Químicos do ABC manifestam apoio à Greve Nacional dos Petroleiros

Quarta, 04 Novembro 2015 15:21

Apoio e Solidariedade à Greve Nacional dos Petroleiros em Defesa do Brasil!

Manifesto do Sindicato dos Químicos do ABC reforça que pauta que mobiliza os petroleiros nacionalmente é também da categoria química

A Greve Nacional das trabalhadoras e dos trabalhadores petroleiros, iniciada dia 1 de novembro, conta com apoio incondicional do Sindicato dos Químicos do ABC. A pauta que mobiliza esta histórica paralisação petroleira é também nossa: a luta contra a privatização da Petrobrás, a defesa da vida e da soberania.

A crise econômica que atravessamos reforça a posição do Sindicato de que é somente através de uma estratégia coordenada de investimentos públicos em setores fundamentais de infraestrutura, energia, petróleo e petroquímica, com exigência de contrapartidas sociais, que a economia brasileira poderá desenvolver-se e melhorar a condição de vida da população.

A indústria química no ABC, pioneira no Estado de São Paulo e no Brasil, atravessa momento decisivo de definição de rumos para consolidar sua trajetória de crescimento, gerando empregos e contribuindo para a atividade econômica regional. Desde que a Petrobras anunciou, em meados de 2007, as descobertas das imensas reservas de petróleo e gás na camada de pré-sal – que se encontram, em grande medida, no litoral paulista, muito próximo à região do ABC – novas potencialidades se descortinaram para a indústria química aqui instalada.

Os recursos do Pré-sal possibilitam à indústria brasileira – e de forma muito especial, à indústria do petróleo e da química – acelerar seu crescimento, desenvolver-se de forma integrada, agregar valor à sua produção, gerar empregos com elevado padrão de qualidade (remuneração adequada, estabilidade pela supressão da rotatividade, em ambientes de trabalho seguros e com diálogo entre trabalhadores e empregadores) afastando, de vez, qualquer possibilidade de desindustrialização precoce de nossa economia.

A Petrobras tem papel decisivo no contexto do projeto de desenvolvimento nacional para a cadeia produtiva, que se inicia com a extração do petróleo e do gás, avança para a petroquímica e se integra na oferta de resinas para a transformação plástica, além de impactar positivamente diversos outros segmentos industriais químicos no Brasil.

É fundamental um amplo e público debate sobre os rumos da cadeia produtiva petroquímica brasileira, avançando para a efetiva construção de modelo de gestão baseado na participação dos trabalhadores na definição dos rumos das empresas, através, por exemplo, de representantes nos conselhos administrativos, eleitos pelos trabalhadores.

Por isso, nós Químicos do ABC estivemos dia 30 de outubro em frente à sede da Petrobras na avenida Paulista, em São Paulo, nos manifestando para que a Petrobras garanta o fornecimento de nafta petroquímica, matéria-prima essencial para a atividade química no ABC e em todo o País.

Apenas unificados em luta, os trabalhadores e as trabalhadoras são capazes de melhorar suas condições de vida e transformar a realidade. Inspirados nas batalhas do passado e organizados para as lutas do presente, nós, Químicos do ABC nos solidarizamos à luta dos companheiros e companheiras petroleiros.

Esta é uma greve em defesa do Brasil. Em defesa da possibilidade de construir a soberania do povo brasileiro, contra todas as iniciativas de privatização, políticas de desinvestimento e entrega do Pré-sal aos interesses imperialistas.

Nossa solidariedade, manifestada aqui, se estenderá a todas as atividades que a categoria petroleira construir e das quais possamos participar, dentro do princípio de solidariedade e fortalecimento da luta e organização das trabalhadoras e trabalhadores.

Em defesa do Brasil, em defesa da Petrobras!

Unidas e unidos somos mais fortes!

4 de novembro de 2015

Sindicato dos Químicos do ABC

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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