Justiça concede liminar exigindo a reintegração imediata dos 35 operários demitidos sumariamente no Comperj

Empreiteiras quebraram acordo firmado no TRT, mas terão agora de respeitar decisão da Justiça.





CUT

O movimento grevista iniciado no dia 8 de dezembro pelos operários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) foi encerrado nesta segunda-feira (19) após decisão da Vara de Justiça de Itaboraí exigindo a reintegração imediata de todos os 35 companheiros, incluindo os seis da Comissão de Negociação, que foram sumariamente demitidos pelas empreiteiras contratadas pela Petrobrás para a construção do Complexo.

Fruto de acordo firmado em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho após greve que durou mais de dez dias, os trabalhadores grevistas tinham o compromisso de que não haveria dispensas ou qualquer tipo de retaliação. Passados alguns dias, as empresas rasgaram o acordo e de forma arbitrária demitiram 35 trabalhadores.

Foi então que a solidariedade dos mais de oito mil operários entrou em ação. Aprovada greve, saíram dos canteiros de obra, foram às ruas e realizaram uma série de protestos em repudio a política de descaso adotada pelos patrões.

“Saudamos a decisão da Justiça de Itaboraí entendendo que houve uma quebra do acordo, demissões imotivadas, com tratativas de práticas antissindicais. Assim sendo, nada mais justo do que reintegrar nossos companheiros. Mas a mobilização dos operários foi fundamental para conquistarmos essa vitória e tenho certeza que saímos fortalecidos para a próxima campanha salarial, já que a data-base da categoria é em fevereiro”, argumenta Marcos Hartung, secretário de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Madeira (Conticom).

As empreiteiras afirmaram que não vão recorrer da decisão. Sobra agora a negociação dos dias parados, onde os trabalhadores já deixaram claro que não aceitarão qualquer tipo de desconto.