Greve na Bahia segue rumo à parada de produção e com boa adesão da categoria

Segunda, 02 Novembro 2015 15:22

O segundo dia de greve na Bahia segue com grande adesão dos trabalhadores nas áreas de exploração e produção, refino, termelétricas, biodiesel e terminais. A direção do Sindipetro Bahia está protocolando notificação extra-judicial  por cada unidade operacional (estações de tratamento de óleo, de gás, refinaria, terminal, estação e compressão de gás, etc)   cobrando a liberação dos trabalhadores que estão confinados nas áreas em regime de dobra e tentando negociar a equipe de contingência, visando à segurança dos trabalhadores, do patrimônio, a redução da produção e o atendimento das necessidades inadiáveis da população, conforme determina a Lei de Greve.   

No Temadre, Porto de Suape, Porto Mirim, Fábrica de Asfalto e Parque de Gás Maria Quitéria, localizados no município de Madre de Deus, a rendição de turno foi cortada desde domingo (01/11), às 19h. Alguns operadores estão há mais de 24 horas dentro das áreas e já reclamam de exaustão. De acordo com o diretor André Araújo, alguns pelegos do administrativo se dirigiram ao local de trabalho antes do inicio da greve e lá permaneceram. O comando de greve negocia a saída desses “traidores” da categoria em troca da liberação da alimentação para os trabalhadores de turno. Nesta segunda-feira, 02, foi permitida apenas a rendição do efetivo mínimo da segurança patrimonial.

 Na Fafen, onde a planta estava parada para manutenção antes do inicio da greve, a rendição de turno foi cortada às 16h de ontem (1/11) e a planta continua parada, pois não há operadores suficientes para dar partida na unidade.

Nas termelétricas Celso Furtado, Rômulo Almeida, Bahia 1, Arembepe e Muricy o movimento teve inicio à zero hora de domingo (01), com uma grande adesão dos trabalhadores. O único incidente aconteceu hoje (02), pela manhã, quando um gerente passou por baixo de uma cerca no mato para furar o piquete. Ele chamou alguns supervisores para acompanhá-lo, mas ficou sozinho, ninguém foi.

Em Santiago, o corte de rendição se deu às 20h de domingo (01), em Taquipe, Massape e Lamarão também não há troca de turno desde às 15h de ontem. Já em Miranga o corte só aconteceu às 8h desta segunda-feira (02).

Na PBIO, a troca de turno está sendo negociada apenas para manter a equipe de contingência para garantir a segurança. De acordo com o diretor George Arléo como não está havendo carregamento e descarregamento de insumos (Àcido e Metilato) e matéria prima (óleo vegetal), a previsão é que amanhã (03/11) aconteça a parada de produção na unidade.

Na região de Candeias, as carretas que transportam óleo estão paradas e de acordo com o diretor Gilson Sampaio as Estações Socorro e Marapé não estão mais produzindo e a Estação Dom João só consegue operar até hoje. Sem o carregamento de óleo “essa semana todas as estações desta área terão a sua produção bastante reduzida ou paralisada”, informa.

Na RLAM, onde não há troca de turno desde domingo às 15h, os trabalhadores estão sendo convencidos  pelos diretores do Sindipetro a retornarem para suas casas. Mas ontem, a Petrobrás, numa atitude desumana, não liberou de imediato o retorno dos ônibus, mantendo-os até as 10h30 e 17h30, comprometendo o descanso e a alimentação dos rodoviários que estavam trabalhando desde ás 4h.

Agressão – Na manhã dessa segunda, (2), no portão 6 da RLAM, supervisores desceram do ônibus que foi parado; um deles, não identificado, partiu para agressão física, empurrando a mãe de família Maria Alcione, que é militante e coordenadora do MST do Recôncavo Baiano.

A Polícia Militar, também no início do movimento, através de um subtenente que comandava a patrulha, tentou agredir o coordenador geral do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar. O ato só não foi consumado porque os trabalhadores da 5ª turma ocuparam a pista e enfrentaram os polícias.

Na greve por tempo indeterminado, em Defesa da Petrobrás e do Brasil, a direção do Sindipetro Bahia conta com o apoio do MST, Sindicato dos Rodoviários da Bahia, da Central Única dos Trabalhadores, Comunidade Quilombola de São Braz e dezenas de dirigentes sindicais de outras entidades.

FONTE- Imprensa Sindipetro Bahia

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