrobras paga a seus acionistas minoritários, muitos deles estrangeiros. Essa riqueza precisa ser dividida com trabalhadores e trabalhadoras, e com a sociedade brasileira”, defendeu o coordenador, citando a importância de reestatizar a RLAM, retomar o controle da Fafen e ampliar a prospecção e produção de petróleo.

Também compuseram a mesa o secretário sindical do PT nacional, Paulo Cayres; o presidente da CNQ, Geralcino Teixeira; a diretora da CUT Bahia, Cristina Brito; o diretor da CTB Bahia, Jerônimo Junior; o secretário estadual de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos; e o deputado estadual petroleiro Radiovaldo Costa (PT).

As autoridades e representantes exploraram temas como a soberania nacional, desenvolvimento industrial, exploração da margem equatorial, trabalho decente, geração de emprego e renda, redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1.

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