[Da comunicação do Sindipetro MG/Fotos: Júlia Faccion]
As trabalhadoras e trabalhadores petroleiros da Petrobrás Biocombustível (PBio) querem incorporação e não privatização, conforme a ameaça de entrega das usinas de biodiesel ao setor privado. Para a categoria petroleira, a subsidiária tem o potencial para ser o braço verde da Petrobrás, dentro de um projeto de soberania e transição energética justa de verdade.
Participaram das mobilizações na portaria da Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro da Petrobrás Biocombustível (PBio), em Montes Claros, dirigentes do Sindipetro/MG, da FUP, do Sindipetro Unificado, Sindipetro/Caxias, MTST, MTD, Levante Popular da Juventude, SindUTE, Sindieletro/MG, além de lideranças políticas como a deputada estadual Leninha (PT) e a vereadora de Montes Claros Iara Pimentel (PT).

O ato começou com um atraso na entrada dos petroleiros no turno da manhã da Usina Darcy Ribeiro. Entre as falas, foi animado por uma charanga formada por jovens de movimentos populares que apoiaram a luta da categoria petroleira. “Bora, bora, bora! Vamos dizer não à privatização, a incorporação é a solução” foi o refrão de uma das paródias feitas pelo bloco.
As mobilizações em defesa da PBio, ocorridas em 2021, diante da iminência da venda da empresa pelo Governo Bolsonaro, foram lembradas nos discursos durante o ato. “Somente após muita luta e resistência, a PBio teve o processo de venda cancelado pelo Governo Lula em 2024”, frisou o coordenador-geral do Sindipetro/MG, Guilherme Alves.
No dia 29/8, durante visita a Montes Claros, o presidente Lula recebeu da FUP uma carta cobrando o fortalecimento da subsidiária e sua incorporação à Petrobrás. No documento, os trabalhadores defendem que a PBio assuma protagonismo no projeto de transição energética justa, com ampliação da produção de biodiesel, diversificação do portfólio de biocombustíveis, estímulo a parcerias com a agricultura familiar e retomada de unidades desativadas, como a de Quixadá (CE).
Desde 2023, a FUP e seus sindicatos têm debatido com os gestores propostas para reconstrução da empresa, cujas reivindicações foram ampliadas nos fóruns recentes da categoria por meio da Pauta pelo Brasil Soberano, com propostas para fortalecer as subsidiárias e garantir uma transição energética justa, inclusiva e participativa. Essa pauta integra as negociações coletivas da campanha reivindicatória em andamento.

Luta permanente contra retrocessos
Nesse dia 3/10, a Petrobrás completou 72 anos de existência, com um legado de conquistas que é orgulho para o povo brasileiro e, principalmente para as várias gerações de trabalhadores e trabalhadoras que estão por trás de cada resultado da empresa. Os petroleiros e petroleiras trazem em seu DNA a luta popular da campanha “O petróleo é nosso” e a resistência contra os ataques permanentes que marcam a história da Petrobrás.
A FUP reforça que a luta da categoria ao longo dessa última década salvou a estatal do projeto de privatização que teve início com a operação Lava Jato e se intensificou nos governos Temer e Bolsonaro, com a venda de subsidiárias, de refinarias, de campos de petróleo e de outros ativos estratégicos. Agora, a Petrobrás está sendo reconstruída, uma nova geração de petroleiros e petroleiras ingressou na empresa, com a retomada dos concursos públicos, mas a luta contra os retrocessos é permanente.