[Da comunicação do Sindipetro NF, com edição da FUP | Fotos: Luciana Fonseca]
No quarto dia de mobilizações no Sistema Petrobrás, o Sindipetro-NF realizou na manhã desta quinta-feira (25) um ato público no Heliporto do Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes, em mais uma etapa da mobilização nacional da categoria petroleira para cobrar da gestão o cumprimento dos compromissos assumidos ao final da histórica greve de dezembro de 2025.
A categoria cobra o início imediato das negociações sobre o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCAC), a definição do regramento das futuras Participações nos Lucros e Resultados (PLR) e o avanço da mediação no Tribunal de Contas da União (TCU) para a construção de uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) da Petros.
O coordenador geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, que participou do ato no Farol, explicou que a demora da empresa em dar encaminhamento a essas pautas tem provocado crescente indignação entre os trabalhadores. Os compromissos foram assumidos pela Petrobrás durante as negociações que encerraram a greve nacional de 2025, mas, passados vários meses, seguem sem cronograma concreto de negociação.
Para a entidade, trata-se de reivindicações estruturantes para o presente e o futuro da categoria. O novo plano de cargos é considerado fundamental para corrigir distorções e valorizar os trabalhadores; o regramento da PLR dará previsibilidade às próximas negociações; e a solução para os PEDs é uma reivindicação histórica de aposentados, pensionistas e participantes da Petros que convivem há anos com descontos extraordinários.

Além de Borges, participaram do ato do Farol nesta manhã os diretores do Sindipetro NF, Alessandro Trindade, Johnny Souza, Robson Botelho, Alexandre Vieira, Guilherme Cordeiro, Marcos Botelho, Benes Junior, Eider Cotrim e Jocimar Souza — demonstrando, com grande presença de lideranças sindicais, a prioridade da diretoria para as lutas que integram o calendário.
Mobilização em todo o país
Assim como no Heliporto do Farol, a categoria petroleira se mobiliza em diversas bases da FUP no país. As atividades começaram na segunda-feira (22), com mobilizações na Refinaria Abreu e Lima (PE) e no Terminal Aquaviário de Suape. Na terça-feira (23), os protestos chegaram a terminais e unidades da Transpetro e da Petrobrás em diversos estados, incluindo Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro.
Na quarta-feira (24), dirigentes sindicais realizaram atos no Edifício da Petrobrás em São Paulo (Edisp) e na UTE Termorio, em Duque de Caxias, reforçando a cobrança para que a empresa apresente um cronograma efetivo de negociações. As mobilizações prosseguem até esta sexta-feira (26), alcançando refinarias e outras unidades operacionais em diferentes regiões do país.
Além das pautas econômicas e trabalhistas, os atos também têm reforçado a campanha Reestatiza Brasil, defendida pela FUP em conjunto com movimentos sociais, em favor da recuperação de ativos estratégicos privatizados durante os governos Temer e Bolsonaro.
Unidade construída nas assembleias
No Norte Fluminense, os indicativos da FUP foram aprovados pela categoria na semana passada, consolidando a adesão da base ao calendário nacional de mobilizações.
As assembleias também deliberaram pelo apoio político e simbólico à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entendimento que a categoria considera estratégico para a continuidade da reconstrução da Petrobrás, da retomada dos investimentos em áreas como a Bacia de Campos e do fortalecimento das empresas públicas.
Para o Sindipetro-NF, a mesma unidade demonstrada durante a greve histórica de 2025 será decisiva para assegurar que a Petrobrás cumpra integralmente os acordos firmados com seus trabalhadores.
A entidade reforça que o compromisso assumido ao final da greve precisa sair do papel. “Acordo é para ser cumprido” é o lema que tem orientado as mobilizações realizadas em todo o país nesta semana e que também marca o ato desta quinta-feira no Heliporto do Farol de São Thomé.