Petroleiros iniciam "operação Gabrielli" e paralisações surpresa em terminais estratégicos

Quarta, 26 Outubro 2011 22:00
A FUP volta a se reunir hoje, a partir das 14 horas, com a Petrobrás, fortalecida pelas mobilizações da categoria

Imprensa da FUP 

Nesta quinta-feira, 27, os trabalhadores do Sistema Petrobrás iniciaram uma série de mobilizações nas bases da FUP, cumprindo, rigorosamente, todos os procedimentos de segurança que as gerências burlam diariamente. Além disso, os petroleiros estão realizando paralisações surpresa nos terminais de São Caetano do Sul (SP), Cabiúnas (NF) e Coari (Amazonas).

Batizada de “Operação Gabrielli”, as mobilizações por segurança são mais uma forma de protesto contra a política de SMS da empresa, que já matou 309 petroleiros e feriu e mutilou outros milhares de companheiros nos últimos 16 anos. E o presidente da Petrobrás ainda alega que a culpa é dos trabalhadores, que não têm “disciplina operacional”.

Paralisações surpresa nos terminais

 

 Terminal de São Caetano é ocupado pelos dirigentes sindicais e trabalhadores suspendem emissão de PTs 

A direção do Unificado de São Paulo, com o apoio dos Sindipetros de Minas Gerais e Paraná, ocupou hoje o terminal de São Caetano do Sul, onde foram suspensas a emissão de PTs e estão sendo cumpridas, rigorosamente, todos os procedimentos de segurança. A direção do sindicato realizará uma setorial nesta tarde dentro de Terminal, em frente ao refeitório.

No Norte Fluminense, o sindicato está no Terminal de Cabiúnas, em Macaé, onde os trabalhadores permanecem fora da unidade desde as 6 horas de hoje. O grupo que entrou à zero hora continua operando o terminal, mas cumprindo rigorosamente os procedimentos de segurança. Mais informações podem ser acompanhadas pelo site do sindicato (www.sindipetronf.org.br) e na Rádio NF (www.radionf.org.br).

No Amazonas, o Sindipetro-AM também ocupou o Terminal de Coari desde às 7 horas, onde os trabalhadores também suspenderam a emissão PTs e estão engajados na "Operação Gabrielli". As demais bases da FUP estão também realizando mobilizações por segurança, cumprindo à risca todos os procedimentos de segurança e colocando em xeque a hipocrisia dos gestores da empresa, que posam de defensores da vida para o presidente Gabrielli, mas na prática atropelam todas as normas de SMS para cumprirem as metas de produção. 

Nova rodada de negociação hoje com a Petrobrás

A FUP volta a se reunir hoje, a partir das 14 horas, com a Petrobrás, fortalecida pelas mobilizações da categoria, que está em estado de greve. A FUP buscará na mesa de negociação uma contraproposta que atenda às principais reivindicações dos trabalhadores. Não só em relação às questões econômicas, como propõe a empresa, mas também no que diz respeito às cláusulas sociais. Por isso, a FUP irá propor estender a negociação até o dia 28, já que a Petrobrás não avançou, como deveria, em relação aos eixos essenciais da campanha reivindicatória, como uma política de SMS que defenda a vida, melhoria dos benefícios, condições iguais de trabalho para os terceirizados, ganho real, aumento de efetivos que reduza a terceirização desenfreada que tem matado cada vez mais trabalhadores na empresa. 

Além disso, a empresa descartou das rodadas anteriores de negociação os capítulos da pauta referentes à segurança no emprego; planejamento, recrutamento e seleção de pessoal; condições de trabalho; anistia; inovações tecnológicas e relações sindicais.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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