Não passarão

FUP repudia misoginia contra Juvandia Moreira e Neiva Ribeiro e manifesta apoio e solidariedade às sindicalistas

FUP presta solidariedade com as companheiras bancarias vítimas de misoginia (Foto: divulgação)

Federação presta solidariedade às diretoras dos bancários, vítimas de ataques mentirosos e misóginos e reforça que não há espaço no movimento sindical para esse tipo de prática

As direções da FUP e de seus 14 sindicatos filiados condenam veementemente a campanha misógina contra as coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira e Neiva Ribeiro. Em meio à negociação coletiva da categoria bancária, elas vêm sendo sistematicamente atacadas nas redes sociais com ofensas machistas e disseminação de mentiras, na tentativa de desqualificação de suas lideranças.

Os ataques sofridos pelas companheiras reforçam o machismo estrutural, que historicamente tenta deslegitimar mulheres que ocupam espaços de direção e liderança, sobretudo nos enfrentamentos políticos. Juvandia e Neiva têm uma trajetória de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras reconhecida nacionalmente.

Em nota, o Sindicato dos Bancários do ABC expressou: “Misoginia e violência não têm espaço. O movimento sindical é um espaço democrático. Divergências, críticas e diferentes posições fazem parte do debate e devem ser respeitadas. O que não pode ser admitido é que diferenças de opinião sejam transformadas em ataques pessoais, machistas ou misóginos contra mulheres que ocupam espaços de liderança”.

A FUP subscreve completamente e reafirma seu compromisso de combate a todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres, dentro e fora do espaço sindical. Atacar e tentar desqualificar dirigentes por serem mulheres ultrapassa qualquer limite do debate democrático e deve ser repudiado por todo o movimento sindical.

A coordenadora geral da FUP, Cibele Vieira, que também passou por ataques misóginos no final da greve dos Petroleiros de dezembro de 2025, se solidariza: “As pessoas podem discordar de algum encaminhamento proposto pela federação ou pelo sindicato. Esse não é o ponto. O ponto é que os ataques são diferentes com nós, mulheres. Somos atacadas por isso, por ser mulheres. Os encaminhamentos são coletivos, mas os ataques são individualizados, porque querem nos diminuir. Não conseguem nem conseguirão”.

Quando ataques desta natureza ocorrem devem ser repudiados e combatidos, pois, caso contrário, reforçam a desigualdade de gênero nos espaços de poder. Misoginia e sexismo não podem ser naturalizados ou admitidos em organizações sindicais que têm como compromisso e bandeira de luta o combate às discriminações e às opressões.