Reunião executiva

Exército da FUP segue fortalecido

Executiva reúne coordenadores dos 14 sindicatos filiados para discutir o encaminhamento de pautas e negociações em aberto com a Petrobrás

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) reuniu, nesta terça-feira (3), sua Executiva e os coordenadores dos 14 sindicatos filiados para discutir os assuntos pendentes em negociação com a empresa e definir prioridades para avançar na defesa dos direitos da categoria e do projeto de Petrobrás defendido pela Federação.

Na abertura da reunião, a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, parabenizou os petroleiros e petroleiras pelo engajamento no processo eleitoral, especialmente no segundo turno, e destacou a participação da categoria junto à mobilização popular que garantiu a eleição de Lula. Para ela, a vitória foi resultado da participação do povo na defesa da democracia e da soberania. Cibele também ressaltou o fortalecimento da FUP diante do papel desempenhado por cada diretor durante o processo eleitoral, defendendo que os próximos quatro anos do governo Lula sejam dedicados às pautas populares.

Com relação às pautas da categoria Petroleira, a coordenadora-geral salientou a importância de enfrentar as questões que permanecem pendentes para os trabalhadores. “Estamos agora em um debate mais tático do que estratégico, porque sabemos o que queremos e como defender”, afirmou Cibele.

Entre os pontos de atenção e as pautas prioritárias para fortalecer a organização dos trabalhadores, foram destacadas a realização de novos concursos públicos e a efetivação de todos os aprovados e cadastrados em reserva, aproveitando os processos seletivos já existentes.

Também estão na agenda a redução da jornada dos trabalhadores prestadores de serviços, o combate aos calotes das empresas terceirizadas e a garantia da representação sindical, com contratos e acordos coletivos que assegurem direitos no sistema de contratação.

Outro tema é a incorporação dos trabalhadores das subsidiárias à holding Petrobrás, com a possibilidade de reorganização da prestação de serviços entre as empresas e realocação dos empregados.

A pauta inclui ainda o enfrentamento dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs), foi destacada a mediação no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o fim dos equacionamentos.

Outro ponto de atenção é atuação junto à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) e demais órgãos para garantir planos de saúde autogeridos e vitalícios nos ACTs e contratos coletivos e individuais das estatais.

Também foi destaque na reunião a discussão sobre a reestatização da RLAM, REMAN, SIX e dos campos de petróleo privatizados.

A Executiva também discutiu a necessidade de dar andamento às negociações e aos grupos de trabalho que permanecem em aberto, como o GT de Plano de Cargos, o do Estatuto da APS, o adicional de dutos e a reivindicação de isonomia dos trabalhadores do Terminal de Coari.

O acordo de teletrabalho, com vencimento previsto para o início do próximo ano, também está entre os temas que exigem encaminhamento.

Outro compromisso previsto é a realização, ainda em dezembro, da segunda edição do Fórum Brasil Soberano, dando continuidade ao debate sobre os desafios nacionais e a defesa de um projeto de desenvolvimento soberano.

A reunião da Executiva integra o processo de discussão e articulação da Federação com os sindicatos filiados, com foco no fortalecimento da organização sindical e na construção de estratégias para defender os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, a Petrobrás e a soberania energética nacional. Cloviomar Cararine, economista da FUP, contextualizou o momento atual e destacou que a FUP está mais organizada do que há quatro anos. Segundo ele, nesse período, a Federação construiu documentos e conteúdos que consolidaram suas posições sobre o modelo de Petrobrás, o futuro do setor petróleo e o projeto de desenvolvimento que defende para o país.