Campanha reivindicatória: mobilização na Bahia reúne mais de 2000 petroleiros

Na manhã de hoje (27), o Sindicato dos Químicos/Petroleiros (BA) realizou um grande ato da campanha reivindicatória…




Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia

 Na manhã de hoje (27), o Sindicato dos Químicos/Petroleiros (BA) realizou um grande ato da campanha reivindicatória, no km 605 da BR 324, no Posto Mil, próximo da cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Cerca de 2.000 trabalhadores  diretos do turno e adm das bases da Rlam, Transpetro, Biodesiel, Fafen e áreas do E&P (Araçás, Buracica, Miranga, Santiago, Taquipe e Candeias) participaram do protesto que atrasou o início do expediente em três horas. Estavam presentes, ainda, trabalhadores terceirizados. Eles protestaram contra a direção da empresa que não avança nas negociações. As mobilizações vêm ganhando corpo. Já aconteceram atos no dia 25/10 (duas turmas do turno da RLAM), dia 26 (turno e adm da Fafen) e 23 (turno e adm Transpetro).

 

Alguns deles vêm sendo acompanhados de assembleias, e nesses casos, as bases já rejeitaram a segunda contraproposta apresentada pela direção da Petrobrás. As mobilizações vão continuar até os dias 04 e 05/11, quando o Conselho Deliberativo da FUP se reunirá em Brasília. O Conselho irá deliberar sobre as próximas estratégias de ação na campanha reivindicatória, inclusive a construção de uma greve nacional, para buscar na luta o atendimento das principais reivindicações dos trabalhadores. Na sexta-feira, 30/10, o Sindicato vai realizar o Seminário de Qualificação da Greve, às 18h, na sede da Entidade. Será necessária a participação da categoria para poder preparar um grande movimento na Bahia.

 

Em menos de um mês, a Petrobrás apresentou as duas contrapropostas que não contemplam as principais reivindicações da categoria, seja em relação à ampliação dos benefícios ou à melhoria das condições de trabalho. Além disso, a empresa continua sem se manifestar sobre o cancelamento das punições aplicadas aos petroleiros que realizaram a greve de março. A FUP tem ressaltado em todas as reuniões de negociação que não haverá assinatura de acordo, enquanto a Petrobrás mantiver as punições.

Em nível nacional, os petroleiros iniciaram uma série de paralisações surpresa que continuarão agitando o Sistema Petrobrás, durante a campanha reivindicatória. Além das Refinarias, estão sendo indicadas paralisações no E&P e nas unidades administrativas, sempre de forma surpresa, preparando, progressivamente, a categoria para uma nova forma de greve, que está sendo discutida nos seminários regionais que estão acontecendo em todo o país.