Durante a quarentena, a FUP e seus sindicatos estão divulgando a hastag #ForaCastelloBranco nas redes sociais. O objetivo é denunciar a gestão da Petrobrás por se aproveitar da crise do coronavírus para acelerar o desmonte da empresa, quando deveria estar contribuindo para minimizar os impactos sociais e econômicos da pandemia no Brasil.
Em vez de cumprir a sua função pública de garantir o abastecimento do povo brasileiro e agir com responsabilidade social nesse momento de crise humanitária, a Petrobrás é conduzida na direção contrária. A gestão Castello Branco está paralisando mais de 50 plataformas de petróleo e aumentando ainda mais a subutilização das refinarias, enquanto o povo brasileiro paga preços de importação nos combustíveis que consome.
A Abreu e Lima, em PE, é uma das principais produtoras de diesel do país. A Petrobras exporta toda a sua produção, enquanto o brasileiro é obrigado a pagar pelo diesel importado. Quem faz isso é a mesma gestão que paralisa mais de 50 plataformas. #ForaCastelloBranco pic.twitter.com/IDj95ssPuU
— Federação Única dos Petroleiros (@FUP_Brasil) April 16, 2020
A capacidade das refinarias da Petrobrás, que já havia sido reduzida a menos de 70%, agora está abaixo da metade, como denunciam os coordenadores dos sindicatos filiados à FUP.
A pandemia da Covid-19 confirma o quanto o Estado é importante no enfrentamento e superação de crises. A Petrobras, em vez de cumprir o seu papel social e garantir combustíveis a preços justos, reduz ainda mais a produção, colocando em risco o abastecimento. #ForaCastelloBranco pic.twitter.com/Hrkro8ae3r
— Federação Única dos Petroleiros (@FUP_Brasil) April 9, 2020
Nos estados do Nordeste, a gestão da empresa quer desativar praticamente todas as suas unidades, como acontece no Ceará, onde a Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor) foi colocada à venda e as nove plataformas do estado, paralisadas, o que resultará no fechamento de mais de 2,5 mil postos de trabalho diretos e indiretos.
O mesmo acontece na Bahia, no Rio Grande do Norte, Pernambuco e várias outras regiões do Nordeste. O impacto econômico desse desmonte é ainda maior diante da crise gerada pela pandemia do coronavírus.
Decisões erradas da gestão da Petrobras deixam o povo brasileiro refém das importações de derivados, comercializados aqui no país a preços internacionais. Enquanto a empresa exporta óleo cru, a população paga em dólar pelo gás de cozinha, diesel e gasolina. #ForaCastelloBranco pic.twitter.com/3L4d1AhaCS
— Federação Única dos Petroleiros (@FUP_Brasil) April 10, 2020
Num momento como este, a gestão da Petrobras deveria estar subsidiando o gás de cozinha, cujos preços continuam abusivos, mesmo com as reduções dos preços dos derivados nas refinarias. A empresa poderia garantir o abastecimento de ambulâncias e geradores de hospitais, fornecendo combustíveis a custo zero, por exemplo. A gestão, no entanto, mantém os estoques das refinarias cheios, forçando a paralisação das unidades.
O fechamento da Fafen-PR causou mais de 900 demissões e deixou o Brasil dependente da importação de uréia, produto essencial para produção de fertilizantes agrícolas. Mais uma ação irresponsável da gestão da Petrobras, na contramão do que o país precisa. #ForaCastelloBranco pic.twitter.com/ETun49pS9F
— Federação Única dos Petroleiros (@FUP_Brasil) April 13, 2020
A pandemia da Covid-19 confirma o quanto o Estado é importante no enfrentamento e superação de crises. Castello Branco continua na direção contrária, comprometendo o futuro do país, ao condenar a Petrobras a um papel cada vez mais irrelevante no cenário nacional e mundial.
#ForaCastelloBranco
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[FUP]