Petroleiras entregam a Lula carta em repúdio à violência sexista contra Dilma

Sexta, 03 Julho 2015 18:13

 

Nesta sexta-feira (03), durante a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 5ª Plenafup, o Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP divulgou uma carta de repúdio aos adesivos sexistas que circulam na internet, utilizando a imagem da presidente Dilma Rousseff em fotomontagens que simulam cenas de estupro.  “Isso não é manifestação de liberdade de expressão, mas sim a manifestação de um machismo inaceitável com a Presidenta, com as brasileiras, com as mulheres”, destaca o documento, que foi entregue a Lula para que encaminhe diretamente à Dilma.

Foto: Maicon Suldan

Na carta, as petroleiras manifestam seu apoio e solidariedade à presidente da República e cobram seu apoio “na defesa da Petrobras e muito duramente, neste momento, do pré-sal brasileiro”. As trabalhadoras também ressaltam que a violência praticada contra Dilma “evidencia que faltam argumentos políticos e embasados em fatos, análises sérias e dados convincentes para respaldar as críticas contra o governo”.

A coordenadora do Coletivo de Mulheres Petroleiras, Anacélie Azevedo, afirmou que a violência contra Dilma é conseqüência da forma como a direita e os setores conservadores vêm reagindo às políticas públicas de empoderamento das mulheres. “Temos visto esse mesmo ódio em relação aos negros, aos LGBT, crianças e todas as minorias”, destacou.

Leia abaixo a íntegra da carta encaminhada à presidente Dilma:

CARTA DE REPUDIO AOS ADESIVOS SEXISTAS E APOIO

A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

As delegadas e delegados presentes a 5a Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros - PLENAFUP - vem através desta demonstrar nossa indignação e repúdio diante da agressão sofrida pela Presidenta Dilma Rousseff nesta semana. Nossa indignação se dá ao desrespeito a sua função política e como mulher.

Neste momento, circulam peles redes sociais imagens de montagens feitas com o rosto da presidenta Dilma Rousseff, em que ela aparece de pernas abertas. São colados adesivos com essa imagem na entrada no tanque de gasolina dos carros, que, quando abastecidos, passam a ideia de que a bomba de gasolina está penetrando sexualmente a figura falsa da presidenta.

Segundo os adeptos dessa aberração machista, a intenção é “protestar” contra o aumento da gasolina. Parece que para eles a melhor analogia para um protesto é um estupro, uma violação sexual que ainda é exibida como se fosse algo engraçado. A penetração, nesse caso, é a punição contra a presidenta, que está sendo “castigada” por ter subido os custos do abastecimento!

Cenas como essa, com certeza, acarretam um desgaste emocional na mulher Dilma. Isso não é manifestação de liberdade de expressão, mas sim a manifestação de um machismo inaceitável com a Presidenta, com as brasileiras, com as mulheres. É discriminatório, pois permite o desrespeito e a discriminação entre os seres humanos. Adesivos como esse corrompem o povo!

Essa prática, que jamais deve ser chamada de protesto, evidencia que faltam argumentos políticos e embasados em fatos, análises sérias e dados convincentes para respaldar as críticas contra o governo Dilma. Porque, sim, é possível criticar o governo atual e até mesmo manifestar revolta sem apelar para misoginia e analogias de estupro.

Essa plenária e em especial as mulheres petroleiras aqui presentes prestam todo apoio e solidariedade a Presidenta Dilma e às mulheres brasileiras vítimas de violência, bem como repudia qualquer ato de violência ou incitação desta, cometido contra as mulheres.

Por fim, pedimos o apoio da Presidenta Dilma na defesa da Petrobras e muito duramente, neste momento, do pré-sal brasileiro. O Petróleo pertence ao povo brasileiro e deve servir a soberania e desenvolvimento do Pais!

03 de julho de 2015, Guararema, São Paulo

Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP

 

Confira a galeria de fotos da V Plenafup

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Fonte: FUP

Última modificação em Sábado, 04 Julho 2015 15:48

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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