Ativista foi interceptada pela marinha do regime sionista de Isael em águas internacionale e está desaparecida e incomunicada
Já se passaram mais de 50 horas desde que a marinha da entidade sionista sequestrou Beatriz Moreira, jovem militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e demais ativistas da Global Sumud Flotilha, que tenta romper o cerco ilegal israelense e distribuir ajuda humanitária em Gaza. Familiares, organizações populares e entidades de direitos humanos seguem sem informações concretas sobre o paradeiro e as condições dos 329 integrantes da missão humanitária, vindos de 45 países, incluída Beatriz.
A Global Sumud Flotilla reúne embarcações civis, ativistas, parlamentares, profissionais de saúde, movimentos populares e organizações humanitárias de dezenas de países. A missão tem caráter não armado e busca romper o bloqueio e o isolamento social e político imposto por Israel à Faixa de Gaza, além de levar medicamentos, alimentos e denunciar internacionalmente a crise humanitária vivida pelo povo palestino.
“É grotesca a impunidade que o regime de ocupação e apartheid de Israel tem perante os olhos do mundo. Os governos brasileiro e dos demais países devem se levantar contra essa enorme arbitrariedade e proteger a vida e integridade dos seus cidadãos perante uma entidade que viola sistematicamente os direitos humanos e o Direito Internacional, representando um perigo para a humanidade, afirma a coordenadora geral em exercício da FUP, Cibele Vieira, e acrescenta: “Nós, petroleiros e petroleiras da FUP, exigimos a liberação de Bia e todos os militantes sequestrados, e continuaremos na luta contra a ocupação e o genocídio, em solidariedade ao povo palestino”.
A ofensiva israelense contra as embarcações provocou reações internacionais nas últimas horas. Em declaração conjunta divulgada nesta segunda-feira (18), o governo brasileiro e outros países condenaram os ataques e exigiram a libertação imediata dos civis detidos. O documento manifesta “séria preocupação com a segurança e a integridade dos participantes civis da flotilha” e cobra respeito ao direito internacional e às ações humanitárias no Mediterrâneo.
Nos últimos meses, Gaza tem enfrentado um cenário de devastação extrema. Bombardeios constantes, destruição de hospitais, fome, deslocamentos forçados e bloqueios à entrada de água, medicamentos e alimentos atingem milhões de palestinos, sobretudo crianças, mulheres e idosos.