Em assembleia nacional realizada na última terça-feira, 7 de julho, os trabalhadores e trabalhadoras da ENGIE Soluções (ESON) reprovaram a última proposta apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026-2028. A votação reuniu cerca de 250 participantes de diversas regiões do país, incluindo Rio de Janeiro, Norte Fluminense, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Amazonas.
A proposta rejeitada previa reajuste de 4% nos salários e no auxílio-alimentação, concessão de R$ 200,00 de auxílio-farmácia e implantação de coparticipação de 10% dos trabalhadores no plano de saúde. Para a categoria, os índices e condições apresentados pela empresa estão abaixo das expectativas e não contemplam as principais reivindicações dos empregados.
Os trabalhadores defendem reajuste de 5% nos salários, correção de 6% no auxílio-alimentação e a manutenção do plano de saúde sem qualquer tipo de coparticipação. As reivindicações refletem a necessidade de preservação do poder de compra e de manutenção dos direitos conquistados ao longo das negociações coletivas anteriores.
Diante da rejeição da proposta, permanece mantido o estado de greve aprovado pela categoria. A Federação Única dos Petroleiros (FUP), seus sindicatos filiados e as demais entidades representativas irão formalizar à empresa o resultado das assembleias e cobrar a retomada das negociações em condições que atendam às demandas dos trabalhadores.
Com data-base em 1º de abril, a categoria segue mobilizada. Nos próximos dias, a FUP e os sindicatos convocarão um seminário de greve para avaliar o cenário das negociações e deliberar sobre os próximos passos da campanha reivindicatória. As entidades sindicais destacam que, apesar de todos os esforços realizados nas mesas de negociação, a empresa ainda não apresentou uma proposta capaz de atender os pleitos considerados fundamentais pelos trabalhadores.